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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Projeto Rondon 2009

Quem me acompanha (não sei se tem quem faça isso, mas enfim rsrs) sabe que ano passado participei do Projeto Rondon e indo à Catuji, no norte de Minas trouxe vários aprendizados. Esse ano não pude ir, mas uma companheira da minha turma na faculdade foi, e coincidentemente, para Catuji. A experiência dela também rendeu um bom texto que ela produziu. E estou postando o depoimento dela aqui no Vivendo também porque passamos quase as mesmas coisas e aprendi muito com a experiência que ela conta no texto. Convido você a ler também... e comentar!

PROJETO RONDON. EM NOME DA ESPERANÇA
por Sulaine Reis

Sempre escutei que os olhos são o espelho da alma. Porém, nunca tinha prestado muita atenção no olhar dos outros. Quantas vezes olhamos e não enxergamos nada? Só percebemos aquilo que não nos fere e não atrapalha o nosso caminho calmo e sereno. Ignorar é uma das maiores “virtudes” dos seres humanos. Por isso, se não enxergamos o outro, como podemos perceber seu olhar, suas necessidades?
Foi preciso enfrentar mais de dezesseis horas de viagem até Catuji, no norte de Minas Gerais, para compreender essa sutileza da vida. Quantos olhares nós do Rondon despertamos? Olhares de admiração, desconfiança, carinho, medo. Olhares de pessoas acostumadas a não serem enxergadas e, por isso mesmo, algumas se escondiam e outras nos seguiam encantadas com tamanho movimento e disposição. Afinal, foram muitas pinguelas e cercas para atravessar.

No assentamento da Fumaça, zona rural da cidade, o pequeno Mateus venceu o receio inicial e nos conduziu pelas trilhas do local até a casa de seus primos. Cinco crianças, a mais velha com onze anos, cuidando uns dos outros enquanto os pais trabalhavam na cidade. Assim como Mateus, as crianças em idade escolar frequentam a escola da comunidade. Na verdade, a “escola” é uma sala cedida por um casal do local. Dezessete crianças, de diferentes idades, dividem-se entre seis carteiras, um sofá velho e o chão e tentam aprender.

Apesar de terrível, a situação nem de longe foi a pior vista na cidade. Às margens da BR116, crianças e adolescentes não esperavam nem o manto da noite para irem para o acostamento. Os caminhões, quase em fila, diminuíam a velocidade, paravam e “recolhiam” uma menina. Detalhe, o relógio ainda não marcava seis horas da noite.
Já a escuridão, dispensável para o exercício da “profissão mais antiga do mundo”, era companheira constante de uma família em Formoso, outro distrito de Catuji. Um casebre de dois cômodos é a moradia de sete pessoas: cinco crianças e dois adultos. Para iluminar o ambiente um fogão à lenha, que parecia expelir toda a fumaça do mundo, e uma lâmpada no centro da casa. Marretas abriram pequenos orifícios para a entrada de ar e mãos varreram, lavaram e limparam o local, tentando recuperar um pouco da dignidade humana perdida.

Quando achávamos que já tínhamos visto tudo, nos aparece Felipe. Nove anos de idade e muita responsabilidade. Seja no pasto, às cinco da manhã, ou nas ruas de Catuji vendendo picolé, o menino derrubou todas as nossas defesas. Ele chegou até nós no sábado. Vinha com a avó, pois soube que estávamos “distribuindo comida”. Na verdade, o que tínhamos era cachorro-quente e refrigerante, o lanche dado para as crianças na tarde de lazer organizada pela equipe do Rondon.
Ao visitar a casa dele, depois de andar mais de 3 km pela BR116, o quadro se tornou mais assustador. Duas crianças doentes com bronquite, outro fogão à lenha e sua fumaça e uma mãe que, por não ter relógio, não sabia quando deveria medicar a criança que ela tinha levado ao médico. A solução encontrada? Usar a programação da TV para definir os horários dos remédios.
Na cozinha, enquanto conversávamos, Felipe cuidava da comida dos irmãos. Na panela o menino cozinhava macarrão. Os adultos responsáveis? Uma senhora de sessenta anos, lavadeira de profissão, e uma moça de vinte e cinco anos, mãe de cinco filhos. O que fazer? O que falar? Da mãe conseguimos a promessa de levar o outro filho doente ao médico, arrumar a chaminé do fogão e ser a mãe dessa família. Já Felipe nos prometeu voltar a estudar, apesar das mais de cinquenta faltas.

Todos são iguais, é o que diz a lei. Todos têm direito à saúde, educação, habitações dignas. Relembrando as casas de taipa, as “escolas”, a BR116, rota de prostituição, independente da hora e da idade, e enxergando em cada rosto a felicidade de serem lembrados e respeitados, nem que seja por quinze dias, é difícil acreditar no que diz o papel. Os ideais de igualdade parecem, ainda, utopia, um sonho de pessoas alienadas que não conhecem a realidade do país. Porém, eu ainda acredito que é possível mudar. Num de nossos encontros com a comunidade de Catuji, pediram para falar sobre o projeto e de nossas “férias” na cidade. Eu resumi assim: “ estávamos ali em nome da esperança em um futuro melhor e o nosso objetivo era tentar diminuir a fome de informação que domina nossa sociedade, pois só assim as mazelas sociais poderiam ser diminuídas.”

Educação de qualidade, esse é o caminho para a mudança. Andando e conversando com as pessoas percebemos que poucas conheciam seus direitos. Uma senhora até me questionou se “velhos tinham direitos?”. É claro que têm, mas se as pessoas não sabem quais são e a importância de lutar por eles, a troca de votos por telhas, que nunca chegaram, continuarão acontecendo, o problema social se agravando e vários Felipes crescerão ignorando o que é ser cidadão.


(texto também disponível no blog "Elas e a gente")

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um ano atrás

Ana Paula Valadão - Só Por Amor a Ti



Antes de você ler essa mensagem, tem essa canção que nos ensina algo muito importante! Que Deus fale ao seu coração através dela!

Exatamente no dia 13 de julho de 2008. Isso. Foi um dia histórico em meus 20 anos, até então. Meu destino naquele dia era Belo Horizonte rumo ao Projeto Rondon. Relembrava com fotos e quando percebi, completou um ano da viagem que mudou radicalmente minha forma de encarar algumas coisas.

É claro que teve minha mãe, não segurando o choro em saber que seu filho mais velho ficaria duas semanas fora de casa, mas a vontade de ir em busca de algo novo era maior. E foi.

Logo na nossa partida, o sentimento de despedida tomou conta de mim. Minha mãe ficando em JF, chorando e eu, no ônibus... também com lágrimas nos olhos. É. Foi muito legal. Mas o que mais me chama a atenção desse um ano que se passou é a forma como passei a ver as coisas. Antes, preciso falar do aprendizado lá. Conviver com as crianças de Catuji (cidade que fiquei) foi fantástico. Ao mesmo tempo em que se mostravam receosas de se aproximarem, se mostravam também dispostas a conhecer gente nova, talvez pessoas que pudessem demonstrar o que é sentimento de pai ou mãe.

