segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu quero ser amigo... amigo de Deus!

Amigo. Palavra bonita, mas ao mesmo perdida em nossos tempos. É difícil termos amigos verdadeiros que nos amam sem pedir coisas em troca, que gostem da gente, mesmo a gente sendo que nós somos.



A expressão “amigo de Deus” usada em referência a Abraão traz um grande ensinamento. Será que temos sido amigos de Deus? Gosto de pensar em coisas que me façam refletir na grandeza de Deus, e nesses últimos dias tenho observado isso. Amigo. Deus quer ser nosso amigo. Jesus quer ser nosso amigo. O Espírito Santo quer ser nosso amigo. Um Deus Triúno quer ser nosso amigo, mesmo sendo tão grande! Como posso provar isso? Ele nos ama (Jo 3.16) e isso já basta. Até porque em falar de “basta”, é a GRAÇA DE DEUS que nos basta. Graça é um favor imerecido. Somente um amigo de verdade poderia fazer isso. E mais ainda porque esse NOSSO amigo sabe quem somos. Falhos, pecadores, ingratos... E ele mesmo assim nos amou e nos ama. E creio que sempre nos amará. Independente do que façamos ou deixemos de fazer, ele sempre vai nos amar.


Que bom é (ou tentar) reconhecer que grande amor Deus tem por nós. Amor de Pai, amor de amigo. Amigo que só pede um coração que saiba disso. Amigo de Deus. Que privilégio o nosso! O mais legal é que podemos conversar com esse nosso grande amigo qualquer hora, falar o que está em nosso coração. Alegres ou tristes podemos chegar perto, porque esse Deus Triúno entregou Jesus para que pudéssemos nos achegar... Aleluia!!!!


Que essa seja uma vontade e um anseio inesgotável em nosso coração: SERMOS AMIGOS DE DEUS! Filhos que são tão chegados que viram amigos, que mantém uma intimidade profunda com o Pai. Que sejamos assim, AMIGOS DE DEUS. O primeiro passo já foi dado. Deus já nos disse: “VINDE”.

Futebol e Deus combina sim!!!!!

Recebi essa notícia por e-mail e achei muito interessante. Creio que Deus tem usado coisas que o homem acha que Deus não usa ou que "não é de Deus" para alcançar pessoas marginalizadas. Nessa notícia lemos sobre crianças na Ásia! Muito legal!!!


O campo missionário de Missões Mundiais na Malásia, no Sudeste Asiático, possui uma escola para crianças especiais, onde a missionária Aline Romão, esposa do Pr. Roberto Romão, leciona duas vezes por semana. Uma outra escola, que pertence à igreja parceira do projeto no país, passou a contar recentemente com o auxílio da missionária. A obra de Deus na Malásia conta ainda com um grupo de estudos bíblicos entre os brasileiros que entregaram suas vidas para Jesus, além do Brazil Football Centre (Centro de Futebol Brasileiro), desenvolvido pelo PEM (Programa Esportivo Missionário).

Vários torneios de futebol acontecem neste semestre na Malásia. Por isso, o Pr. Romão intensificou os trabalhos, na esperança de deixar os times do Brazil Football Centre em condições de fazer bonito nas competições. O trabalho é feito com 16 alunos especiais que, apesar das dificuldades variadas, progridem dia após dia. Os treinos são feitos numa quadra de futebol de salão, cujo dono deixou de cobrar o aluguel do espaço após assistir a um dos treinos. Ele ainda parabenizou a excelência do trabalho desenvolvido junto a este grupo de crianças marginalizadas pela sociedade malaia.

Outro grupo especial que tem a oportunidade de ouvir sobre o Evangelho enquanto aprende o futebol-arte é o de meninos refugiados de Mianmar, país também localizado no Sudeste Asiático e de maioria budista (73,3%). São 20 meninos que se reúnem todas as terças-feiras com o Pr. Roberto Romão. Antes de cada treino, sem restrições, o pastor faz uma pequena reflexão sobre a Palavra de Deus usando a linguagem do esporte.

Muitas crianças e adolescentes do Sudeste Asiático têm sido alcançados pelo Evangelho através dos esportes.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um ano atrás

Ana Paula Valadão - Só Por Amor a Ti



Antes de você ler essa mensagem, tem essa canção que nos ensina algo muito importante! Que Deus fale ao seu coração através dela!

