Morreu
na última sexta (02), Jakylene, esposa do Mauro Henrique, vocalista do Oficina
G3. Notícia triste para familiares, para músicos da banda e para muitos que
acompanham toda a história do casal. Jakyline
lutava contra o câncer há alguns anos e na sexta, teve seu último capítulo. Mas
tem um motivo especial para eu destacar essa nota triste aqui no “Vivendo”.
Cristão, jornalista, sonhador, filho, irmão, amigo... tudo isso e muito mais!
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domingo, 4 de março de 2012
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Um ano atrás
Ana Paula Valadão - Só Por Amor a Ti
Antes de você ler essa mensagem, tem essa canção que nos ensina algo muito importante! Que Deus fale ao seu coração através dela!
Exatamente no dia 13 de julho de 2008. Isso. Foi um dia histórico em meus 20 anos, até então. Meu destino naquele dia era Belo Horizonte rumo ao Projeto Rondon. Relembrava com fotos e quando percebi, completou um ano da viagem que mudou radicalmente minha forma de encarar algumas coisas.
É claro que teve minha mãe, não segurando o choro em saber que seu filho mais velho ficaria duas semanas fora de casa, mas a vontade de ir em busca de algo novo era maior. E foi.
Logo na nossa partida, o sentimento de despedida tomou conta de mim. Minha mãe ficando em JF, chorando e eu, no ônibus... também com lágrimas nos olhos. É. Foi muito legal. Mas o que mais me chama a atenção desse um ano que se passou é a forma como passei a ver as coisas. Antes, preciso falar do aprendizado lá. Conviver com as crianças de Catuji (cidade que fiquei) foi fantástico. Ao mesmo tempo em que se mostravam receosas de se aproximarem, se mostravam também dispostas a conhecer gente nova, talvez pessoas que pudessem demonstrar o que é sentimento de pai ou mãe.
E realmente foi assim. Recordo de várias crianças de lá. Antes, é preciso que fique claro o porquê de eu falar das crianças. Desde 2007 eu trabalhava como voluntário na AMEB e, desde então, passei a me interessar pela causa social em favor de crianças. No Rondon, isso ficou bem à mostra, tanto que algumas pessoas do nosso grupo notavam um “Gabriel com adultos” diferentes do “Gabriel com as crianças”. Eu acabava virando o “tio”, o irmão mais velho.
Mas foi muito legal. Cada sorriso, cada momento em que passamos. No último dia, em meio a lagrimas. Que experiência! Sou muito grato a Deus por ter me permitido ir. Quem leu (ou ler) as postagens mais antigas sabe o que aconteceu antes da minha partida.
Esse ano não poderei ir ao projeto, mas me lembro com muitas saudades das duas semanas que passei em Catuji, no Norte de Minas. Quente durante o dia, gelado durante a noite. Lembro da nossa ida à mina de pedras preciosas. Me senti no Globo Repórter. Ou então do meu passeio a cavalo e minha queda (isso mesmo, caí do cavalo, literalmente)! E também da nossa ida à pequena cidade onde morava o Éder, vencedor do Soletrando do ano passado. Conhecemos pessoas empolgadas com o Projeto EJA (Educação para Jovens e Adultos). Foi muito edificante ver idosos, pessoas sem chance de serem vistas como gente buscando aprender mais, aprender a escrever, a ler... E no meio disso tudo crianças com chances tremendas de crescerem sabendo as coisas.
Foram duas semanas em que não vivi no meio de crente, de evangélico. Fora a minha companheira de grupo e as três reuniões em que fui na Igreja Batista, o único contato com gente evangélico foi através do MSN e pelo Orkut. Isso foi muito interessante. Aprendi a ser mais filho de Deus do que crente de igreja.
Quando voltei de lá, estava diferente. Tirando o “estar mais moreninho” por causa do sol durante o dia que eu só me protegia com um boné, eu me via mais disposto a passar por problemas de igreja. Sabia que a situação do mundo é bem mais difícil que nossos “probleminhas”. É. Voltei diferente. Mas sei que tudo isso foi pela graça de Deus. Ele teve seus propósitos de me levar tão longe de Juiz de Fora para ver coisas que hoje vejo aqui na cidade, mais perto do que eu imaginava.
Assim como contei na postagem do ano passado, aqui também existem os “Izaques”, “Tales”, “Guilhermes”, “Maessas” da vida para serem cuidados. Existem coisas para serem transformadas.
Não precisamos de muita coisa ano passado. Pouquíssimas vezes gastamos dinheiro ou coisas fora de cogitação. O que mais precisamos lá foi de disposição, compaixão, alegria, amor... Coisas que não se compram, coisas que Jesus nos dá através do Fruto do Espírito (Gl 5.22).
Um ano se passou. Dia 13 de julho de 2008. É. Passou e com ele voltam as saudades, mas uma coisa ficou. A VONTADE DE MUDAR. A VONTADE DE SER INSTRUMENTO PARA QUE PESSOAS VIREM SERES HUMANOS. PARA QUE EXISTAM CIDADÃOS. EXISTE ESPERANÇA. A ESPERANÇA É JESUS. ELE MORREU E RESSUSCITOU! FOI PARA QUE FOSSEMOS E CONTÁSSEMOS A TODOS. EXISTE ESPERANÇA.
E como diz o slogan do Projeto Rondon: Precisamos INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR! Que sejamos mais agentes sociais e menos, bem menos religiosos.
PS.: Tudo correu numa boa. Ida e volta. Devem ter sido umas 24 horas dentro do ônibus, somando os dois trajetos. Em meio às nossas estradas, vi o cuidado de Deus. Mais ainda sabendo que Ele cuidou de minha mãe, meu pai, meu irmão e meus amigos... É meu Pai Celestial! Fantástico!!!!
Antes de você ler essa mensagem, tem essa canção que nos ensina algo muito importante! Que Deus fale ao seu coração através dela!
Exatamente no dia 13 de julho de 2008. Isso. Foi um dia histórico em meus 20 anos, até então. Meu destino naquele dia era Belo Horizonte rumo ao Projeto Rondon. Relembrava com fotos e quando percebi, completou um ano da viagem que mudou radicalmente minha forma de encarar algumas coisas.