E realmente foi assim. Recordo de várias crianças de lá. Antes, é preciso que fique claro o porquê de eu falar das crianças. Desde 2007 eu trabalhava como voluntário na AMEB e, desde então, passei a me interessar pela causa social em favor de crianças. No Rondon, isso ficou bem à mostra, tanto que algumas pessoas do nosso grupo notavam um “Gabriel com adultos” diferentes do “Gabriel com as crianças”. Eu acabava virando o “tio”, o irmão mais velho.

Mas foi muito legal. Cada sorriso, cada momento em que passamos. No último dia, em meio a lagrimas. Que experiência! Sou muito grato a Deus por ter me permitido ir. Quem leu (ou ler) as postagens mais antigas sabe o que aconteceu antes da minha partida.

Esse ano não poderei ir ao projeto, mas me lembro com muitas saudades das duas semanas que passei em Catuji, no Norte de Minas. Quente durante o dia, gelado durante a noite. Lembro da nossa ida à mina de pedras preciosas. Me senti no Globo Repórter. Ou então do meu passeio a cavalo e minha queda (isso mesmo, caí do cavalo, literalmente)! E também da nossa ida à pequena cidade onde morava o Éder, vencedor do Soletrando do ano passado. Conhecemos pessoas empolgadas com o Projeto EJA (Educação para Jovens e Adultos). Foi muito edificante ver idosos, pessoas sem chance de serem vistas como gente buscando aprender mais, aprender a escrever, a ler... E no meio disso tudo crianças com chances tremendas de crescerem sabendo as coisas.

Foram duas semanas em que não vivi no meio de crente, de evangélico. Fora a minha companheira de grupo e as três reuniões em que fui na Igreja Batista, o único contato com gente evangélico foi através do MSN e pelo Orkut. Isso foi muito interessante. Aprendi a ser mais filho de Deus do que crente de igreja.

Quando voltei de lá, estava diferente. Tirando o “estar mais moreninho” por causa do sol durante o dia que eu só me protegia com um boné, eu me via mais disposto a passar por problemas de igreja. Sabia que a situação do mundo é bem mais difícil que nossos “probleminhas”. É. Voltei diferente. Mas sei que tudo isso foi pela graça de Deus. Ele teve seus propósitos de me levar tão longe de Juiz de Fora para ver coisas que hoje vejo aqui na cidade, mais perto do que eu imaginava.

Assim como contei na postagem do ano passado, aqui também existem os “Izaques”, “Tales”, “Guilhermes”, “Maessas” da vida para serem cuidados. Existem coisas para serem transformadas.

Não precisamos de muita coisa ano passado. Pouquíssimas vezes gastamos dinheiro ou coisas fora de cogitação. O que mais precisamos lá foi de disposição, compaixão, alegria, amor... Coisas que não se compram, coisas que Jesus nos dá através do Fruto do Espírito (Gl 5.22).

Um ano se passou. Dia 13 de julho de 2008. É. Passou e com ele voltam as saudades, mas uma coisa ficou. A VONTADE DE MUDAR. A VONTADE DE SER INSTRUMENTO PARA QUE PESSOAS VIREM SERES HUMANOS. PARA QUE EXISTAM CIDADÃOS. EXISTE ESPERANÇA. A ESPERANÇA É JESUS. ELE MORREU E RESSUSCITOU! FOI PARA QUE FOSSEMOS E CONTÁSSEMOS A TODOS. EXISTE ESPERANÇA.

E como diz o slogan do Projeto Rondon: Precisamos INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR! Que sejamos mais agentes sociais e menos, bem menos religiosos.

PS.: Tudo correu numa boa. Ida e volta. Devem ter sido umas 24 horas dentro do ônibus, somando os dois trajetos. Em meio às nossas estradas, vi o cuidado de Deus. Mais ainda sabendo que Ele cuidou de minha mãe, meu pai, meu irmão e meus amigos... É meu Pai Celestial! Fantástico!!!!

sábado, 2 de agosto de 2008

PROJETO RONDON - 13º e último dia - Sábado... DESPEDIDAS E LÁGRIMAS

O grande detalhe seria: IRÍAMOS EMBORA! Só às oito da noite, mas iríamos! Acabamos passando quase o dia com o Tales e o Guilherme. O dia estava meio nublado. Pela manhã fomos (por causa de ficar em casa durante o baile) limpar o salão que teve o baile... Não foi um castigo, nós que escolhemos. O dia foi de arrumarmos as coisas. Depois fui com o pessoal (uma parte) entregar o dinheiro do baile e do bingo (tudo deu 425 reais) para o pastor da Igreja Batista que depositaria a grana. Isso já devia ser lá pelas 3, 4 da tarde. O restante do dia foi livre. De repente o pessoal foi resolver umas coisas e fiquei na praça com os meninos... lembro deles: o Tales, Guilherme, Marcos Júnior... e quem eu vejo? O Gabriel... Tiramos umas fotos de lembrança e depois eu precisava cumprir uma palavra: visitar a dona Terezinha. Lá fomos eu, Tales e Guilherme. Eles sabiam que eu era crente, mas acho que não imaginavam o que eu faria lá... Conversamos e depois eu orei... nós quatro. Eu, dona Terezinha, Tales e Guilherme. Orei por todos eles... Foi edificante. Voltando para casa lá pelas 6 da tarde já pintava aquele clima total de despedida... Eu na Internet conversava com a Nayara, de JF. Em Catuji, ao meu lado... Tales e Guilherme. Depois chegaram Elenízia, mãe do Tales, Darley e o pequeno Izaque. Foram momentos legais... mostrei fotos do meu orkut para eles... Acabou que afinei ainda mais os laços com eles. Pois bem... o tempo passou rápido e veio o ônibus... Queria destacar também que, enquanto eu conversava com o Izaque, eu perguntei se ele queria ir embora com a gente... A resposta? "se minha mãe deixasse eu iria..." Ele mora com a mãe e a prima. Pois bem... na hora de ir embora, conhecemos a mãe do Guilherme, a Lourdes... crente da "Deus é Amor"... (PS. Lembra da Bianca? Ela também ficou muito colada no Tales e no Guilherme, até chorou na hora de ir embora. Contei na sexta passada do bar e, que ela tinha me falado que sua mãe é crente da... Deus é Amor... Pois é, quando ela soube que a mãe do Guilherme era da mesma denominação que a mãe dela... lágrimas rolaram e penso que Deus tocou profundamente nela... que bom!) Tá! Hora de ir embora... Eu já estava com saudade. Mas segurava o choro. Fomos até a praça a pé... me despedi do Marcos, da Maessa e dos seus pais... na praça estavam nós. O Izaque era o único sem a mãe ali... Quando o ônibus veio... Suas lágrimas tomaram conta do rosto do pequenino grande homem de 8 anos... Ele não tinha demonstrado nenhum sentimento de frustração até aquele momento... Nós estávamos indo embora... E eu e a minha professora quase o adotamos, rsrs. Puxa... Dizia que oraria por ele. E dei um último recado para ele: estuda, hein! Talvez o que mais me tocou na hora da despedida foi isso... as lágrimas do Izaque. E mais... depois, quando já estávamos no ônibus, o Tales também começou a chorar, o Guilherme, estava com um rosto de saudade! Puxa... sinto saudades deles... às vezes nos sentimos tão inúteis... e Deus nos leva a lugares como esses!
Talvez a maior lembrança que trouxe para JF de lá foram aquelas lágrimas. Deixamos saudades. Eles deixaram saudades. Lembranças agora só pelas inúmeras fotos, mas algo que disse para o Izaque era que a maior lembrança fica no coração... Sonho em voltar lá um dia, e sei que Deus fará brotar...
Quando eu pensei que tinha acabado as lições com os "kids", em Itaipé, lugar que tinha ficado o grupo liderado pelo Hora, Deus me deu mais uma lição... O Hora tem um filho, o Robson (ou Robinho, Minutinho, rsrs) e qual não foi minha surpresa? Ele tinha ido (isso eu já sabia, oras) e na hora que chegaram lá, ele conheceu um menino de lá... parecia que virariam grandes amigos... Viraram! Eram lágrimas e mais lágrimas... de um menino de 8 anos. Saudades do amigo... eu dizia para ele que a maior lembrança estava no coração... e depois o Hora falou com ele, e ficou tudo numa boa... mas que lição!
Passamos em Novo Oriente de Minas. E pegamos a estrada! Destino: Teófilo Otoni, João Monlevade, Belo Horizonte. E assim foi. De BH, com parada em Barbacena e JF city... Minha mãe me esperava... que bom voltar para casa!
Muitas lições tiro do Rondon 2008... Entre elas, o viver em grupo é a que mais pesou. Lembranças? Me lembro das palavras que saíram de minha boca: a maior lembrança está no coração... Mas sempre que vejo as fotos, vem a saudade... mas Deus sabe... Ele sabe... Um dia, quem sabe... Lembra das lágrimas? Pois é...