Exatamente no dia 13 de julho de 2008. Isso. Foi um dia histórico em meus 20 anos, até então. Meu destino naquele dia era Belo Horizonte rumo ao Projeto Rondon. Relembrava com fotos e quando percebi, completou um ano da viagem que mudou radicalmente minha forma de encarar algumas coisas.

É claro que teve minha mãe, não segurando o choro em saber que seu filho mais velho ficaria duas semanas fora de casa, mas a vontade de ir em busca de algo novo era maior. E foi.

Logo na nossa partida, o sentimento de despedida tomou conta de mim. Minha mãe ficando em JF, chorando e eu, no ônibus... também com lágrimas nos olhos. É. Foi muito legal. Mas o que mais me chama a atenção desse um ano que se passou é a forma como passei a ver as coisas. Antes, preciso falar do aprendizado lá. Conviver com as crianças de Catuji (cidade que fiquei) foi fantástico. Ao mesmo tempo em que se mostravam receosas de se aproximarem, se mostravam também dispostas a conhecer gente nova, talvez pessoas que pudessem demonstrar o que é sentimento de pai ou mãe.

E realmente foi assim. Recordo de várias crianças de lá. Antes, é preciso que fique claro o porquê de eu falar das crianças. Desde 2007 eu trabalhava como voluntário na AMEB e, desde então, passei a me interessar pela causa social em favor de crianças. No Rondon, isso ficou bem à mostra, tanto que algumas pessoas do nosso grupo notavam um “Gabriel com adultos” diferentes do “Gabriel com as crianças”. Eu acabava virando o “tio”, o irmão mais velho.

Mas foi muito legal. Cada sorriso, cada momento em que passamos. No último dia, em meio a lagrimas. Que experiência! Sou muito grato a Deus por ter me permitido ir. Quem leu (ou ler) as postagens mais antigas sabe o que aconteceu antes da minha partida.

Esse ano não poderei ir ao projeto, mas me lembro com muitas saudades das duas semanas que passei em Catuji, no Norte de Minas. Quente durante o dia, gelado durante a noite. Lembro da nossa ida à mina de pedras preciosas. Me senti no Globo Repórter. Ou então do meu passeio a cavalo e minha queda (isso mesmo, caí do cavalo, literalmente)! E também da nossa ida à pequena cidade onde morava o Éder, vencedor do Soletrando do ano passado. Conhecemos pessoas empolgadas com o Projeto EJA (Educação para Jovens e Adultos). Foi muito edificante ver idosos, pessoas sem chance de serem vistas como gente buscando aprender mais, aprender a escrever, a ler... E no meio disso tudo crianças com chances tremendas de crescerem sabendo as coisas.

Foram duas semanas em que não vivi no meio de crente, de evangélico. Fora a minha companheira de grupo e as três reuniões em que fui na Igreja Batista, o único contato com gente evangélico foi através do MSN e pelo Orkut. Isso foi muito interessante. Aprendi a ser mais filho de Deus do que crente de igreja.

Quando voltei de lá, estava diferente. Tirando o “estar mais moreninho” por causa do sol durante o dia que eu só me protegia com um boné, eu me via mais disposto a passar por problemas de igreja. Sabia que a situação do mundo é bem mais difícil que nossos “probleminhas”. É. Voltei diferente. Mas sei que tudo isso foi pela graça de Deus. Ele teve seus propósitos de me levar tão longe de Juiz de Fora para ver coisas que hoje vejo aqui na cidade, mais perto do que eu imaginava.

Assim como contei na postagem do ano passado, aqui também existem os “Izaques”, “Tales”, “Guilhermes”, “Maessas” da vida para serem cuidados. Existem coisas para serem transformadas.

Não precisamos de muita coisa ano passado. Pouquíssimas vezes gastamos dinheiro ou coisas fora de cogitação. O que mais precisamos lá foi de disposição, compaixão, alegria, amor... Coisas que não se compram, coisas que Jesus nos dá através do Fruto do Espírito (Gl 5.22).

Um ano se passou. Dia 13 de julho de 2008. É. Passou e com ele voltam as saudades, mas uma coisa ficou. A VONTADE DE MUDAR. A VONTADE DE SER INSTRUMENTO PARA QUE PESSOAS VIREM SERES HUMANOS. PARA QUE EXISTAM CIDADÃOS. EXISTE ESPERANÇA. A ESPERANÇA É JESUS. ELE MORREU E RESSUSCITOU! FOI PARA QUE FOSSEMOS E CONTÁSSEMOS A TODOS. EXISTE ESPERANÇA.