É claro que teve minha mãe, não segurando o choro em saber que seu filho mais velho ficaria duas semanas fora de casa, mas a vontade de ir em busca de algo novo era maior. E foi.
Logo na nossa partida, o sentimento de despedida tomou conta de mim. Minha mãe ficando em JF, chorando e eu, no ônibus... também com lágrimas nos olhos. É. Foi muito legal. Mas o que mais me chama a atenção desse um ano que se passou é a forma como passei a ver as coisas. Antes, preciso falar do aprendizado lá. Conviver com as crianças de Catuji (cidade que fiquei) foi fantástico. Ao mesmo tempo em que se mostravam receosas de se aproximarem, se mostravam também dispostas a conhecer gente nova, talvez pessoas que pudessem demonstrar o que é sentimento de pai ou mãe.
E realmente foi assim. Recordo de várias crianças de lá. Antes, é preciso que fique claro o porquê de eu falar das crianças. Desde 2007 eu trabalhava como voluntário na AMEB e, desde então, passei a me interessar pela causa social em favor de crianças. No Rondon, isso ficou bem à mostra, tanto que algumas pessoas do nosso grupo notavam um “Gabriel com adultos” diferentes do “Gabriel com as crianças”. Eu acabava virando o “tio”, o irmão mais velho.
Mas foi muito legal. Cada sorriso, cada momento em que passamos. No último dia, em meio a lagrimas. Que experiência! Sou muito grato a Deus por ter me permitido ir. Quem leu (ou ler) as postagens mais antigas sabe o que aconteceu antes da minha partida.
Esse ano não poderei ir ao projeto, mas me lembro com muitas saudades das duas semanas que passei em Catuji, no Norte de Minas. Quente durante o dia, gelado durante a noite. Lembro da nossa ida à mina de pedras preciosas. Me senti no Globo Repórter. Ou então do meu passeio a cavalo e minha queda (isso mesmo, caí do cavalo, literalmente)! E também da nossa ida à pequena cidade onde morava o Éder, vencedor do Soletrando do ano passado. Conhecemos pessoas empolgadas com o Projeto EJA (Educação para Jovens e Adultos). Foi muito edificante ver idosos, pessoas sem chance de serem vistas como gente buscando aprender mais, aprender a escrever, a ler... E no meio disso tudo crianças com chances tremendas de crescerem sabendo as coisas.
Foram duas semanas em que não vivi no meio de crente, de evangélico. Fora a minha companheira de grupo e as três reuniões em que fui na Igreja Batista, o único contato com gente evangélico foi através do MSN e pelo Orkut. Isso foi muito interessante. Aprendi a ser mais filho de Deus do que crente de igreja.
Quando voltei de lá, estava diferente. Tirando o “estar mais moreninho” por causa do sol durante o dia que eu só me protegia com um boné, eu me via mais disposto a passar por problemas de igreja. Sabia que a situação do mundo é bem mais difícil que nossos “probleminhas”. É. Voltei diferente. Mas sei que tudo isso foi pela graça de Deus. Ele teve seus propósitos de me levar tão longe de Juiz de Fora para ver coisas que hoje vejo aqui na cidade, mais perto do que eu imaginava.
Assim como contei na postagem do ano passado, aqui também existem os “Izaques”, “Tales”, “Guilhermes”, “Maessas” da vida para serem cuidados. Existem coisas para serem transformadas.
Não precisamos de muita coisa ano passado. Pouquíssimas vezes gastamos dinheiro ou coisas fora de cogitação. O que mais precisamos lá foi de disposição, compaixão, alegria, amor... Coisas que não se compram, coisas que Jesus nos dá através do Fruto do Espírito (Gl 5.22).
Um ano se passou. Dia 13 de julho de 2008. É. Passou e com ele voltam as saudades, mas uma coisa ficou. A VONTADE DE MUDAR. A VONTADE DE SER INSTRUMENTO PARA QUE PESSOAS VIREM SERES HUMANOS. PARA QUE EXISTAM CIDADÃOS. EXISTE ESPERANÇA. A ESPERANÇA É JESUS. ELE MORREU E RESSUSCITOU! FOI PARA QUE FOSSEMOS E CONTÁSSEMOS A TODOS. EXISTE ESPERANÇA.
E como diz o slogan do Projeto Rondon: Precisamos INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR! Que sejamos mais agentes sociais e menos, bem menos religiosos.
PS.: Tudo correu numa boa. Ida e volta. Devem ter sido umas 24 horas dentro do ônibus, somando os dois trajetos. Em meio às nossas estradas, vi o cuidado de Deus. Mais ainda sabendo que Ele cuidou de minha mãe, meu pai, meu irmão e meus amigos... É meu Pai Celestial! Fantástico!!!!
terça-feira, 5 de maio de 2009
De onde me vem o socorro?
Estou há muito tempo sem postar nenhuma experiência aqui no blog... Mas que bom... Deus tem me incomodado por isso!!! Não pense que estive afastado dele esse tempo, simplesmente não conseguia parar para escrever o que eu estava passando, mas hoje esse tempo chegou, rsrs!!! Segue abaixo uma mensagem que me fez refletir!!!
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Diante de algumas crises, Deus sempre nos traz à memória aquilo que nos dá esperança. Essa verdade bíblica é fantástica! Deus nos deixa passar pela crise, mas não que permaneçamos nela, sem que vejamos o que nos dá esperança!
Dessa vez o que me veio ao coração foi o que aconteceu ano passado e não tinha me dado conta da grandiosidade do fato. Antes de chegar à cidade de Catuji, quando fui ao Projeto Rondon, passamos perto de uma pedra muito grande. Como era bem de manhazinha, lá pelas 6 da manhã havia muita neblina e não era possível ver o ponto mais alto da montanha. Mas viajei (eu e mais quase todo mundo do ônibus) naquilo, tirei fotos, mas sem me dar conta do que viria a seguir.
Em nossa estadia na cidade de Catuji e pelas andanças pelas comunidades próximas fomos parar em frente a ela. Ou melhor, duas vezes que me lembro! E hoje me lembrei de uma. Muitos casos, de certo ponto de vista, desesperadores e o que Deus me trouxe à memória é o que Davi diz que o Senhor é a rocha mal alta que ele. Essa verdade se reforçou quando me lembrei daquela grande rocha, pedra que vi na região de Catuji.
