sábado, 5 de setembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Projeto Rondon 2009

Quem me acompanha (não sei se tem quem faça isso, mas enfim rsrs) sabe que ano passado participei do Projeto Rondon e indo à Catuji, no norte de Minas trouxe vários aprendizados. Esse ano não pude ir, mas uma companheira da minha turma na faculdade foi, e coincidentemente, para Catuji. A experiência dela também rendeu um bom texto que ela produziu. E estou postando o depoimento dela aqui no Vivendo também porque passamos quase as mesmas coisas e aprendi muito com a experiência que ela conta no texto. Convido você a ler também... e comentar!

PROJETO RONDON. EM NOME DA ESPERANÇA
por Sulaine Reis

Sempre escutei que os olhos são o espelho da alma. Porém, nunca tinha prestado muita atenção no olhar dos outros. Quantas vezes olhamos e não enxergamos nada? Só percebemos aquilo que não nos fere e não atrapalha o nosso caminho calmo e sereno. Ignorar é uma das maiores “virtudes” dos seres humanos. Por isso, se não enxergamos o outro, como podemos perceber seu olhar, suas necessidades?
Foi preciso enfrentar mais de dezesseis horas de viagem até Catuji, no norte de Minas Gerais, para compreender essa sutileza da vida. Quantos olhares nós do Rondon despertamos? Olhares de admiração, desconfiança, carinho, medo. Olhares de pessoas acostumadas a não serem enxergadas e, por isso mesmo, algumas se escondiam e outras nos seguiam encantadas com tamanho movimento e disposição. Afinal, foram muitas pinguelas e cercas para atravessar.

No assentamento da Fumaça, zona rural da cidade, o pequeno Mateus venceu o receio inicial e nos conduziu pelas trilhas do local até a casa de seus primos. Cinco crianças, a mais velha com onze anos, cuidando uns dos outros enquanto os pais trabalhavam na cidade. Assim como Mateus, as crianças em idade escolar frequentam a escola da comunidade. Na verdade, a “escola” é uma sala cedida por um casal do local. Dezessete crianças, de diferentes idades, dividem-se entre seis carteiras, um sofá velho e o chão e tentam aprender.

Apesar de terrível, a situação nem de longe foi a pior vista na cidade. Às margens da BR116, crianças e adolescentes não esperavam nem o manto da noite para irem para o acostamento. Os caminhões, quase em fila, diminuíam a velocidade, paravam e “recolhiam” uma menina. Detalhe, o relógio ainda não marcava seis horas da noite.
Já a escuridão, dispensável para o exercício da “profissão mais antiga do mundo”, era companheira constante de uma família em Formoso, outro distrito de Catuji. Um casebre de dois cômodos é a moradia de sete pessoas: cinco crianças e dois adultos. Para iluminar o ambiente um fogão à lenha, que parecia expelir toda a fumaça do mundo, e uma lâmpada no centro da casa. Marretas abriram pequenos orifícios para a entrada de ar e mãos varreram, lavaram e limparam o local, tentando recuperar um pouco da dignidade humana perdida.

Quando achávamos que já tínhamos visto tudo, nos aparece Felipe. Nove anos de idade e muita responsabilidade. Seja no pasto, às cinco da manhã, ou nas ruas de Catuji vendendo picolé, o menino derrubou todas as nossas defesas. Ele chegou até nós no sábado. Vinha com a avó, pois soube que estávamos “distribuindo comida”. Na verdade, o que tínhamos era cachorro-quente e refrigerante, o lanche dado para as crianças na tarde de lazer organizada pela equipe do Rondon.
Ao visitar a casa dele, depois de andar mais de 3 km pela BR116, o quadro se tornou mais assustador. Duas crianças doentes com bronquite, outro fogão à lenha e sua fumaça e uma mãe que, por não ter relógio, não sabia quando deveria medicar a criança que ela tinha levado ao médico. A solução encontrada? Usar a programação da TV para definir os horários dos remédios.
Na cozinha, enquanto conversávamos, Felipe cuidava da comida dos irmãos. Na panela o menino cozinhava macarrão. Os adultos responsáveis? Uma senhora de sessenta anos, lavadeira de profissão, e uma moça de vinte e cinco anos, mãe de cinco filhos. O que fazer? O que falar? Da mãe conseguimos a promessa de levar o outro filho doente ao médico, arrumar a chaminé do fogão e ser a mãe dessa família. Já Felipe nos prometeu voltar a estudar, apesar das mais de cinquenta faltas.

