sexta-feira, 23 de novembro de 2007

CELULAR x BÍBLIA

Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos (Salmo 119:105)

O que aconteceria se tratássemos nossa Bíblia com tratamos nosso celular?

O que aconteceria se a carregássemos por todo o lado em nossas bolsas e bolsos?

... se abríssemos diversas vezes ao dia?
... se voltássemos atrás para pegá-la caso a estivéssemos esquecido?
... se a usássemos para receber mensagens durante o dia?
... se a tratássemos como se nunca pudéssemos viver sem ela?
...se a déssemos como presente as crianças?
...se a carregássemos quando viajamos?
...se a usássemos em casos de emergência?

Isto é para você pensar .... hummm ... onde está a minha Bíblia ?
Quanto a tenho usado ? E ainda, uma coisa a mais.
Diferente de nosso celular, não precisamos ficar preocupados sobre nossa Bíblia ficar 'sem crédito', porque Jesus já pagou a conta, ou mesmo que esteja 'fora da área de serviço', pois ela pega bem em qualquer lugar.
E, nenhuma ligação ficará sem ser respondida.
Pense, o quanto a Bíblia tem sido para você a instrução e a Palavra de Deus para seu dia-a-dia?

A ESPERANÇA EM JESUS VENCE O MEDO

Esta semana, como já disse, foi turbulenta. Tendo que entregar uma revista (que era um trabalho), e o prazo quase esgotado, ouvi uma mensagem no domingo que achei bem real: A ESPERANÇA EM JESUS VENCE O MEDO. Isso, lembra do slogan do Lula? Pois bem... A esperança vence sim o medo, mas a esperança em Jesus...
Essa semana foi assim... A ESPERANÇA EM JESUS venceu o medo de não dar tempo... venceu o medo das crises por causa da família...
MUito mais do que teoria, ou frase bonita... REALIDADE... Como saber? VIVENDO.

ESPERANÇA... DEUS ESTÁ ME ENSINANDO

Ontem percebi o quanto Deus me ama. Diante de tantas lutas nessa semana que passou, estive a ponto de surtar, mas Deus (como um Pai que coloca a mão no ombro do filho e diz calma) me consolou, se mostrou como meu escudo, meu refúgio, minha fortaleza. Me senti como um bebê, que no braço do Pai não precisa chorar.
Interessante como sempre que eu colocava uma música para ouvir, vinha uma mensagem de conforto. Foi assim na terça-feira, quando eu, exausto, coloquei o CD Esperança do DT para ouvir... Ah, esperança... Recebi aquela palavra. Eu precisava. Recebi.
E ontem, voltando da faculdade, ouvia músicas que me levavam a crer na liberdade que eu tinha em Jesus, do conforto que Ele poderia me dar. E a mais tocante, "Deus está me ensinando", da Eyshila. Perfeita. "E enquanto eu espero a minha bênção, Deus está me ensinando a adorar" diz uma parte. É preciso adorar em meio a tribulações.
Me vem à mente o texto de Paulo e Silas na prisão. Lá em Atos 16 conta que a meia-noite, os dois oravam e adoravam a Deus... Puxa, quantos momentos de "meia-noite" nós passamos, não é? E o pior, como Paulo e Silas... sendo inocentes.
Mas eles adoravam, oravam... Interessante que Deus, neste momento nos ensina a adorar, a crer, a orar, mesmo que, não tenhamos força para orar, para gerar frases... A Bíblia diz que não sabemos orar como convém e que o Espírito Santo é quem intercede por nós. Crer nisso em momentos que não saem palavras da nossa boca. Mas a Bíblia diz também para não entristecermos o Espírito... Fazemos isso quando pecamos.
Está aí... Se buscarmos levar uma vida de santidade, em momentos de tribulação (provação) conseguiremos, mesmo não conseguindo pronunciar palavras, acharmos forças em Deus para adorarmos, assim como Paulo e Silas nos mostraram.
Mas depois disso vem o mais legal. O TERREMOTO. As paredes caíram, os grilhões quebraram!!! Glória a Deus! E pode quebrar na nossa vida também... Basta adorarmos nos momentos de meia-noite em que passamos. É possível.
Foi assim comigo, tribulações mil, cansaço demais... tive vontade de jogar tudo para o alto, mas enquanto isso, como diz a múisca que falei, Deus me ensinava a adorá-lo. Teve momentos em que nãos abia o que fazer... Mas me lembrei... temos que trazer à memória aquilo que nos dá ESPERANÇA... O Amor de Deus... Tão grande, mas que cabe no coração... Tão profundo...
UM AMOR QUE NOS LEVANTA, NOS LEVA NO COLO... NÃO NOS DEIXA... CHORA CONOSCO, RI CONOSCO... UM AMOR QUE NOS INVADE... UM AMOR QUE NOS CONSOLA... ESSE É O MEU DEUS...
Não sei quem vai ler essa postagem, não sei se alguém será abençoado, mas sei que eu fui... Seja também... Lembre-se: JESUS TE AMA.........

terça-feira, 13 de novembro de 2007

"TU ÉS O MESMO..."