Mesmo cercada de mato, diante de chuvas ou neblinas ela continua lá! E a nossa rocha também é assim. Jesus continua o mesmo. O Pai continua o mesmo. O Espírito Santo continua o mesmo.
Ah, mas como é difícil crer nisso em alguns momentos. Tempos que dá vontade de parar tudo, mas devemos nos perguntar como Davi: “Elevo os meus olhos para os montes e me pergunto: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra”.
Essa sim vai se tornar uma realidade. De fato, vamos poder declarar com toda a fé e vitória: JESUS, A ROCHA MAIS ALTA QUE EU!!! Ele sim, é o meu refúgio, o meu escudo, a minha razão, por isso não temerei!!! Ainda que um exército se acampe ao meu redor, não temerei mal nenhum, pois Ele, a ROCHA MAIS ALTA, está comigo!!!
Dessa vez o que me veio ao coração foi o que aconteceu ano passado e não tinha me dado conta da grandiosidade do fato. Antes de chegar à cidade de Catuji, quando fui ao Projeto Rondon, passamos perto de uma pedra muito grande. Como era bem de manhazinha, lá pelas 6 da manhã havia muita neblina e não era possível ver o ponto mais alto da montanha. Mas viajei (eu e mais quase todo mundo do ônibus) naquilo, tirei fotos, mas sem me dar conta do que viria a seguir.
Em nossa estadia na cidade de Catuji e pelas andanças pelas comunidades próximas fomos parar em frente a ela. Ou melhor, duas vezes que me lembro! E hoje me lembrei de uma. Muitos casos, de certo ponto de vista, desesperadores e o que Deus me trouxe à memória é o que Davi diz que o Senhor é a rocha mal alta que ele. Essa verdade se reforçou quando me lembrei daquela grande rocha, pedra que vi na região de Catuji.Mesmo cercada de mato, diante de chuvas ou neblinas ela continua lá! E a nossa rocha também é assim. Jesus continua o mesmo. O Pai continua o mesmo. O Espírito Santo continua o mesmo.
Ah, mas como é difícil crer nisso em alguns momentos. Tempos que dá vontade de parar tudo, mas devemos nos perguntar como Davi: “Elevo os meus olhos para os montes e me pergunto: De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra”.
Essa sim vai se tornar uma realidade. De fato, vamos poder declarar com toda a fé e vitória: JESUS, A ROCHA MAIS ALTA QUE EU!!! Ele sim, é o meu refúgio, o meu escudo, a minha razão, por isso não temerei!!! Ainda que um exército se acampe ao meu redor, não temerei mal nenhum, pois Ele, a ROCHA MAIS ALTA, está comigo!!!sábado, 12 de julho de 2008
COMO FUI PARAR NO PROJETO RONDON...
Tudo começou ano passado. Em maio de 2007, passei a fazer parte do rol de voluntários da AMEB. Muito legal, passei a conviver com crianças pobres, em situação de risco. Não que isso seja legal, mas pela experiência. Estava no 2º período da faculdade e um dos meus professores conversava sobre o Projeto Rondon. Em Minas, o projeto ia para o Norte do estado realizar oficinas, palestras e buscas ativas de casa em casa levando algo de novo para o povo de lá, esse que é pobre e sem oportunidades. Meu coração pulsou mais forte, mas com várias desculpas, nem pensei mesmo em ir. O motivo principal para minha permanência em JF city era a gravação do Diante do Trono, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Dia 7 de julho, o Projeto Rondon de 2007 foi na primeira quinzena de julho... Não fui! Mas fui na gravação do DT, que foi super bênção. Mas como todas as coisas cooperam para o bem daqueles que são chamados segundo o Seu propósito, a onda de avivamento social não parou. Aliás, ela começou bem antes, mais ou menos na mesma época em que nasceu o blog. Na explicação do porque o blog chamar “Vivendo” está o motivo de onde começou essa “onda avivalista social”, hehe. Quando voltei de férias, o pessoal de comunicação que foi ao Rondon 2007 fez um documentário e, na primeira semana de aula, passaram pra gente. Excepcional! Passando o tempo, ia mergulhando mais nos problemas que via lá na AMEB. Um dos meus defeitos poderia ser este: mergulhar naquilo que necessariamente me diz respeito. Eu chegava a ficar chateado se acontecesse algo de ruim com as crianças de lá, como assim?! Bem, o tempo foi passando e esse ano, comecei a alimentar o sonho de ir ao Rondon 2008. Tive um professor que foi ano passado e nas aulas de Legislação e Ética em Jornalismo ele contava suas experiências... E ele ainda vai e nos apresenta mais a fundo o Estatuto da Criança e do Adolescente... Lá na AMEB, eu ia mais e mais mergulhando na história. Não posso deixar de destacar que, cada vez que eu ia lá, e tentava aplicar o que aprendia na aula, minha vontade de ir ao Rondon aumentava. Mas ainda tinham portas fechadas. Quando fiquei sabendo das inscrições para o projeto me animei, mas fui saber do prazo a um dia do fim. Radical, né!? Fiquei sabendo na terça, terminava na quarta! Fiz a inscrição. Próximo passo: participar da primeira reunião, que era eliminatória. Fui. Outras duas colegas minhas estavam comigo, mas acabaram por não irem até o fim. A regra era que deveríamos participar de pelo menos quatro de umas 10 oficinas de sensibilização... pensei que iria participar de todas, afinal todas eram interessantes, e mesmo que eu ainda não tivesse certeza de que iria, participar seria interessante. Ah, me lembrei de um outro fato que me motivou antes mesmo das inscrições. O seminário “O clamor da criança do século XXI”. Três palestras que fizeram ficar mais do que nunca disposto a me dar um pouco mais pelo outro. Tudo bem. Voltando ao ciclo de oficinas, foi exatamente em uma semana de muita coisa, daquelas tensas de trabalho, prova e de se jogar nos trabalhos! Por causa de tudo isso, só participei de uma na segunda-feira, esqueci de terça e quarta, e quando me lembrei, tinham dois dias para eu ir em três oficinas, já que tinha pela manhã e à noite. No fim, Deus permitiu que eu fosse às quatro que eu precisava. Não se esqueça desse detalhe. Ia vendo que as coisas iam ser desse jeito, ali, no sufoco, para eu ver que era Deus. Outra tarefa, levar o cartão de vacinas atualizado. O meu estava incompleto e como eu ia fazer para tomar as vacinas? Fui um dia na Policlínica no centro de JF, mas cheguei lá e, sem me dar conta da semana de vacinação infantil... só vi um monte de criança na fila, umas chorando... estava cheio... fui embora. Isso era na quinta, eu precisava levar até sexta. Na sexta eu achava que iria no posto, mas depois de ir à AMEB pela manhã, e estar cansado e com sono, quase joguei tudo para o alto. Mas não, tentei mais uma vez na Policlínica. Cheguei lá e, para minha surpresa, estava vazio, com umas quatro crianças à frente. Eu era o único grande sozinho na fila... mas tomei as vacinas que faltavam. Uma em cada braço... antitetânica e a 2ª dose da hepatite B. (ainda falta a terceira). Fui entregar na faculdade. Outro passo foi dado. Às vezes só funciono na pressão, é incrível!!!