PROJETO RONDON - 11º DIA - 5ª FEIRA.... CIDADANIA EM AÇÃO

Pela manhã, uma parte foi até a fábrica de iogurte... Fui e no final ganhamos iogurte de graça... Bom demais!!! Enquanto isso, parte do pessoal corria atrás de prêmios para o bingo beneficente da sexta e dos detalhes para plantação de mudas e os últimos preparativos para o baile, também beneficente. À tarde, ficamos preparando palestras para a noite. Eu e o Marcelo palestraríamos sobre Educação e Cidadania. Gostei do tema... Na hora da palestra (seria uma seqüência: Educação e Cidadania, Cultura, Meio Ambiente e Saúde.) enquanto eu falava, só saiam palavras de incentivo do tipo "eu posso mudar". Coisas que tenho aprendido com Deus. Cidadania é saber que somos parte de um todo, que somos responsáveis pelo todo. Feito tudo isso, fizemos um lanche e fomos dormir...

PROJETO RONDON - 12º DIA - 6ª FEIRA... BINGO E.... O BAILE

Era o último dia de trabalho. Estava com saudade de casa. Mas se precisasse eu continuaria ali. Sempre que eu saía na rua e encontrava com alguma criança que tinha tido contato... conversávamos. Que legal. Na sexta, pela manhã, ficamos (parte) em casa arrumando os prêmios do bingo. O pessoal conseguiu juntar 3 sextas básicas, vinho, vale frango assado, cinto, perfume e coisas que eu pensei: "eu não daria conta". Mas fomos. À tarde, o destaque foi irmos vender cartelas de bingo... como assim? Só vendi duas... Meu negócio é folheto e oração, hehe... Mas aprendi muito. Ah, só vou destacar também o Darley, primo do Tales... 6 anos e foi meu guiazinho, enquanto eu vendia perto da casa dele. Uma das partes mais pobres que fui. Quando voltamos, fomos para o bingo. Era beneficente, porque em Catuji tinha uma menina (de 5 anos pelo que eu lembro) que tinha um problema de vista e precisava de uma operação... R$ 1.500 ou ficava cega. A família e a rádio da cidade já tinham um dinheiro, mas lá fomos nós... Me surpreendi com a quantidade e gente que foi... deu uns 200 reais de bingo, com cartelas a R$ 1,00 ou R$ 0,50. Que bênção. Comprei algumas, mas dei para os meninos preencherem. Quase que o Felipe ganhou uma. Só faltou uma pedra!!! Puxa vida! Depois do bingo viria o baile. Pois é! O baile! Sou crente e não podia negar minha vontade de não ir. Mas com a oportunidade de ver o que acontece no mundo e lançar sementes, estava eu naquela do "se possível passe de mim esse cálice, mas seja feita a vontade de Deus". Comprei o lanche do pessoal e quando cheguei na casa, o Alberto disse que não iria... Ufa! Se eu fosse o único seria mais complicado, mas acabei pegando carona e fiquei na casa. Na verdade pensava em ir na internet, orkut... que nada! Só deitei no colchão... Você sabe o que aconteceu depois, né???

PROJETO RONDON - 10º DIA - 4ª FEIRA.... RECREAÇÃO...

Pois bem, pela manhã, metade do grupo (incluindo o que vos escreve, hehe) foi para Formoso, outra comunidade da zona rural... Bem legal lá... acabou que fiquei (junto com Vanusa e Marcelo) brincando com as crianças na escola, enquanto tinha o bate-papo com a comunidade. Me lembro de alguns nomes, como o do Jonas (esse é demais, sabe muito!) e do Alessandro. Foi maneiro. Na segunda parte da comunidade, fizemos um novo bate-papo com a parte de lá e voltamos para o almoço. Nessa segunda parte, na única casa que fui (em Formoso, não fizemos os questionários, por causa do tempo), tinha um homem e seu filho de 13 anos era deficiente. Detalhe que a comunidade não via com bons olhos o homem e seu filho, por alguns motivos. Mas ele foi no bate-papo e foi muito 10. Á tarde, tinha a recreação. Minha vontade era fazer atividades com os pequeninos, mas como Deus faz umas coisas bem interessantes, eu acabei ficando na seção "seja como eles..." do tipo que brinquei junto, e ao mesmo tempo, era o tio para mediar as situações, enquanto o pessoal dirigia as atividades. Dessa vez, conheci mais um catujense mirim: o Guilherme (você vai ler mais dele)... Tinha vários... o Izaque (também vai aparecer mais), o Igor, o Felipe, a Gabriela, o Paulo, o Jônatas, o Joseph, o Luan, a Maessa e ainda meu brother Marcos. Foi uma tarde bem divertida... na metade da programação, o Gabriel também deu sinal de vida... que Gabriel? Lembra do domingo e do tombo do cavalo??? Pois bem... à noite tivemos o bate-papo final com o pessoal da zona urbana de Catuji, foi bem proveitoso, pelo menos do meu ponto de vista. Depois, pedi para ser liberado do jantar e fui para casa. Lá pelas nove e meia. Parte iria depois do jantar ver o jogo do Flamengo, até porque na Globo Minas, seria o jogo do Atlético... e qual foi minha surpresa? Era contra o Botafogo!!! Vi com alegria... no final 4 a 0 pro fogão... Depois fui dormir e só quinta....

PROJETO RONDON - 9º DIA - 3ª FEIRA EM JENIPAPÃO...