E como diz o slogan do Projeto Rondon: Precisamos INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR! Que sejamos mais agentes sociais e menos, bem menos religiosos.

PS.: Tudo correu numa boa. Ida e volta. Devem ter sido umas 24 horas dentro do ônibus, somando os dois trajetos. Em meio às nossas estradas, vi o cuidado de Deus. Mais ainda sabendo que Ele cuidou de minha mãe, meu pai, meu irmão e meus amigos... É meu Pai Celestial! Fantástico!!!!

Dá-me almas

Essa canção é como uma "ilustração" da mensagem abaixo e da de cima também! Medite nessa letra!

DÁ-ME ALMAS
 chris duran - Dá-me almas


Qual seria o preço dessa multidão
Tudo o que eu tenho por uma alma só
Ouve-se um grito desesperador
O mundo em chamas clama por um pregador
Morrerias tu por elas abrindo mão dos teus desejos
Para viver grande colheita

(refrão)
Dá-me almas, dá-me vida
Dá-me águias, para encher o céu
Dá-me almas, dá-me vidas
Dá-me águias, para encher o céu

Qual seria o preço dessa multidão
Tudo o que eu tenho por uma alma só
Ouve-se um grito desesperador
O mundo em chamas clama por um pregador
Então como ouvirão se não há quem pregue almas
E o evangelho dos que anunciam a paz

Quem eles serão?

Esse texto foi publicado na edição junho/julho da revista Impacto World. É algo que tem me incomodado. Leia porque vale a pena!

“Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” Rm 10.14-15

Decepção. Essa é uma das coisas que tenho sentido constantemente quando o assunto é “igreja”. Não falo da Igreja, da Noiva de Jesus, não, mas falo da instituição humana. É de lá que ouço e vejo muitas vezes coisas que me deixa profundamente triste.

Discipulado. Essa é outra coisa que tenho recebido de Deus e tentado passar para frente. Não falo de evangelismo, mas de discipulado. Aprendi que isso é caminhar junto com os novos na fé, com quem ainda “não consegue andar sozinho”. Mas como isso causa decepção dentro da igreja. Não há discipulado. Não há entrega pelos novos na fé. Existe um “sente aí e ouça”, mas não existe um “vamos juntos”.

Me lembro de um jovem com quem tive a oportunidade de conviver. Naquela época, com 12 ou 13 anos, mais ou menos, na igreja. Mas ninguém chegou para ele e disse “vamos caminhar juntos”. Não vou julgar, mas fiquei grandemente frustrado com a igreja quando andando pelas ruas da minha região vi aquele jovem, aquele adolescente, FUMANDO. Não devia estar com mais de 16 anos, e fumando. E onde está a igreja? Cantando “hinos de prosperidade”. O mundo não precisa ouvir cânticos de prosperidade, precisa ver e sentir o amor que Deus tem por eles.

Faço a mesma pergunta que Paulo fez. Como esses adolescentes, ou até mesmo crianças verão, crerão? Não há ninguém que doe seu tempo. Os jovens, grandes discipuladores, preferem gastar seu tempo com o namoro. Nada contra o namoro, mas esse relacionamento não deve ser mais importante que vidas à beira do abismo. E aí, onde paramos?
Andando pelas ruas, veremos adolescentes e jovens fumando, se drogando. Quais? Aqueles que a igreja ignorou. Aqueles que a igreja trocou por música bonita. Aqueles que a igreja trocou por namoros. Aqueles que a igreja deixou. Ah, quem irá até esses?

Ah, e quantos órfãos espirituais estão dentro das igrejas! Mas onde estão aqueles que vão adotar esses? Onde está a nossa geração de pais espirituais? Quem vai viver com esses novos na fé? As crianças estão crescendo vendo uma coisa e ouvindo outra. O que elas serão? O que elas farão? Nossos pré-adolescentes não vão às igrejas querendo saber quem é Jesus. Vão por causa dos pais que obrigam, vão por que tem meninas ou meninos “gatinhos” e “gatinhas” por lá. Quem serão? O que farão?