E assim fui... conversava com o meu pastor que achava uma boa experiência, com minha mãe que achava um pouco demais para mim (cuidado de mãe!!!) e assim foi. Depois que vi uma edição do Globo Repórter, algo acendeu em mim, e me empolguei de verdade. Última semana. Eu precisava levar um atestado médico, atestando que eu estaria apto para ir. Segunda-feira fui ao posto. Teria que voltar terça-feira para marcar. Ah, teria que chegar cedo também, eu não conhecia o SUS, hehe. Minha mãe falou para eu ir na AME, consultar no lugar dela pelo convênio do serviço do meu pai. Na terça não tinha mais vaga... ai, ai, ai. Íamos quarta, e eu tinha que levar até quinta! Fomos e... nada. A doutora não pôde liberar o atestado por causa de algumas burocracias. Necessárias, mas burocracias. Saí de lá arrasado por dentro, eu queria ir na viagem. Antes de contar o que aconteceu depois, quero destacar que durante todo esse tempo eu orava e orava sabendo que Deus estava à frente de tudo isso. Na entrevista que fiz para ir, me perguntaram que qualidade eu levaria, e eu respondi que levaria o “me dar pelo outro”. Pedia a Deus para fazer a vontade d’Ele, e esse era o único motivo para me levar até lá: me dar pelo próximo, amar o próximo, ou pelo menos aprender. Perguntado sobre o que eu deixaria, respondi que não levaria o medo. É como ouvi essa semana, Jesus nos chama a andar por sobre as águas, não podemos olhar as circunstâncias. Bem, na quarta então, fui ao culto na nossa congregação no Ipiranga, e contei na hora da oração que a última porta era o SUS. Oramos. A palavra pregada? Mateus 14.22-36. Quando Jesus andou sobre as águas, e chamou Pedro e esse foi, mas de repente passou a ver as circunstâncias. No final, outro texto: 2 Coríntios 5.7: “Visto que andamos por fé, e não pelo que vemos”. Em casa, dizia que se Deus quiser que eu vá, Ele vai abrir a porta mais difícil para os homens. O que ouvi de críticas e de maldição para o SUS... Depois o povo de Deus reclama!!! Fica amaldiçoando... Estava decidido a sair de casa quinze para seis da manhã para marcar a consulta. Fui dormir. Na quinta, pela manhã, meu celular despertou às 5:15. Fiquei quinze minutos pensando na cama. Era ou não para eu ir? “Visto que ando pela fé...” pulsou em meu coração. Fui. Estava escuro ainda, mas fui. Mas fui louvando, cantava que não iria olhar as circunstâncias. E não olhei. Deus me abençoou tanto que não estava (tão) frio! Cheguei à fila às 6, esperei até 7. Pronto! Acabou!!! Não!!! Tinha que marcar e o médico precisava liberar o atestado. Na fila vi que o medico que atendia o meu bairro estava de férias. Como assim? Só estavam marcando urgência. Contei que precisava do atestado para o dia. Ela me marcou!!! Aleluia! Esperei mais uma hora e meia. Chegou a minha vez! Depois de todo esse sufoco... com atestado na mão, era só levar para a faculdade e ir na última reunião antes da viagem. Bem, levei... agora é esperar!!!!
Mas a história “PROJETO RONDON” continua!!!
sexta-feira, 27 de junho de 2008
ÁS VEZES DÓI...
Às vezes nos encontramos em situações que nos fazem pensar em desistir de tudo. Alguns chamam de crises, mas o que tenho percebido é que esses momentos têm sido fundamentais para aproveitarmos as bênçãos depois.
Nesses últimos dias tenho passado por muitas provações, ou poderia chamá-las também de treinos. Na verdade, me pergunto se onde estou é realmente onde eu deveria estar. Andar no centro da vontade de Deus é um sonho para qualquer um, e para mim não é diferente. Busco todos os dias coisas novas de Deus, mas... nem sempre Deus tem necessariamente aquilo que eu acho que é novo para mim. Será que devo mesmo fazer o que tenho feito? Será que não deveria mesmo fazer aquilo que eu acho que não é para fazer? São perguntas que batem na minha mente, mas com uma certeza: Deus tem tudo sobre controle. Oras, ele é soberano. Ah, então vou ficar na mesma? Talvez não, mas sei que Deus sabe por que tenho passado por tudo isso. Ele sabe de tudo o que já passei, sabe dos meus sonhos, dos meus medos, das minhas dores. Então, me pergunto, porque tenho passado por isso? Deus me ama, sei disso. Mas por quê? Certa vez ouvi alguém dizer que seguir a Jesus significa subir o monte junto com Ele e morrer alegremente com Ele. Deve ser, ou melhor, é por isso que às vezes dói tanto.