Bem, na 3ª feira, que amanheceu com uma baita serração, nosso grupo se dividiu em dois para irmos em duas comunidades da zona rural ao mesmo tempo. Os nomes? Lá vai: Jenipapão e Jenipapinho. Isso mesmo! Meu grupo foi para Jenipapão, menor e mais pobre. Nos dividimos novamente e aí lá fomos nós de casa em casa com o questionário. Algumas pessoinhas foram super simpáticas, outras só responderam e nada mais... Como de sempre, as crianças estavam super curiosas e eu que estava sozinho acabei adotando um grupinho para me levar nas casas da comunidade, já que muitas delas estavam vazias pelo fato do pessoal estar trabalhando. Me lembro do Igor. Foi até o final comigo... Foi muito legal... Detalhe que eu sempre queria saber da vida deles... tipo com quem moram, como vivem, se estudam, se gostam do lugar que moram... até para não ficar naquela da amizadezinha barata. Eu também tinha que lembrar: eu estava a trabalho do Projeto Rondon... qualquer informação seria muito importante. (PS. Eu realmente fazia amizade com as crianças, não visava a informação, mas como eu queria conhecer as pessoas, eu ia mais fundo.)
Fizemos um bate-papo com o pessoal de lá e voltamos para almoçar. À tarde, parte do pessoal saiu para correr atrás de alguns detalhes para a recreação (que foi na quarta) e outras coisinhas. Aproveitei para ficar em casa, acertando detalhes do nosso relatório e também para descansar, além de passar a limpo os questionários, já que por recomendação fazíamos a lápis. Que trabalhão!

PROJETO RONDON - 8º dia (2ª feira)

Passado o domingo e o tombo do cavalo e dor ter continuado (um pouco, mas continuou), na 2ª feira nos focamos em uma palestra (verdade, o pessoal da educação física) com as senhoras que participam de um projeto para a 3ª idade. Foi muito maneiro, até porque o pessoal pegou "pesado" com elas, já que elas deram duas voltas na praça – isso porque eu só dei uma, rsrs. Bem legal. Depois tivemos um bate-papo com algumas professoras de Catuji e assim foi a 2ª feira. Destaco que em quase tudo isso que participei tivemos a companhia do Tales. Super bênção!!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

PROJETO RONDON... 7° DIA... Fazendo alguém feliz...


Tá aí! Vamos a um resumão do que rolou no domingo...
Coneçou um pouco tenso... teve um churrasco em uma fazenda de um cara aqui em Catuji para o nosso pessoal... todo ano tem... mas eu não queria ir... primeiro porque eu queria ir à escola dominical aqui na igreja Batista, segundo porque não teria uma hora certa para voltarmos (a pé não tinha condição) e terceiro porque alguns iriam beber horrores, misturado com funk e carne que eu não como... Bem... Por que eu iria? Pois bem... não teve como, fui!
Pensei que seria um dia daqueles, mas Deus me surpreendeu... Como sempre!!!
Primeiro eu preciso comentar do Antônio... o motorista que nos trouxe de BH até aqui... evangélico da Quadrangular! Que bênção! Deus é bom d+!!! Fomos conversando... Muito bem, chegando lá (depois de um tempo na estrada e depois na estrada de terra...) notei um menino lá... Mais uns minutos e cheguei pra conversar com o pessoal que tava perto dele e o conheci... Gabriel era o nome dele... ele era (ou melhor, é) irmão do Lucas, o anfitrião (filho do dono da fazenda). Pois bem... como eu meio entrão nesses casos, comecei a semear uma amizade com ele... na verdade eu queria conhecer o local, mas sem ser daquele jeito adulto... Fomos aos poucos. fomos, porque tinha mais gente conosco, inclusive o Antônio. E assim foi... Conhecemos o curral (nunca estive tão perto de vacas e cavalos assim), a caixa d'água, e aos poucos os arredores da fazenda... Minha meta estava se tornando uma: andar de cavalo... Mas sozinho? Eu? Pois bem, fui resistindo, mas teve uma hora que não teve jeito... fui... na garupa do Gabriel, isso mesmo... E lá fomos nós... nessa altura já tínhamos almoçado, eu já tinha descansado... Por volta das duas da tarde... Detalhe que lá é muita subida... (estamos em Minas Gerais, rsrs)... Passamos por altos lugares (em todos os sentidos), eu e Gabriel num cavalo e nosso colega rondonista, Wallace também. Andamos demais, ou melhor, os cavalos andaram, hehe. Outra coisa foi o meu medo... queria uma aventura, mas... não conseguia acreditar que eu... eu estava indo num cavalo, na garupa de um menino de 11 anos em um lugar que eu não conhecia!!! Pura aventura!!! Chegado um certo ponto... nos perdemos, na hora de voltar a cela do cavalo onde estávamos solta! Ai! Estávamos numa subida, no meio do mato seco, tinha até pelo que notei, espinhos! Subimos a pé! Outro detalhe foi o livramento... vejo que se continuássemos subindo tinha um grande risco da cela soltar e a gente cair para trás!!! O estrago seria... Mas Deus é bom e nos livrou!!! E como!!! Agora enquanto escrevo vejo o tamanho da bênção!!! Continuando subi na garupa do Wallace... voltaria com ele.. Mas... Na primeira reta, ele correu... não deu outra... Fomos para o chão... isso mesmo, caímos... eu me ralei um pouco, mas estou bem, ele também... Pulando um pouco, aconteceu que assim que levantamos o pessoal chega de caminhão, como se fosse algo sobrenatural e voltei mais "seguro"! Pois bem... quando voltamos para a fazenda, mantive minha amizade com o Gabriel... ele cada vez mais empolgado... E eu também! Puxa vida! Ele fez uma amizade até com meu celular, até que fomos gravar um videozinho, em que ele falaria o que ele achou o dia... e ele falou que foi muito divertido... ligando os fatos, penso que se eu não tivesse caído, ele não teria tanta lembrança do passeio, e se eu tivesse caído com ele, possivelmente ele machucaria também... É! Aquilo me alegrou de uma tal forma, que mesmo o atraso para voltarmos e meu atraso para chegar no culto da noite foi recompensado... Deus tinha um propósito... Foram várias experiências... até porque via a carência do pessoal... mas aquilo... ouvir que Deus me permitiu fazer uma criança feliz... me faz sonhar! E teve mais... no culto, olha as músicas que ainda peguei no louvor: "Firme nas promessas" e "Marca da Promessa"... É... Deus tem algo! E as ministrações foram assim... Deus cuida de nós de uma forma... Pois é... e a pregação da igreja foi de uma irmã da Igreja Presbiteriana (como assim?) de Nova Friburgo/RJ!!! Sobre o quê? Sonhos!!! Como assim??? Mas tudo bem... lembra do colchão? Pois bem, conversando com um dos membros aqui da igreja, que já conhece o pessoal do Rondon, acabou me emprestando um... Glória a Deus!!! Bem... depois de todas as bênçãos do domingo, fui dormir... Bẽnção demais!!! Mas a história do cavalo me fez questionar: Estamos dispostos a sofrer para fazer alguém feliz???

segunda-feira, 21 de julho de 2008

P-R-O-J-E-T-O R-O-N-D-O-N... 6º dia... Visita ao vencedor do Soletrando...