Para assistir a isso é só abrirmos os olhos. Qual a geração que vai ser formada? Falta discipulado, falta aos que se julgam sãos na fé caminharem juntos com os novatos, com aqueles julgados como neófitos. É preciso conhecermos o lugar onde estamos. Abrindo os olhos, veremos crianças que são abusadas sexualmente, meninos de 10, 11 anos que “ficam”, meninas de 10 anos que já sabem tudo sobre sexo, adolescentes que fumam, bebem ou têm vida sexual ativa, jovens com vidas duplas... Vamos julgar? NÃO. Precisamos discipular. Caminhar junto. Eles estão nas igrejas, sabia? Ao nosso lado! Vamos ignorar e deixar com que caiam nas mãos de Satanás ou andar junto com eles? Mostrar como faz, não falar o que é certo somente, mas adotá-los espiritualmente.

Aquele menino que contei no início não precisava ouvir, precisava ver. E assim como ele, muitos outros dentro e aos arredores da igreja também precisam. Temo que a decepção que sinto, seja o mesmo sentimento que Deus tem. Vamos. Vamos alegrar o coração de Deus. Viver e viver o amor que Ele tem, que Jesus MOSTROU a TODOS!

Ubabalo!

Essa notícia é da Junta de Missões Nacionais. Muito interessante a iniciativa!!!!
Ex-jogadores de futebol profissional, todos cristãos, estarão participando da Turnê da Esperança 2009 (Tour of Hope) por cinco países da África. Eles fazem parte da equipe ALEM Brasil que, atendendo a um convite de autoridades cristãs e, também, a governantes do Burundi, do Quênia, de Uganda, de Madagascar e da África do Sul, realizará jogos amistosos e beneficentes. Além da inauguração de um dos estádios a ser utilizado na Copa do Mundo da África do Sul, no próximo ano. Esta viagem, de acordo com a descrição dos próprios organizadores africanos, será um marco na história de seus países. Nossa equipe missionária parte do Brasil no próximo dia 16 de julho e retorna em 10 de agosto.

O Projeto Tour of Hope – uma parceria com o Programa Esportivo Missionário de Missões Mundiais (PEM) – iniciou-se no ano passado com uma viagem com esta mesma equipe a quatro países da Ásia, atendendo ao apelo de líderes cristãos de Myanmar para ajudar na reconstrução de seu país afetado pelo terrível Ciclone Nargys, em maio de 2008.

Agora chegou a vez do continente africano, sobretudo em razão da proximidade da Copa do Mundo de 2010, e o desejo dos líderes cristãos deste continente em usar nossa equipe no lançamento oficial de um gigantesco projeto de evangelização – Ubabalo ("graça de Deus" no dialeto xhosa) e África em função da Copa do Mundo de 2010. Recentemente recebemos nota oficial afirmando que a Embaixada Brasileira em Uganda estará presente aos eventos, bem como autoridades presidenciais, com ampla cobertura da mídia televisiva desses países. Tenho em meu coração que nossos atletas, alguns deles com passagem pela Seleção Brasileira de Futebol, campeões do mundo como Jorginho e Paulo Sérgio, terão a oportunidade de testemunhar sua fé para milhões de pessoas nos estádios através da televisão.

Confiante no apoio dos batistas brasileiros na retaguarda em oração, firmo o compromisso como Coordenador deste Projeto, de bem representar nossa denominação naqueles países, quatro deles sem nossa presença missionária.

Pr. Marcos Grava Vasconcelos (Supervisor da Equipe ALEM – Brasil e Coordenador do PEM da JMM)

PARA PENSAR...

Conheci esse rap ano passado, mas foi só esse ano que entendi sua mensagem. Depois de ver e perceber que essa situação descrita não está tão distante de mim. Medite nela! Reflita e veja... Talvez esteja bem perto de você!!!

Ao Cubo - Naquela Sala (Comp. Feijão e Dona Kelly)
AO CUBO - Naquela Sala


Gemidos numa noite de domingo madrugada
Lágrimas em gotas em pingos são enxugadas
Vozes soadas com gritos em doses meio falhadas
Abraços em amigos que trazem uma palavra

Lembranças já vêm da pequena criança que
(nem tinha maldade na mente)
Dependente da mãe que era crente no pai
(era apenas um garoto inocente)

Lembranças da criança em seu colo balançando
Quando triste ainda com fome em seu colo só que chorando
Sua mãe lembra da sua formatura do prézinho,
Um bom menino o aniversario de cinco aninhos.