Dói ter que ver sua família em momentos de desespero e a única coisa a se lembrar é “crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa”. Ah, como é difícil. Deus me ajuda a crer nas suas promessas. Como dói ver seu primo na situação mais triste que já vi para um primo e se lembrar que existem crianças num bairro distante que esperam por mim! Deus me ajuda! Como assim, tenho deixado minha casa e ido! Será que estou certo? Será que é isso que é seguir a Jesus de perto? Se for, Deus me ensina a continuar... Mas como dói de vez em quando! Mas sei que existe algo maior. Existe sim.
Tenho ouvido testemunhos de cura, testemunhos de restauração. Mas porque na minha casa não tenho visto? Ah, como dói ver tudo isso! Dói saber que eu não deveria duvidar, mas ali, no momento da dor, dá vontade de duvidar... será? Posso até esconder dos homens, mas não de Deus, às vezes a gente duvida. Até achamos que não, mas no fundo do nosso coração, estamos dizendo: será que Deus pode mesmo fazer isso? Deus me perdoa. Quero me agarrar firmemente nas suas promessas e mais do que isso, quero me agarrar nas Tuas mãos. Ensina-me Senhor... É como uma música que diz: “peço força, vejo lutas”... Lutas que doem, mas... Quero crer!
Poderia ser mais fácil, mas... Acho que se fosse, eu não daria tanto valor. Imagino o dia em que meus pais se converterem e firmarem uma aliança com Deus... Acredito que todas as lágrimas que vierem vão sair pelos olhos... Mas quem vai saber? Imagino o dia em que meu primo vai se converter... Ah, como tudo vai mudar... Mas Deus tem agido. Ele tem agido. É... Se não for assim, não vai ter graça, rsrs. Mas como dói, ver algumas coisas e escutar de Deus para esperar e crer... “Porque clamas? Marche!” Deus tem me dito isso. Pai me ensina a marchar crendo, a marchar sem duvidar... Assim como o Senhor tem feito uma grande obra na minha vida, Ele pode fazer naqueles que estão ao meu redor.
Enquanto isso, meu chamado é para marchar. Ir sem duvidar. Minha família pode estar do jeito que for, mas está debaixo da promessa de salvação, mas... E aqueles que passam fome no mundo, e aqueles que estão desesperados no mundo? Não sabem das promessas... É... Pode doer, mas quem falou que Jesus não sentiu dor? Vamos... Mas uma coisa peço ao Senhor: “Pai, me ensina a crer em Ti, a não duvidar. Pai, me leva junto contigo. Senhor, me dá fé.” É, que possamos crer que Deus realmente tem nas suas mãos, tanto o querer quanto o realizar...
Nesses últimos dias tenho passado por muitas provações, ou poderia chamá-las também de treinos. Na verdade, me pergunto se onde estou é realmente onde eu deveria estar. Andar no centro da vontade de Deus é um sonho para qualquer um, e para mim não é diferente. Busco todos os dias coisas novas de Deus, mas... nem sempre Deus tem necessariamente aquilo que eu acho que é novo para mim. Será que devo mesmo fazer o que tenho feito? Será que não deveria mesmo fazer aquilo que eu acho que não é para fazer? São perguntas que batem na minha mente, mas com uma certeza: Deus tem tudo sobre controle. Oras, ele é soberano. Ah, então vou ficar na mesma? Talvez não, mas sei que Deus sabe por que tenho passado por tudo isso. Ele sabe de tudo o que já passei, sabe dos meus sonhos, dos meus medos, das minhas dores. Então, me pergunto, porque tenho passado por isso? Deus me ama, sei disso. Mas por quê? Certa vez ouvi alguém dizer que seguir a Jesus significa subir o monte junto com Ele e morrer alegremente com Ele. Deve ser, ou melhor, é por isso que às vezes dói tanto.
Dói ter que ver sua família em momentos de desespero e a única coisa a se lembrar é “crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua casa”. Ah, como é difícil. Deus me ajuda a crer nas suas promessas. Como dói ver seu primo na situação mais triste que já vi para um primo e se lembrar que existem crianças num bairro distante que esperam por mim! Deus me ajuda! Como assim, tenho deixado minha casa e ido! Será que estou certo? Será que é isso que é seguir a Jesus de perto? Se for, Deus me ensina a continuar... Mas como dói de vez em quando! Mas sei que existe algo maior. Existe sim.
Tenho ouvido testemunhos de cura, testemunhos de restauração. Mas porque na minha casa não tenho visto? Ah, como dói ver tudo isso! Dói saber que eu não deveria duvidar, mas ali, no momento da dor, dá vontade de duvidar... será? Posso até esconder dos homens, mas não de Deus, às vezes a gente duvida. Até achamos que não, mas no fundo do nosso coração, estamos dizendo: será que Deus pode mesmo fazer isso? Deus me perdoa. Quero me agarrar firmemente nas suas promessas e mais do que isso, quero me agarrar nas Tuas mãos. Ensina-me Senhor... É como uma música que diz: “peço força, vejo lutas”... Lutas que doem, mas... Quero crer!
Poderia ser mais fácil, mas... Acho que se fosse, eu não daria tanto valor. Imagino o dia em que meus pais se converterem e firmarem uma aliança com Deus... Acredito que todas as lágrimas que vierem vão sair pelos olhos... Mas quem vai saber? Imagino o dia em que meu primo vai se converter... Ah, como tudo vai mudar... Mas Deus tem agido. Ele tem agido. É... Se não for assim, não vai ter graça, rsrs. Mas como dói, ver algumas coisas e escutar de Deus para esperar e crer... “Porque clamas? Marche!” Deus tem me dito isso. Pai me ensina a marchar crendo, a marchar sem duvidar... Assim como o Senhor tem feito uma grande obra na minha vida, Ele pode fazer naqueles que estão ao meu redor.
Enquanto isso, meu chamado é para marchar. Ir sem duvidar. Minha família pode estar do jeito que for, mas está debaixo da promessa de salvação, mas... E aqueles que passam fome no mundo, e aqueles que estão desesperados no mundo? Não sabem das promessas... É... Pode doer, mas quem falou que Jesus não sentiu dor? Vamos... Mas uma coisa peço ao Senhor: “Pai, me ensina a crer em Ti, a não duvidar. Pai, me leva junto contigo. Senhor, me dá fé.” É, que possamos crer que Deus realmente tem nas suas mãos, tanto o querer quanto o realizar...
terça-feira, 6 de maio de 2008
BOTAFOGO? RECLAMAR? POR QUÊ? E OS SURDOS?