Todos são iguais, é o que diz a lei. Todos têm direito à saúde, educação, habitações dignas. Relembrando as casas de taipa, as “escolas”, a BR116, rota de prostituição, independente da hora e da idade, e enxergando em cada rosto a felicidade de serem lembrados e respeitados, nem que seja por quinze dias, é difícil acreditar no que diz o papel. Os ideais de igualdade parecem, ainda, utopia, um sonho de pessoas alienadas que não conhecem a realidade do país. Porém, eu ainda acredito que é possível mudar. Num de nossos encontros com a comunidade de Catuji, pediram para falar sobre o projeto e de nossas “férias” na cidade. Eu resumi assim: “ estávamos ali em nome da esperança em um futuro melhor e o nosso objetivo era tentar diminuir a fome de informação que domina nossa sociedade, pois só assim as mazelas sociais poderiam ser diminuídas.”

Educação de qualidade, esse é o caminho para a mudança. Andando e conversando com as pessoas percebemos que poucas conheciam seus direitos. Uma senhora até me questionou se “velhos tinham direitos?”. É claro que têm, mas se as pessoas não sabem quais são e a importância de lutar por eles, a troca de votos por telhas, que nunca chegaram, continuarão acontecendo, o problema social se agravando e vários Felipes crescerão ignorando o que é ser cidadão.


(texto também disponível no blog "Elas e a gente")

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu quero ser amigo... amigo de Deus!

Amigo. Palavra bonita, mas ao mesmo perdida em nossos tempos. É difícil termos amigos verdadeiros que nos amam sem pedir coisas em troca, que gostem da gente, mesmo a gente sendo que nós somos.



A expressão “amigo de Deus” usada em referência a Abraão traz um grande ensinamento. Será que temos sido amigos de Deus? Gosto de pensar em coisas que me façam refletir na grandeza de Deus, e nesses últimos dias tenho observado isso. Amigo. Deus quer ser nosso amigo. Jesus quer ser nosso amigo. O Espírito Santo quer ser nosso amigo. Um Deus Triúno quer ser nosso amigo, mesmo sendo tão grande! Como posso provar isso? Ele nos ama (Jo 3.16) e isso já basta. Até porque em falar de “basta”, é a GRAÇA DE DEUS que nos basta. Graça é um favor imerecido. Somente um amigo de verdade poderia fazer isso. E mais ainda porque esse NOSSO amigo sabe quem somos. Falhos, pecadores, ingratos... E ele mesmo assim nos amou e nos ama. E creio que sempre nos amará. Independente do que façamos ou deixemos de fazer, ele sempre vai nos amar.


Que bom é (ou tentar) reconhecer que grande amor Deus tem por nós. Amor de Pai, amor de amigo. Amigo que só pede um coração que saiba disso. Amigo de Deus. Que privilégio o nosso! O mais legal é que podemos conversar com esse nosso grande amigo qualquer hora, falar o que está em nosso coração. Alegres ou tristes podemos chegar perto, porque esse Deus Triúno entregou Jesus para que pudéssemos nos achegar... Aleluia!!!!


Que essa seja uma vontade e um anseio inesgotável em nosso coração: SERMOS AMIGOS DE DEUS! Filhos que são tão chegados que viram amigos, que mantém uma intimidade profunda com o Pai. Que sejamos assim, AMIGOS DE DEUS. O primeiro passo já foi dado. Deus já nos disse: “VINDE”.

Futebol e Deus combina sim!!!!!

Recebi essa notícia por e-mail e achei muito interessante. Creio que Deus tem usado coisas que o homem acha que Deus não usa ou que "não é de Deus" para alcançar pessoas marginalizadas. Nessa notícia lemos sobre crianças na Ásia! Muito legal!!!


O campo missionário de Missões Mundiais na Malásia, no Sudeste Asiático, possui uma escola para crianças especiais, onde a missionária Aline Romão, esposa do Pr. Roberto Romão, leciona duas vezes por semana. Uma outra escola, que pertence à igreja parceira do projeto no país, passou a contar recentemente com o auxílio da missionária. A obra de Deus na Malásia conta ainda com um grupo de estudos bíblicos entre os brasileiros que entregaram suas vidas para Jesus, além do Brazil Football Centre (Centro de Futebol Brasileiro), desenvolvido pelo PEM (Programa Esportivo Missionário).

Vários torneios de futebol acontecem neste semestre na Malásia. Por isso, o Pr. Romão intensificou os trabalhos, na esperança de deixar os times do Brazil Football Centre em condições de fazer bonito nas competições. O trabalho é feito com 16 alunos especiais que, apesar das dificuldades variadas, progridem dia após dia. Os treinos são feitos numa quadra de futebol de salão, cujo dono deixou de cobrar o aluguel do espaço após assistir a um dos treinos. Ele ainda parabenizou a excelência do trabalho desenvolvido junto a este grupo de crianças marginalizadas pela sociedade malaia.