Vamos então ao nosso dia de sábado aqui no Rondon, na cidade de Catuji... (ps: porque eu fiz essa abertura tão... rsrs)...
Tudo bem, pela manhã, iríamos a Manilhas, distrito na zona rural de Catuji, mas acabamos indo para Padre Paraíso, uma meia hora daqui... Depois de uma hora e pouco fomos... Mas por que vocês iriam para Padre Paraíso, você vai estar se perguntando... aí eu respondo... é que na zona rural de lá é que mora o Éder... quem? O vencedor do SOLETRANDO do Caldeirão do Hulk... isso mesmo, eu não estava tão por dentro assim, mas um pouco de informação daqui, um pouco dali... acabei sacando a parada, hehe. muito bem, fomos de vã... chegamos lá por volta de onze e meia... estávamos na feira de lá... vou tentar postar as fotos aqui no blog (não hoje...), mas vi coisas do tipo carne ao sol... não sei explicar bem, mas às vezes uma imagem fala mais que mil palavras... Pois bem, não me lembro de nada mais legal que aconteceu antes, mas lá pelas duas e meia da tarde, fomos para a zona rural... mais uns quinze minutos... Que legal, conheci o cara... Éder Carlos, 15 anos. Gente boa, tímido, mas parece ter uma história e tanto... entrevistei ele, (óbvio, hehe) e quando perguntei (meio friamente) sobre algum trauma da infância superado depois de ter vencido o Soletrando, recuou um pouco e soltou que teve "conflitos existentes na família", mas que nunca contou para ninguém e nem queria contar... Bem respeitei a posição dele, mas o papo rolou super legal... A reportagem vai sair na Impacto World de agosto... e, dependendo, no site da Estácio JF também. Detalhes: a casa dele e da tia dele (onde ele fica mais) são super simples... fiquei admirado! E mais... Teve o prêmio que ele ganhou além do oferecido pela Globo... ele ganhou também um laptop do governador de Minas, Aécio Neves. Vocês vão ver nas fotos. Voltamos no fim da tarde... Tomamos banho e no fim da noite... só quis saber de dormir... eu estava tão cansado que fui dormir nove da noite... tanto que minha mãe me ligou nessa hora, enquanto eu já dormia... no domingo de manhã... me liga ela preocupada achando que eu estava passando mal... como assim? Mas tudo bem, preocupação de mãe a gente entende! Mas foi isso no sábado...

PS: Possíveis erros de concordância, gramática e ortografia (raríssimos), peço para que releve... O objetivo desse blog é edificar e abençoar vidas... com o português nesse caso eu não entro em crise... comentários são super bem-vindos...

Abraços

domingo, 20 de julho de 2008

PROJETO RONDON... 5º dia (sexta-feira, dia 18)


Pois bem... pra começar, acho que esse negócio de ter internet a qualquer hora pode não ser tão bênção assim... Nesses últimos três dias, tenho entrado no Orkut, mas não consigo escrever... algo está errado... Como assim, não tenho tempo para meu ministério? Bem, depois de três longos dias, volto a escrever sobre como está aqui em Catuji, nossos trabalhos pelo Projeto Rondon... Na sexta, fomos pela manhã na comunidade aqui perto, chamada Porfírios (ou córrego Santa bárbara)... pois bem, o lugar até que era legalzinho, mas algumas coisas chamaram a atenção. Vamos a elas:
Estava eu em uma casa acabado de preencher o questionário com o pessoal da casa, quando entra minha professora... saímos, e para minha surpresa, havia uma mulher chorando copiosamente... estava aos prantos! Por quê? No exato momento enquanto minha professora se despedia do pessoa da casa dela, a senhora recebe por telefone a notícia: Seu filho tinha morrido em um acidente de caminhão em São Paulo... Fiquei sem palavras, mas mesmo no pensamento, orava para que Deus pudesse consolá-la... Saí de lá meio sem entender o que, realmente tinha acontecido, mas era verdade, o filho dela tinha morrido. cara, como assim? depois, enquanto eu ia em outra casa, lá passou a mulher desesperada perguntando do filho... Algo interessante... ela dizia, meio ao desespero que, tinha entregado o filho à nossa senhora e Deus... bem...
Mas as coisas do tipo "trash" que eu esperava ver, começaram, para falar a verdade, ali. Tudo bem que tinham as coisas da cidade, mas ali... bem, me tocou bastante. Ainda ali na comunidade tive a oportunidade de conversar com algumas crianças... bem, elas eram meio anti-sociais... e isso reforça aquela teoria de que muitos não dão o devido valor que uma criança merece... mas fui fundo e bati alguns papos bem maneiros com algumas... sem contar as fotos...
Depois do almoço, continuei minha rota de questionários... fiquei na mesma rua que estamos... E como é a rua! Uma das perguntas é sobre quanto é a renda... E para minha surpresa... Algumas chegam a R$ 3 mil reais mensais... enquanto que, algumas, acredite, chega a... R$ 100 reais. Desigualdade... enquanto eu ia em uma casa luxuosa, com carro e tudo, na outra ao lado... uma que fui só tinha um cômodo e o banheiro... Vai vendo... Mas as coisas são assim por aqui... Mas quem disse que, em JF e no restante do Brasil não é assim??? Basta abrirmos a janela, a porta, ou... os olhos! O detalhe: Uma das casas, isso já bem longe encontrei uma senhora... Foi meio resistente, mas me deixou entrar e, para minha surpresa disse logo de cara: "Moço, eu sou evangélica, então..." cara, como assim? Na mesma hora me entreguei também, rsrs, depois de realizarmos o questionário, eu como estava sozinho pedi algo que não sei se poderia ter pedido, mas pedi para orar por ela... (não é assim que Deus nos ensinou fazer?) e ela deixou... mas ela ficou tão, mas tão feliz... Quero voltar lá antes de irmos embora para JF. Ah, ela é da igreja daqui do lado... Que bênção. À noite... bem, acabei sendo convencido a ir com o pessoal na praça... Pra quê? Parte do pessoal bebia horrores. Alguns fumavam horrores. Mesmo não precisando destacar que fiquei na minha, fiquei conversando com a outra irmã (a Vanusa, da Metodista) e com outro companheiro... não é crente, mas gente boa à beça e não bebe, nem fuma... No meio do negócio, uma das meninas chega pra mim, e começa a desabafar sobre a situação da cidade, e do nepotismo que existe aqui. Certa hora, ela que é de família evangélica, como me dizer que sabe que só Deus preenche seu vazio, que Deus dá tudo o que ela pede e coisas assim... Daí, não aguentei (como assim? Dá-lhe Espírito Santo!!!) e soltei: "E você, tem dado o que Deus tem te pedido?". Ela ficou meio sem palavras, mas depois soltou... "TODO HOMEM TEM UM VAZIO DO TAMANHO DE DEUS"... pesquisei depois e descobri que é de Francisco de Assis. gostei da frase e mais pra frente, deve vir alguma mensagem sobre isso... Mas naquela noite, notei o quanto existem jovens e adolescentes carentes, vazios... Acham que bebida e cigarro preenchem... Que pena! Mas não podemos achar só isso e ficar nisso! É preciso amarmos eles e mais do que isso... Sermos diferentes... De que forma? Fico indignado com jovens das igrejas que só querem saber de sair, de curtir sem lembrar que existe um outro lado! Como queremos mudar o mundo, se fazemos o mesmo que eles, tirando só o sexo (e olhe lá!), o fumo e a bebida? Como? Venho a um tempo orando e chorando sobre isso, e sei que Deus fará algo. Não é julgamento, mas é a verdade. Quando voltamos, caí de sono e só fui acordar no sábado.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PROJETO RONDON... 3º e 4º dias