Domingo, 4 de maio de 2008. Pela manhã quase o de sempre. Fui à escola dominical na igreja, ministrei a lição para os pré-adolescentes. Foi interessante porque conversamos sobre o sermão do monte e discutimos sobre se seria certo ou errado nos vingarmos... claro que defendi o bíblico de ser errado. Depois da escola o Davi foi almoçar na minha casa e aí... bem, ele ficou a tarde toda até que às quatro horas... começou o futebol... vi o primeiro tempo de Atlético Mineiro e Cruzeiro (o galo precisava vencer por 6 a 0 para ser campeão, no final perdeu por 1 a 0 e foi vice). No intervalo pude ver o golaço do Lúcio Flávio (brincadeirinha... o goleiro Bruno do Flamengo falhou feio demais...). 1 a 0 para o Botafogo na final do campeonato carioca levava a decisão de quem seria campeão iria para os pênaltis... tudo bem, o trato que eu tinha feito com o Davi era de irmos ao colégio Jesuítas (uma escola muito chique de elite em JF) para encontrarmos com um amigo dele surdo que iria à igreja conosco. Outro detalhe é que o Davi e a Nayara estariam interpretando em libras (língua dos sinais) durante o culto! Fomos a pé. Em uma das primeiras esquinas... o Flamengo empata o jogo! É!!! Andamos durante uma meia hora e quando chegamos ao colégio... o “simpático” do porteiro avisa seu amigo pelo fone... Flamengo 2, Botafogo 1. Cara... como assim? O Botafogo perdeu a final do carioca de novo para o Flamengo? (ano passado também foi assim...) É... esperamos o amigo do Davi... enquanto isso eu tentava me lembrar de que Deus é maior... Mas quando descem os surdos... Vi como sou um privilegiado... Eram uns cinco a sete surdos que se comunicavam por sinais, com pouquíssimo som e ainda sim, que não davam para entender... E eu ali querendo reclamar da derrota do Botafogo, mas não consegui, senti Deus me falando para olhar para aquelas pessoas... sem poder falar, sem ouvir... com tudo para querer desistir de tudo, mas fazendo um curso para se socializarem. Foi fantástico ver o quanto eles se mostram felizes (não que estejam satisfeitos, mas felizes). E eu ali, não entendendo nada... o Davi conversava em libras com o Willian (esse era o nome o surdo amigo dele) e eu sem entender nada! Mas entendia que eu não podia reclamar da minha vida... eu posso ver, eu posso ouvir, eu posso falar... mesmo que eu não tenha algumas coisas... coisas tão simples que tenho, aquelas pessoas não têm. Por quantas vezes passamos por lutas, tribulações e tantas outras coisas que nos dão vontade de desistir, de largar tudo, até mesmo depois da derrota do nosso time... mas aprendi e passo isso para você que lê, lembre-se dos surdos, dos cegos, dos mudos... não ouvem, não vêem, não falam. Já no ponto de ônibus, o Willian falava para o Davi que ele era flamenguista (puxa vida!!!) e ainda mostrou um recorte de jornal com o resultado de uma derrota traumática para o Botafogo na final da taça Guanabara em 24 de fevereiro desse ano por 2 a 1. Puxa vida, e ele ainda me zoou... É... Mas me alegrei, alguém que tinha tudo para reclamar... no ônibus, ele e o Davi se falavam em libras... eu só observava... muito legal! Ainda sobre Flamengo e Botafogo, o time rubronegro venceu por 3 a 1, ou seja ainda fez mais um gol... ai, ai.
Na igreja, enquanto eu abria a porta que tem aquele negocinho (esqueci o nome, rsrs) em cima e em baixo, o Willian ainda brincou com a minha altura... como assim? dessa vez não perdoei, hehe. Falei, com sinais analfabetos, rsrs (não sei se ele entendeu) para ele, então, abrir, ora essa!!! Bem, na hora do culto, ele ficou no banco da frente. Foi legal ver a Nayara interpretando as músicas (Pelo Senhor, Cantarei seu amor e Preciso de Ti) e o Willian acompanhando. Só destaco também que ele é católico e foi uma vitória para Jesus (que só vence!!!) a mãe dele ter deixado ele ir... eu fui ficar com as crianças, ministrar o culto infantil (junto com a Joyce) e na hora da oração da igreja por nós ele também estendeu a mão, glória a Deus. Não vi a pregação, mas o Davi quem traduziu em libras para ele. Como Deus sempre faz coisas fantásticas, a lição que dei para as crianças foi sobre José e como ele sofreu sem reclamar... tudo a ver, né? Depois da pregação, eu pude ver a apresentação das crianças da igreja de uma música do Diante do Trono para crianças sobre missões. O fantástico e impactante para todos foi que a música foi cantada pelas crianças em libras... ensinadas pelo “tio” Davi. Foi muito legal. Em uma das partes vi o Willian fazendo o sinal que significa Jesus (esse eu sei)... imagina ele em casa depois disso!? Bem, aprendi muito.
Depois disso eu acredito mais ainda que existe muito mais para ser feito pela igreja ainda... Sei que surdos como o Willian ainda ouvirão o som que vem do céu, aleijados andarão, cegos verão, mudos cantarão (Isaías 35)... Tudo isso pelo nome de Jesus... que isso se cumpra nos nossos dias...
É preciso parar de reclamar de tantas coisas e crer... pois aquele que crer, verá a glória de Deus e fará obras no nome de Jesus maiores do que as que o próprio Jesus realizou... está na Bíblia... é só crer!!!
Quanto ao Botafogo... acredito que mesmo perdendo vou continuar sendo botafoguense... derrota? Não vou tirar ninguém, mas nossa fé, a razão da nossa alegria deve estar em Jesus que nos faz muito mais que vencedores... e não em times, em homens!!!