Deus continua se mostrando um ótimo Pai. Nesses últimos dias que tenho andando sem postar nada aqui no blog, tenho sentido Deus agir em minha vida. Muito interessante como o termo VIVENDO tem me seguido e me feito ver que "se não for assim, como será?"
"Dia após dia me cerca, com bênçãos sem fim"... Doce presença... Dá vontade de ficar viajando em toda essa grandeza. Como Deus é bom...
Outro dia vou contar algumas coisas... e até sobre a Impacto World de dezembro, a última do ano. (eu acho) O tema já está brotando no coração e dia após dia o Espírito de Deus está regando. Vamos ver o que vai dar...
Tenho sido ministrado de várias formas que não sei nem o que falar... Como assim?
Bem, em breve conto mais...

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O DIA EM QUE FUI AO ESTÁDIO

Começou na quinta-feira, pela manhã, quando acordei enlouquecido porque havia perdido a hora para ir para o estágio. Eu achava que havia perdido. Desci de ônibus para dar tempo e qual não foi a minha surpresa? Tinha uns papéis colados no vidro frontal do ônibus dizendo que haveria um jogo da Copa do Brasil de Futebol feminino na cidade. Como assim? Depois do acampamento das crianças ter sido adiado (eu iria para ajudar), pensei em uma ótima pedida para o feriado.
Chamei alguns amigos, mas... sem sucesso. Íamos a pé e era 1 hora andando, subindo... Eu iria sozinho, isso ficou decidido 1 hora antes de eu sair. Pensei que tinha ficado sozinho, meus amigos me abandonaram. Indo para o estádio ia pensando no papel dos amigos em nossas vidas, viajei total, mas foi legal.
Amigo não é só aquele que está com você em todos os momentos, é aquele que está contigo na dificuldade. Quando todos te abandonam ele está contigo. E ao longo desses últimos dias tenho tentado ser um amigo assim. Seu “amigo” judia de você, mas na hora do aperto vem até você... bem, pensava em Jesus... Ele não é assim conosco? Quantas vezes preferimos outras coisas, e quando a coisa fica preta vamos até Jesus... Ele não nos atende? Pois bem... E via que, naquele momento (sentimentalismo à parte) eu sozinho... só “restava” Jesus. Me senti confortado... e fui viajando sabendo não estava indo para o estádio sozinho. Jesus estava indo comigo. Aleluia!!!
Foi uma longa caminhada. Muito suor. Camisa molhada. Água morna. Chuva no meio do caminho. Muito legal. Que experiência!!! Chegando lá (uma hora eu tinha que chegar, como assim?), passou uns cinco minutos, o jogo começou, e a ministração continuou. Notava a quantidade de famílias presentes no Municipal. A entrada era franca, feriado, sol... só não foi quem não quis. Interessante as reações da torcida da casa em alguns lances... muito legais... tirando os palavrões que ninguém merece (aff!)
Passou o primeiro tempo, veio o intervalo (neste tempo, o Benfica estava ganhando do Vasco por 2 a 1) e depois o segundo tempo. Mudei de lugar, pois o sol estava incomodando. Passou a segunda etapa, vencemos por 3 a 2 e terminado o jogo me encontrei com uns colegas do Betinho, conhecidos meus por ali. Entrei na administração para pegar minha garrafinha de água (obs: nota 9,8 para a segurança, que não deixou ninguém entrar com garrafa, sombrinha ou guarda-chuva grande, ou qualquer outro instrumento que pudesse se transformar em arma, muito legal). Lá estavam eles. Passamos 1 hora ali conversando e esperando as jogadoras saírem para ir embora. Enfim elas saíram, tiramos uma foto com a Ester (do Benfica, que jogou o Pan pelo Brasil), os caras deram em cima de uma das jogadoras, como assim?
Fomos embora. No meio do caminho, algumas, digo, muitas brincadeiras, zoações (umas legais, outras nem tanto, umas outras nem se fala...). Mas fiquei com eles assim mesmo. Foi legal, notava a necessidade de deixarmos a teoria de lado e partir para a prática. Deus quer que estejamos com os abatidos, com os necessitados, com os gentios para fazer a diferença. Tentei fazer a diferença. Graças a Deus consegui. E aprendi várias coisas. Não vou destacar aqui desta vez, vou preferir madurar mais. Foi bem legal.
No final, já em casa me perguntava: “Será que fiz minha parte? Será que fui luz? Será que essa era a vontade de Deus?” Tive uma certeza. Jesus tinha ido comigo, eu tinha orado antes... “Pai, fica comigo”. Ele ficou. Tenho certeza disso. Se fiz minha parte. Acredito que sim. Usando uma palavra da minha ex-namorada... “a vontade do Senhor traz paz ao coração”. E trouxe.
Moral da história: Precisei ir “sozinho”, sem amigos, para dar valor a presença de Jesus na minha vida, que Ele é o meu melhor amigo, e depois mostrar para quatro jovens que um cristão pode sim, se divertir, indo a um estádio de futebol, brincar, zoar, mas lembrando de quem eu sou. Filho do Rei. Ah, não disse que tinha pedido ao Pai para ir comigo? Ele foi e apresentou para mim novos amigos. Por quê? Bem, você se lembra da parábola do filho pródigo? Então, quem sabe...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"O PARADOXO DO NOSSO TEMPO (George Carlin)