Pois bem, ontem não consegui escrever mas hoje vamos ao resumo desses dois dias aqui no projeto Rondon, na cidade de Catuji...
Ontem, pela manhã eu e mais dois companheiros fomos às escolas estaduais pegar uns dados para nosso relatório sobre a quantas anda a educação aqui na cidade. Andamos à beça, mas lá por volta do meio-dia voltamos para almoçar... Lá, no caminho, vi uma daquelas cenas que vim esperando ver. Eram duas meninas brincando na terra do quintal. A casa era muito humilde, e elas quando nos aproximamos com um sorriso no rosto nos falaram seu nome... não me lembro, mas não devo esquecer o sorriso. Demais!!! À tarde, enquanto almoçávamos, tive o privilégio de conhecer o Thalles, um dos meninos que moram em Caraí.. (isso mesmo!) no outro lado da ponte, coisa de uns 2 minutos... é longa a história disso, mas não vou contar agora. O negócio é que puxei papo com o Thalles, que almoçou com a gente (ele veio com o outro restante do pessoal). perguntava um montão de coisa pra ele, e fomos parar no quesito casa... Ele me contou que seus pais são separados e que quando se separaram teve até foice... Fiquei meio assustado, mas continuei conversando sobre o assunto e ele me explicou que o pai dele tinha ficado nervoso com a separação e pelo que entendi, tentou matar a mulher! Coisa de... gente que precisa de amor... E o menino, com seus nove anos, me passou uma grande impressão... Mais à tarde fiquei em casa... depois do almoço, precisei tirar um cochilo, coisa de umas duas horas, hehe, mas não deixei de trabalhar... Acordando, fomos digitar nosso relatório sobre a parte de ensino e educação em Catuji. Mais à noite, tivemos a janta e por fim, a reunião de planejamento... a quinta seria de começo de rota pela cidade para a população responde ao questionário sócio-econômico, que devemos preencher... são 600 questionários, um por casa. Depois de ficar na internet de uma forma que me surpreendi comigo mesmo, fui dormir...

QUINTA-FEIRA – 4º DIA

Acordamos para variar cedo, e fomos com destino à nascente do rio que corta a cidade... Pois bem... Uma longa viagem e, chegamos... Lindo...É impressionante como as coisas funcionam na natureza... Por que existem pessoas que não acreditam em um Criador disso tudo? Tirei muitas fotos... algumas estão no meu orkut... Antes de almoçarmos, tivemos um "tour" em alguns lugares bem bacanas de Catuji... primeiro fomos a um garimpo... e me sentindo no Globo repórter, eu entrei na caverna... é totalmente escura e fria... Mas... Fomos, acompanhados dos garimpeiros do local. Um deles contava que um da região chegou a achar uma pedra de 32 milhões... isso mesmo, mas fez questão de afirmar que é uma vez ou quase nunca, hehe. Depois passamos em uma cachoeira... Mas que beleza... no orkut tem foto... Deus é perfeito!!! À tarde começamos nosso trabalho de ir de casa em casa pedindo para os catujenses responderem ao questionário, coisa de 18 perguntas, sobre saúde, serviços do município e outras cositas... Muito legal... tento sempre me "enturmar" com as pessoas da casa, às vezes dá, outras não, mas no final, tudo dá certo (Rm 8.28)... À noite... enfim, depois de muitos obstáculos, conseguimos estar no culto aqui da igreja Batista no lado... pessoal agradável de lá... tivemos que sair rápido por causa da reunião que tava tendo, mas quando chegamos já tinha terminado, mas tudo bem... sábado tem culto jovem e domingo... é domingo, hehe! Agora à noite... chego para atualizar o Vivendo e também o orkut... que bênção! Amanhã tem mais, mas eu que não vigie para eu ver!? E mais, sabe qual foi a palavra no culto? Efésios 6.10;... Isso mesmo, Armadura da fé... Precisa falar mais?

terça-feira, 15 de julho de 2008

FOTOS...

Pois bem...
To meio sem condição de postar fotos aqui e no orkut ao mesmo tempo... preferi o orkut, (por enquanto), então você pode entrar no link e conferir algumas fotos... se quiser mais... deixe nos comentários.
http://www.orkut.com.br/Album.aspx?uid=5055567565863985276&aid=1216117710

PROJETO RONDON... 2º dia


Bem, vamos então ao segundo dia no Projeto Rondon, aqui na cidade de Catuji, no norte de Minas. Depois de passar uma certa luta com o colchão que insistia em esvaziar (isso lá pelas 6 da manhã), acordamos por volta das oito prontos para mais um dia. Falo assim, mas ainda é só o segundo!!! Mas vamos lá... Tomamos café, e fomos então, isso desde ontem, encarregados, eu e mais dois, para entrevistarmos a responsável pela secretaria municipal de educação, nossa guia e mãe, Marta. Tudo bem. Ficamos de mais ou menos nove e meia da manhã até quase meio-dia conversando sobre a situação da educação na cidade. Conversamos e ficou claro a necessidade do transporte escolar na cidade, mas isso foi muito conversado entre nós. Percebemos que a cidade tem um grande potencial, mas pouco explorado (pelo lado positivo) e também sem auto estima, uma das coisas que mais pude notar, a comodidade dos moradores, algo que não é exclusivo de Catuji. Com isso também não quero fazer apologia à rebeldia, mas pelo contrário, aceitarmos a situação, mas tentarmos mudá-la ou melhorá-la, se for possível. Alguns detalhes: algo que, sinceramente, quase não permitiu que eu viesse: a alimentação. Tem sido muito interessante a comida daqui. Uma grande variedade, o que tem feito meu coração ficar (mais) grato a Deus... Ele cuida de mim! Aliás, esse é um grande detalhe: Deus cuida de mim. Além de mim, só existe mais uma pessoa crente no nosso meio. É uma mulher da Igreja Metodista, muito gente boa ela. Pois bem, e como Deus cuida de uma forma única de cada um dos seus filhos, não tem deixado nada me faltar... até igreja tem... nesse momento está tendo um culto aqui do lado... Porque eu não fui? Bem, tivemos que jantar... e não posso deixar (por enquanto) a programação... Mas já falei com minha coordenadora que na quinta estarei lá, adorando junto com alguns irmãos na fé ao Senhor. Espero que Deus permita. Mas voltando ao dia de Rondon... À tarde, continuamos conversando com o pessoal da educação, e no fim da tarde, fomos ao aterro sanitário da cidade, que na verdade, fica longe à beça, sem contar a altura... Aaaaltooo! Mas você vai ver depois nas fotos... Passando o dia, fomos a uma escolinha em uma comunidade rural e para minha (boa) surpresa encontramos um povo bem alegre e aparentemente disposto a aprender. tirando alguns detalhes do tipo "não ter condição de conciliar trabalho e estudos". na verdade, notei que à vezes falta é mesmo boa vontade. Mas lá fomos nós. Do lado de fora da casa onde estava tendo a aula e nossa conversa com o pessoal de um programa do Governo Federal (Cidadão Nota 10) estavam alguns meninos jogando "bafinho". Comecei a conversar com eles, e de repente, veio aquele lado "tio" que não sei explicar e comecei a conversar livremente com eles e acabei fazendo uma certa amizade com eles... senti uma certa carência da parte deles... afinal são crianças, ninguém dá importância para eles, não é verdade? Mas acredito que pequenas conversas simples, mas que demonstram interesse e vontade de conhecer e valorizar o potencial individual de cada um e não simplesmente chegar chegando de qualquer jeito. Continuando voltamos para casa para jantarmos... Ah, antes deixa eu destacar também alguns homens da comunidade que visitamos... Que trabalho manual ótimo eles fazem... mas infelizmente não valorizam o tanto deveriam e não acreditam nos sonhos... que pena... não pude deixar de dar uma palavra de ânimo para que ele acreditasse e ainda citei a Impacto World e por fim voltamos. Jantamos, e tivemos uma reunião de planejamento e acerto do que fizemos ou deixamos de fazer... Enfim, chegamos à conclusão de que muito precisa ser feito pela comunidade local... essa que infelizmente também não ajuda, sendo que boa parte é descrente de um futuro melhor... Mas enfim... esse foi meu 2º dia aqui em Catuji... Que Deus possa continuar abençoando nosso grupo aqui e a mim e meus amigos e familiares em JF city... Em nome de Jesus...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