FOI ASSIM EM SIMÃO PEREIRA









Falando do acampamento em Simão Pereira... Foi legal porque desde o ano passado eu estava com uma pulga atrás da orelha quanto a acampamentos de adolescentes. Sabe aquela história de querer só curtir, brincar? Então, estava com essa idéia, até o início deste ano. Cheguei até mesmo dizer que não me via em acampamentos como esse. Talvez pelo fato dos últimos que eu fui ter sido com intuito de evangelizar. Totalmente intensivo. Confesso que às vezes sinto falta de acampamentos de busca espiritual, sem todo esse intensivão, mas quando ouço o termo “acampamento evangelístico” bate algo diferente no coração. Bem, mas quando fiquei sabendo que o acampamento dos adolescentes presbiterianos de JF city seria evangelístico, me coloquei como um daqueles “tô dentro”, sabe?
O ÔNIBUS E O CRÉU...
Pois bem, depois de um mês de oração, fomos. A primeira surpresa: o ônibus. Que ônibus. Tinha ar-condicionado, dois andares, enfim, cinco estrelas. Deus foi bom demais (aliás, Ele é). Fomos, chegando lá, outra surpresa, o local onde ficaríamos era ao lado de uma casa que estava abrigando uma festa de aniversário. Chegamos ao som do “créu”. Mas foi interessante, porque no nosso primeiro culto, os nossos “vizinhos” desligaram o som, e mais, alguns dos jovens foram ao culto. Algo que pude presenciar foi a surpresa de um deles pelo fato do louvor (da música) ser ao vivo. Ele tinha me perguntado se tinha bateria e quando falei que era tudo ao vivo ele foi conferir e ficou super surpreso! Glória a Deus por isso! Bem, mas ainda me faltava algo naquela noite. O fato de eu não conhecer (até naquele momento) maioria do povo que estava lá me incomodava e eu precisava de algo espiritual que me enchesse. Antes estava eu no quarto vizinho ao meu, e ali conheci alguns caras bem legais, o Daniel e o Miquéias, na verdade eu já tinha dialogado com eles, mas ali conheci o jeito deles, meio intelectuais, meio sarcásticos, bem legais. Conheci também o Mário (ou Gugu). Pois bem, depois de muito papo, e de brincarmos um pouco de forca, e meu nariz não me deixar, gripadasso mesmo fui para a vigília, e foi lá. Sabe aquela crise de Moisés. Tipo “Eu mesmo Deus? Mas eu sou assim, sou assado...”, pois bem, foi ali que Deus começou a me falar que era eu mesmo. Tudo bem, depois da oração que foi trilegal, fomos tentar dormir, não me lembro o que fiz depois, mas por fim, estava eu a dormir.
FOLHETOS, ORAÇÃO, CONVITE, CRIANÇAS, CULTO... E SOU EU...
No dia seguinte, domingo, foi legal. Era o dia do culto na praça. Pela manhã, mais uma ministração e Deus me falando que era eu mesmo, mas era por Ele. Tipo, eu deveria ir, mas não pela minha força, mas por aquela de quem me enviou. Foi super para mim. Depois do culto, fomos distribuir folhetos e convidar os moradores de Simão Pereira para o culto na praça e as crianças para a atividade especial na creche. Fui com o Daniel, Miquéias e com o Leandro, outro que conheci lá, legal ele. Fomos pelas ruas (que não são tantas) e de repente (como assim?) fomos parar em uma casa no fim de uma rua sem saída. Entramos eu e o Leandro (enquanto que o Daniel e o Miquéias foram ao lado) e nossa surpresa foi sentir um ambiente pesado. Eram três pessoas. O André, a Rosa e a dona Maurícia (ore por eles). Os dois primeiros foram super simpáticos, oraram com a gente, mas dona Maurícia estava ansiosa, nervosa... E mesmo sem orar conosco, oramos por ela, e depois de uns quinze minutos saímos de lá. Rosa era desviada e me contava das “bombas” de sua antiga igreja. Ela me disse que um dos presbíteros da igreja tinha até batido nela, e aparentava estar super decepcionada, mas na hora me veio ao coração a história do filho pródigo, e me firmei na palavra que diz que a palavra de Deus não volta vazia. Enquanto eu falava com ela, o Leandro falava com o André que também desabafava com ele. Outra surpresa (peraí, nós oramos, então não é surpresa, é mão de Deus, oras), foi que o André foi ao culto na praça. Mais um detalhe, estava com uma criança no colo, e me pediu oração... Como assim? Mas vou chegar lá. Saímos daquela casa, e fomos adiante. Reunimos-nos com os outros dois, e fomos. Entramos em mais três ou quatro casas. Algo que me marcou foi que as pessoas (só mulheres) pediam oração quando eu perguntava se queriam. Numa destas, depois de orarmos, o jovem Daniel (de 12 anos) me abre a Bíblia e manda o Salmo 23 e uma palavra de consolo para a dona da casa. Isso foi chocante para mim, acho que para todos. E ainda, na última casa que fomos, lá foi ele ler Isaías 41.13 (Não temas...). Pensei “É Deus!”. Meu Pai tem sempre mais do que pensamos não é mesmo? Fomos os últimos a chegar à creche para almoçar. Almoçamos e logo depois chegaram as crianças. Foi bom demais. Virei uma criança, e depois de toda a atividade um menino tinha ficado lá. De repente, fica só eu e ele. O Lucas. 8 anos. Não sei porque, mas nos demos muito bem, e brincamos à beça. Foi bem legal estar com ele, e ver a confiança que ele tinha em mim, afinal eu poderia ser um cara mal, rsrs. Mas quando pensei que tinha acabado ali... Vou chegar lá também. Lembra do André? Então, chegou o culto na praça. Quase que o diabo me tira o foco por causa da maquiagem do teatro, mas na praça, tentando orar, mas com um peso estava eu a cantar “Sonda-me” quando de repente, vejo o André lá, com aquela criança no colo. Pediu-me oração, e ali orei e vi o que era para eu fazer. Fui lá, passei a maquiagem, e por fim, chegou a hora do culto. Estava lá um homem trêbado. Com a autoridade que Deus me deu, enquanto ele estava caído, disse profeticamente que ele não levantaria do mesmo jeito. Bem, durante o culto ele (em pé) tentava atrapalhar o culto, mas um policial o impedia, muito interessante isso. Passado o louvor, dançamos a música “Entra no clima” e por fim chegou a peça “Portas”. No fim, o pastor fez o apelo e lá foram mulheres e crianças à frente para orarmos. Vitória para o reino de Deus. Depois do culto, voltamos para a creche, era hora de descansar, jantar e dormir. Na hora de dormir, fui para o outro quarto e lá, eu, Daniel, Miquéias e Davi, jogamos forca mais uma vez (jogo viciante, né?), e conversamos, conversamos... e detalhe que era umas coisas teológicas, meio complicadas, até se existe vida inteligente fora da Terra!