EIS AÍ MAIS UM ARTIGO QUE RECEBI NO MEU E-MAIL... NÃO É QUE É VERDADE? VC CONCORDA?
Nós gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluimos a alma; dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construimos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópia do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do "fast-food" e da digestão lenta; do homem grande e de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das "pílulas mágicas". Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta para você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar "delete". Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

O QUE É FOME?

MAIS UMA VEZ LENDO NA INTERNET ALGUNS ARTIGOS REALISTAS... ACHEI ESSE... QUERIA POSTAR AQUI... É UMA OPINIÃO MINHA TAMBÉM, QUE ACREDITO SER A DE MUITOS... LEIA AÍ...

Vejo umas fotos de crianças famintas da Etiópia. E da Nigéria. E da Somália. São tantas. Confiro na alma com outras fotos de outras crianças, as brasileiras, e com outras, de vários lugares. Todas têm em comum a mesma fome. Essas crianças flagradas em seu estado de mínima humanidade não se parecem em nada com aquelas que conhecemos de perto. Nenhuma semelhança com as nossas crianças, com as dos parentes, amigos e vizinhos, com as das escolas, das propagandas de consumo na televisão, dos adesivos dos chocolates, das figurinhas dos chicletes, dos posters das farinhas lácteas, das tabelas pediátricas, do futuro das pátrias.
Não se parecem, as crianças da Etiópia, com aquelas rechonchudas da América do Norte ou as coradinhas dos Países Baixos. A fome desses pequenos seres do Brasil, Angola, Biafra, Somália, Bangladesh, Paquistão, Afeganistão e outros territórios sugere a existência de uma sub-raça espalhada pela terceira face da Terra, apresentada ao mundo em foto-imagens quase marcianas de tão inacreditáveis e que impõem uma distância que atenua o impacto da desgraça. O que os olhos não vêem ao vivo o coração não sente. E se o coração sente, o egoísmo prevalece na bolsa de valores atuais.

Também, essas crianças são tão desconhecidas! Elas não têm nome, dados pessoais, gracinhas e outras peculiaridades que despertem o modo da bondade das pessoas. Não se chamam essas crianças Baby Fae, nem Danilo, nem Luciana. Não fazem parte de campanhas para doação de órgãos nem necessitam dos avanços da medicina em cirurgias de alta tecnologia e sofisticação.
Só precisam de comida.
Impossível que não o consigam, não é mesmo?
E não conseguem sequer um pedaço de pão, esses milhões de criancinhas com suas fomes anônimas!

Essas crianças com fome, que deixam filmar ou fotografar seus olhos opacos, a pele transparente, ossos salientes e membros atrofiados, conseguiram a façanha de desaprender a comer. Jamais tive notícia de que um animal, de qualquer espécie, desaprendesse o ato de comer. Não se trata de greve de fome. Apenas falta de hábito, total carência de alimento (essa coisa que, para muitos, é lixo a ser processado e, para outros tantos, excesso, abundância, prazer, fastio e até obesidade).

Essas crianças, meus caros, não sabem mais comer porque a justiça e a compaixão não freqüentam a roda miserável.
Mas essas crianças existem, no Brasil e no mundo, existem morrendo, refugiadas de nós.
Embora numericamente perdidas nas estatísticas frias elaboradas pelos governos, cada uma delas é uma criança e cada criança tem a sua fome. Uma fome desumana e permitida, geograficamente distante dos interesses políticos, econômicos e sociais dos governos e das sociedades.

Porque o verdadeiro dilema da fome imposta a esses milhões de seres humanos está entre matar ou deixar morrer, não é verdade?

© 1983-2002 xenïa antunes (www.xenia.com.br)

Foto: pub.tv2.no
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