PROJETO RONDON... 1º dia

Aêêêê...
Primeiro dia de Rondon mesmo. Depois de quase um dia viajando chegamos ao nosso destino final: a cidade de Catuji, bem no norte de Minas, perto da Bahia. Vamos então à viagem: Saímos de JF city por volta das 11 da manhã do domingo. Detalhes: antes, é claro fui ao culto na igreja pela manhã, o pessoal orou por mim e fui. Nunca tinha visto minha mãe chorar tanto por causa de mim. Cara, quatorze dias... Agradeço a Deus por ter uma mãe assim, que se importa comigo, e tb pela minha família. A Tânia, uma amiga nossa também foi no meu embarque com a minha mãe, e quando percebi aonde me metia... também não aguentei. No ônibus, enquanto eu orava, lágrimas corriam pelo meu rosto. Quatorze dias sem ver de perto meus familiares, irmãos na fé, e amigos mais chegados que um irmão. feito isso fomos estrada a fora. Paramos em Barbacena, para o pessoal q quisesse almoçar, ou fazer um lanche (como eu, hehe). Detalhe foi o preço, caro demais! Seguimos viagem para BH, onde chegamos por volta das 4 da tarde na PUC, que organiza o Rondon Minas. Esperamos, andamos, esperamos, sentamos, esperamos mais um pouco, e por volta das oito da noite, partimos rumo às três cidades destinos do pessoal da Estácio JF: Novo Oriente de Minas, Itaipé, e a minha: Catuji. Todas em Minas. Partimos, paramos em João Monlevade... estava frio!!!! Mas mesmo assim, saímos do ônibus, e depois de uma meia hora partimos novamente. No meio da viagem dei uns cochilos, e digo mais, uns bons cochilos, mas ainda estava muito cansado. No ônibus e ainda na PUC em BH troquei mensagens com a Joyce, minha amiga mais chegada que uma irmã e minha mãe. E fomos. Depois de muito tempo na estrada, paramos em Teófilo Otoni, isso já lá pelas 4, 5 da manhã... Estava tão com sono que nem lembro, hehe. Lá vi algumas pessoas no enorme frio que fazia e inclusive crianças, está certo que iam viajar, mas refleti sobre a cena. Algo pessoal! Depois fomos com destino ao nosso rumo. Mais um tempão, e chegamos a Novo Oriente de Minas, mais um tempão, em Itaipé, e por fim, quase 24 horas depois de sairmos de JF, Catuji. Pelo Google, tinha sido informado da ausência de Igrejas evangélicas na cidade... que nada! Tinha (ou melhor, tem!) pelo menos umas duas. Pensei também, até porque tinham nos avisado que ficaríamos numa escola... que nada, estamos na sede provisória da Secretaria Municipal de Educação, e aproveito para atualizar esse blog. Glórias a Deus. Outra surpresa: uma das igrejas fica duas casas do lado do lugar onde estamos e mais, uma das rondonistas que estão aqui é evangélica! Deus é bom!!! Neste primeiro dia, ficamos mais para conhecer a cidade, que tem cerca de 7 mil moradores, fizemos uma reunião com os líderes e na terça, ou seja, amanhã faremos mais, se Deus permitir. Resumão:Cansado, mas feliz e agradecido por Deus ter me trazido aqui. Minha mãe me mandou uma mensagem pelo celular (que também pega aqui, outra bênção), para eu ler o Salmo 121 everyday. Como Deus tem me tocado com esse texto durante esse pouco tempo que estou aqui... Bem, isso é o que consigo escrever por hoje. Mas se Deus quiser, amanhã contarei mais dessa aventura... E você, que ora por mim, continue, porque muito pode a oração do justo por sua súplica...

sábado, 12 de julho de 2008

POIS BEM... FUI PARAR NO RONDON...
FICAREI 14 DIAS LONGE DE CASA...
MAS SEI Q DEUS TEM PROPÓSITO PRA MIM LÁ EM CATUJI... PENSO EM ALGO COMO UM RENOVO, ALGO QUE TENHP PEDIDO A DEUS.
NÃO SEI O QUE VOU ACHAR LÁ, MAS VOU TENTAR REGISTRAR TUDO ATRAVÉS DE FOTOS E DEPOIMENTOS... COMO EU VOU TER QUE MANDAR FOTOS E TEXTOS PARA A ESTÁCIO JF, ENTRAREI NA NET, E MUITO PROVAVELMENTE POSTAREI AQUI NO BLOG...
ENTÃO, ATÉ A PRÓXIMA POSTAGEM... DIRETO DE CATUJI, SE DEUS QUISER!!!!

COMO FUI PARAR NO PROJETO RONDON...