ÚLTIMO DIA... MAIS CRIANÇAS, ORAÇÃO, E ADEUS...
No dia seguinte, no culto pela manhã, lá estavam as crianças de novo, e lá estava Deus a me falar que era eu mesmo o chamado por Ele. O Lucas não me viu e fiquei em paz. No fim da tarde realizaríamos o culto na praça. Creche arrumada, e fomos para a praça. Lá, me encontrei com o Lucas, que me pedia para não ir embora. Cara, como assim? Possivelmente, uma das frases mais marcantes que ouvi lá. “Gabriel, não vai embora não!”. Tiramos fotos, bem, tínhamos que registrar esses momentos, não é? Chegou o culto, e lá estava o trêbado. O pastor falou depois que era tinha virado a noite bêbado, pois pela manhã, quando ele tinha ido comprar o pão, o homem estava lá. Desta vez o Douglas e o Samuel fizeram a segurança e mantiveram o homem calmo. Louvor, dança, teatro, apelo... e mais uma vez lá foram pessoas à frente. Vi o quanto Deus é bom. Na hora do final, o pastor chamou as crianças e dançamos mais ainda... homenzinho torto, a Deus dai louvor, e muito mais. Sabe o bêbado? Pois bem, o pastor foi orar por ele. Chamou os outros dois pastores de lá e toda a nossa galera e começamos a orar pelo José (esse era o nome dele). Depois de intercedemos repreendendo todo demônio naquele corpo, ele se recuperou e foi só louvor! Deus é fiel. Me lembrei do que eu havia dito (pelo Espírito Santo) que ele não levantaria do mesmo jeito.
No fim, na hora do adeus... algo que sempre me dói, mas foi super legal. Brinquei demais, orei demais (acho que poderia ter sido mais), conversei demais. Ganhei amigos, e mais do que isso, deixei sementes lá que darão frutos.
Alguns nomes de pessoas que convivi lá, e que cito por terem sido colocados no meu caminho por Deus: ROBERTA, MILENA, SASHA, KRIS, JOYCE, MÁRIO, DANIEL, MIQUÉIAS, GABRIEL, FELIPE, LEANDRO.
Cito esses e também o pessoal que mora em Simão Pereira que não devo esquecer tão cedo: EDNA, LUCAS, HEITOR, ULISSES, JUNINHO, SANDRA, ANDRÉ, ROSA, MAURÍCIA.
SE VOCÊ QUISER MAIS FOTOS PODE DEIXAR UM COMENTÁRIO COM PEDIDO,OK?
terça-feira, 1 de abril de 2008
EU NÃO IMAGINAVA...
Quando comecei a escrever aqui no blog pensava que seria sempre fácil. Que nada! Eu quase entrava em crise porque tinha muita coisa para contar e não tinha ânimo para escrever. Pois bem, desde o início do mês de fevereiro quando voltei do acampamento não consigo parar e escrever com a finalidade de colocar aqui no blog, mas tenho tido várias e várias experiências, incluindo tudo, desde as coisas da igreja até na faculdade.
Tenho algumas coisas para compartilhar em especial. Quando voltei do “acamp” meu foco (digamos assim) passou a ser o aniversário da Impacto World agora em abril. Mesmo terminando a de fevereiro pensava bem na de abril e em algum evento para lembrarmos de 3 anos deste instrumento que Deus colocou nas nossas mãos. O legal é que desde o ano passado Deus tinha colocado no meu coração uma vontade muito grande de fazer um culto ao ar livre evangelístico (coisa que a gente acostumou fazer) no Curumim Santa Luzia (que fica muito próximo ao Bela Aurora, ou no, sem lá), e então ia só orando, mas com aquele negócio no coração. Enfim, passado acamp comecei a insistir com o meu pastor sobre o evento que reuniria o maior número possível de igrejas da Zona Sul de Juiz de Fora. E não é que ele comprou a idéia?! Isso foi profundo para mim, pois vinha alimentando em mim um outro negócio que era a submissão ao líder. Ter o apoio dele era algo que Deus sabe que eu achava fundamental. Vou tentar estar sempre atualizando no blog como vão as coisas para o evento. Aliás, deixa eu contar o nome do culto: SHALLON ZONA SUL (Shallon = paz... diante de tudo que Deus me fez ver esse tempo, a zona sul precisa disso), DIA 26 DE ABRIL. Falta confirmar várias coisas, mas por enquanto é isso. Agora tem também as provações: o evento seria, inicialmente, no dia 12, eu estava firme disso, mas... um certo dia (hehe) recebi a informação de que neste dia a Fernanda Brum e a Eyshila farão um show na cidade... me mantive firme, mas comecei a ver que as coisas não seriam tão fáceis como estava parecendo... depois fiquei sabendo que no mesmo dia o Trazendo a Arca também estaria na cidade... hoje, já está conformado: DIA 12 FERNANDA BRUM E EYSHILA, DIA 19, TRAZENDO A ARCA... Pois é, isso foi só o começo, mas como tenho dito, acredito que quanto mais lutas, mais vitórias...
Meu convite é: ORE PELA IMPACTO WORLD, SÃO VÁRIOS OBSTÁCULOS QUE QUEREMOS TRANSFORMAR EM TRAMPOLINS... MAS MESMO ASSIM, SONHE COM A GENTE, DIA 26, PELA FÉ, A ZONA SUL DE JUIZ DE FORA SERÁ IMPACTADA, NÃO PELO GABRIEL, OU PELA IMPACTO WORLD, MAS PELO PODER DE JESUS QUE OPERA MARAVILHAS... SE VOCÊ CRÊ NISSO, ORE PÓR NÓS...
Depois conto mais...
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