E pra comemorar o aniversário tinha uma pá de criança em volta
De um bolo feito de fubá,
Com seu pai desempregado não tinha dinheiro nem pra mistura
Sua mãe sem poder dar um presente sentia culpa.

(Refrão)
Sabe quanto eu lutei
Pra fazer você feliz
Eu te eduquei não tinha dinheiro
Mas te ensinei
A minha parte eu sei que eu fiz.(bis)

Maiorzinho ele estava, da sua idade o mais ligeiro
Cabulava aula pra empinar pipa o dia inteiro
Era novo mais se ligava no movimento
De pouco em pouco lhe falavam que ele tinha mó talento
Um dia ele viu um maluco com um boot muito louco
Pediu um igual pra mãe e tomou croqui no côco
Não entendeu porque outro podia ter e ele não
Estava cansado daquela miséria, de toda aquela situação
Com 13 anos de idade recebeu um bom presente
A malandragem de onde morava, ficou contente
Uma proposta, cem reais pra levar mercadoria,
Era fácil é só entregar, e depois só alegria.
Chegou esse garoto em sua casa esse dia,
Com mistura sacolas de Danone a reveria
Surpresa, sua mãe quando abriu a geladeira
Deu sermão em seu filho com seu marido a noite inteira:
"Aonde você arrumou?
Que mercado cê roubou? Nunca te ensinamos isso.
mãe não roubei, esse dinheiro eu conquistei,
Ganhei com o esforço de meu serviço, é isso!
Cê não trabalha menino! Quem te deu serviço assim tão novo tão cedo?
E mesmo assim isso é estranho pra mim,
Por que é que tem muito dinheiro.
Foi sermão a noite inteira, mas pra ele valeu a pena
Foi diferente de outros dias, dormiu de barriga cheia
Acordou cedo e disposto sem medo para o trabalho,
Entregaram uma arma na mão desse frangalho.
Disseram que ele teria que cobrar uma dívida,
De um nóia que se pá ele teria que matar.
Gelo, falo, pros malucos "aí num dá".
E os malucos disse "ta na chuva é pra se molhar".
Quer coragem, tó cheira dessa carreira,
Que com isso aqui você vai ter coragem pra matar a noite inteira
E assim foi se tornando o mais psico da quebrada
Matava sem dor e sem dó, ossos do ofício, só pelo pó
A cocaína lhe fazia mais homem nessa sangria,
Um dia ele matou um homem com quinze tiros e ainda ria
Sua mãe, sua amiga, de corrida a vida inteira,
Já previa e sentia o que no futuro aconteceria

(Refrão)
Sabe quanto eu lutei
Pra fazer você feliz
Eu te eduquei não tinha dinheiro
Mas te ensinei
A minha parte eu sei que eu fiz.(bis)

E certo dia o jovem que era tirado pela maioria
Só por que dizia que era crente e Jesus em sua vida sentia.
Parou esse garoto e disse pra ele mudar de vida,
Que aquela era sua chance que Jesus o ajudaria.
Nem deixou o crente terminar, já saiu socando,
Dando coronhada na cara e na nuca do fulano
Gritando, ta tirando, que mudar de vida, ta tirando
Quer que eu volte a passar fome, eu sou malandro.
Ele se achava mais homem que qualquer um,
Uns diziam que tinha jurado um tal de Mussum
E na noite passada sua mãe ouviu uma pá de tiro,
Saiu lá pra fora e viu o tal Mussum matar seu filho
Saiu correndo e disse:
"Deus, cê sabe que eu fiz de tudo...
Mas ele não me ouviu e preferiu esse outro mundo"
No velório o pai e mãe chorando, poucas palavras,
Conversavam com o corpo do filho morto naquela sala.

(Refrão)
Sabe quanto eu lutei
Pra fazer você feliz
Eu te eduquei não tinha dinheiro
Mas te ensinei
A minha parte eu sei que eu fiz. (bis)

Por ter cessado sua existência terrena,
Entregaremos seu corpo a terra.
Terra a terra, cinza a cinza, pó ao pó.
O espírito nós os deixamos nas mãos de Deus.
Esse é o ponto final de uma vida, no sepulcro não há obras,
Nem conhecimento nem sabedoria, e ele todos nós iremos cedo ou tarde.
Confiemos naquele que diz:
-Eu sou a ressurreição e a vida aquele que Crê em mim ainda que esteja morto viverá.
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