Tudo começou ano passado. Em maio de 2007, passei a fazer parte do rol de voluntários da AMEB. Muito legal, passei a conviver com crianças pobres, em situação de risco. Não que isso seja legal, mas pela experiência. Estava no 2º período da faculdade e um dos meus professores conversava sobre o Projeto Rondon. Em Minas, o projeto ia para o Norte do estado realizar oficinas, palestras e buscas ativas de casa em casa levando algo de novo para o povo de lá, esse que é pobre e sem oportunidades. Meu coração pulsou mais forte, mas com várias desculpas, nem pensei mesmo em ir. O motivo principal para minha permanência em JF city era a gravação do Diante do Trono, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Dia 7 de julho, o Projeto Rondon de 2007 foi na primeira quinzena de julho... Não fui! Mas fui na gravação do DT, que foi super bênção. Mas como todas as coisas cooperam para o bem daqueles que são chamados segundo o Seu propósito, a onda de avivamento social não parou. Aliás, ela começou bem antes, mais ou menos na mesma época em que nasceu o blog. Na explicação do porque o blog chamar “Vivendo” está o motivo de onde começou essa “onda avivalista social”, hehe. Quando voltei de férias, o pessoal de comunicação que foi ao Rondon 2007 fez um documentário e, na primeira semana de aula, passaram pra gente. Excepcional! Passando o tempo, ia mergulhando mais nos problemas que via lá na AMEB. Um dos meus defeitos poderia ser este: mergulhar naquilo que necessariamente me diz respeito. Eu chegava a ficar chateado se acontecesse algo de ruim com as crianças de lá, como assim?! Bem, o tempo foi passando e esse ano, comecei a alimentar o sonho de ir ao Rondon 2008. Tive um professor que foi ano passado e nas aulas de Legislação e Ética em Jornalismo ele contava suas experiências... E ele ainda vai e nos apresenta mais a fundo o Estatuto da Criança e do Adolescente... Lá na AMEB, eu ia mais e mais mergulhando na história. Não posso deixar de destacar que, cada vez que eu ia lá, e tentava aplicar o que aprendia na aula, minha vontade de ir ao Rondon aumentava. Mas ainda tinham portas fechadas. Quando fiquei sabendo das inscrições para o projeto me animei, mas fui saber do prazo a um dia do fim. Radical, né!? Fiquei sabendo na terça, terminava na quarta! Fiz a inscrição. Próximo passo: participar da primeira reunião, que era eliminatória. Fui. Outras duas colegas minhas estavam comigo, mas acabaram por não irem até o fim. A regra era que deveríamos participar de pelo menos quatro de umas 10 oficinas de sensibilização... pensei que iria participar de todas, afinal todas eram interessantes, e mesmo que eu ainda não tivesse certeza de que iria, participar seria interessante. Ah, me lembrei de um outro fato que me motivou antes mesmo das inscrições. O seminário “O clamor da criança do século XXI”. Três palestras que fizeram ficar mais do que nunca disposto a me dar um pouco mais pelo outro. Tudo bem. Voltando ao ciclo de oficinas, foi exatamente em uma semana de muita coisa, daquelas tensas de trabalho, prova e de se jogar nos trabalhos! Por causa de tudo isso, só participei de uma na segunda-feira, esqueci de terça e quarta, e quando me lembrei, tinham dois dias para eu ir em três oficinas, já que tinha pela manhã e à noite. No fim, Deus permitiu que eu fosse às quatro que eu precisava. Não se esqueça desse detalhe. Ia vendo que as coisas iam ser desse jeito, ali, no sufoco, para eu ver que era Deus. Outra tarefa, levar o cartão de vacinas atualizado. O meu estava incompleto e como eu ia fazer para tomar as vacinas? Fui um dia na Policlínica no centro de JF, mas cheguei lá e, sem me dar conta da semana de vacinação infantil... só vi um monte de criança na fila, umas chorando... estava cheio... fui embora. Isso era na quinta, eu precisava levar até sexta. Na sexta eu achava que iria no posto, mas depois de ir à AMEB pela manhã, e estar cansado e com sono, quase joguei tudo para o alto. Mas não, tentei mais uma vez na Policlínica. Cheguei lá e, para minha surpresa, estava vazio, com umas quatro crianças à frente. Eu era o único grande sozinho na fila... mas tomei as vacinas que faltavam. Uma em cada braço... antitetânica e a 2ª dose da hepatite B. (ainda falta a terceira). Fui entregar na faculdade. Outro passo foi dado. Às vezes só funciono na pressão, é incrível!!!
E assim fui... conversava com o meu pastor que achava uma boa experiência, com minha mãe que achava um pouco demais para mim (cuidado de mãe!!!) e assim foi. Depois que vi uma edição do Globo Repórter, algo acendeu em mim, e me empolguei de verdade. Última semana. Eu precisava levar um atestado médico, atestando que eu estaria apto para ir. Segunda-feira fui ao posto. Teria que voltar terça-feira para marcar. Ah, teria que chegar cedo também, eu não conhecia o SUS, hehe. Minha mãe falou para eu ir na AME, consultar no lugar dela pelo convênio do serviço do meu pai. Na terça não tinha mais vaga... ai, ai, ai. Íamos quarta, e eu tinha que levar até quinta! Fomos e... nada. A doutora não pôde liberar o atestado por causa de algumas burocracias. Necessárias, mas burocracias. Saí de lá arrasado por dentro, eu queria ir na viagem. Antes de contar o que aconteceu depois, quero destacar que durante todo esse tempo eu orava e orava sabendo que Deus estava à frente de tudo isso. Na entrevista que fiz para ir, me perguntaram que qualidade eu levaria, e eu respondi que levaria o “me dar pelo outro”. Pedia a Deus para fazer a vontade d’Ele, e esse era o único motivo para me levar até lá: me dar pelo próximo, amar o próximo, ou pelo menos aprender. Perguntado sobre o que eu deixaria, respondi que não levaria o medo. É como ouvi essa semana, Jesus nos chama a andar por sobre as águas, não podemos olhar as circunstâncias. Bem, na quarta então, fui ao culto na nossa congregação no Ipiranga, e contei na hora da oração que a última porta era o SUS. Oramos. A palavra pregada? Mateus 14.22-36. Quando Jesus andou sobre as águas, e chamou Pedro e esse foi, mas de repente passou a ver as circunstâncias. No final, outro texto: 2 Coríntios 5.7: “Visto que andamos por fé, e não pelo que vemos”. Em casa, dizia que se Deus quiser que eu vá, Ele vai abrir a porta mais difícil para os homens. O que ouvi de críticas e de maldição para o SUS... Depois o povo de Deus reclama!!! Fica amaldiçoando... Estava decidido a sair de casa quinze para seis da manhã para marcar a consulta. Fui dormir. Na quinta, pela manhã, meu celular despertou às 5:15. Fiquei quinze minutos pensando na cama. Era ou não para eu ir? “Visto que ando pela fé...” pulsou em meu coração. Fui. Estava escuro ainda, mas fui. Mas fui louvando, cantava que não iria olhar as circunstâncias. E não olhei. Deus me abençoou tanto que não estava (tão) frio! Cheguei à fila às 6, esperei até 7. Pronto! Acabou!!! Não!!! Tinha que marcar e o médico precisava liberar o atestado. Na fila vi que o medico que atendia o meu bairro estava de férias. Como assim? Só estavam marcando urgência. Contei que precisava do atestado para o dia. Ela me marcou!!! Aleluia! Esperei mais uma hora e meia. Chegou a minha vez! Depois de todo esse sufoco... com atestado na mão, era só levar para a faculdade e ir na última reunião antes da viagem. Bem, levei... agora é esperar!!!!
Mas a história “PROJETO RONDON” continua!!!
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