Outro grupo especial que tem a oportunidade de ouvir sobre o Evangelho enquanto aprende o futebol-arte é o de meninos refugiados de Mianmar, país também localizado no Sudeste Asiático e de maioria budista (73,3%). São 20 meninos que se reúnem todas as terças-feiras com o Pr. Roberto Romão. Antes de cada treino, sem restrições, o pastor faz uma pequena reflexão sobre a Palavra de Deus usando a linguagem do esporte.

Muitas crianças e adolescentes do Sudeste Asiático têm sido alcançados pelo Evangelho através dos esportes.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um ano atrás

Ana Paula Valadão - Só Por Amor a Ti



Antes de você ler essa mensagem, tem essa canção que nos ensina algo muito importante! Que Deus fale ao seu coração através dela!

Exatamente no dia 13 de julho de 2008. Isso. Foi um dia histórico em meus 20 anos, até então. Meu destino naquele dia era Belo Horizonte rumo ao Projeto Rondon. Relembrava com fotos e quando percebi, completou um ano da viagem que mudou radicalmente minha forma de encarar algumas coisas.

É claro que teve minha mãe, não segurando o choro em saber que seu filho mais velho ficaria duas semanas fora de casa, mas a vontade de ir em busca de algo novo era maior. E foi.

Logo na nossa partida, o sentimento de despedida tomou conta de mim. Minha mãe ficando em JF, chorando e eu, no ônibus... também com lágrimas nos olhos. É. Foi muito legal. Mas o que mais me chama a atenção desse um ano que se passou é a forma como passei a ver as coisas. Antes, preciso falar do aprendizado lá. Conviver com as crianças de Catuji (cidade que fiquei) foi fantástico. Ao mesmo tempo em que se mostravam receosas de se aproximarem, se mostravam também dispostas a conhecer gente nova, talvez pessoas que pudessem demonstrar o que é sentimento de pai ou mãe.

E realmente foi assim. Recordo de várias crianças de lá. Antes, é preciso que fique claro o porquê de eu falar das crianças. Desde 2007 eu trabalhava como voluntário na AMEB e, desde então, passei a me interessar pela causa social em favor de crianças. No Rondon, isso ficou bem à mostra, tanto que algumas pessoas do nosso grupo notavam um “Gabriel com adultos” diferentes do “Gabriel com as crianças”. Eu acabava virando o “tio”, o irmão mais velho.

Mas foi muito legal. Cada sorriso, cada momento em que passamos. No último dia, em meio a lagrimas. Que experiência! Sou muito grato a Deus por ter me permitido ir. Quem leu (ou ler) as postagens mais antigas sabe o que aconteceu antes da minha partida.

Esse ano não poderei ir ao projeto, mas me lembro com muitas saudades das duas semanas que passei em Catuji, no Norte de Minas. Quente durante o dia, gelado durante a noite. Lembro da nossa ida à mina de pedras preciosas. Me senti no Globo Repórter. Ou então do meu passeio a cavalo e minha queda (isso mesmo, caí do cavalo, literalmente)! E também da nossa ida à pequena cidade onde morava o Éder, vencedor do Soletrando do ano passado. Conhecemos pessoas empolgadas com o Projeto EJA (Educação para Jovens e Adultos). Foi muito edificante ver idosos, pessoas sem chance de serem vistas como gente buscando aprender mais, aprender a escrever, a ler... E no meio disso tudo crianças com chances tremendas de crescerem sabendo as coisas.

Foram duas semanas em que não vivi no meio de crente, de evangélico. Fora a minha companheira de grupo e as três reuniões em que fui na Igreja Batista, o único contato com gente evangélico foi através do MSN e pelo Orkut. Isso foi muito interessante. Aprendi a ser mais filho de Deus do que crente de igreja.

Quando voltei de lá, estava diferente. Tirando o “estar mais moreninho” por causa do sol durante o dia que eu só me protegia com um boné, eu me via mais disposto a passar por problemas de igreja. Sabia que a situação do mundo é bem mais difícil que nossos “probleminhas”. É. Voltei diferente. Mas sei que tudo isso foi pela graça de Deus. Ele teve seus propósitos de me levar tão longe de Juiz de Fora para ver coisas que hoje vejo aqui na cidade, mais perto do que eu imaginava.

Assim como contei na postagem do ano passado, aqui também existem os “Izaques”, “Tales”, “Guilhermes”, “Maessas” da vida para serem cuidados. Existem coisas para serem transformadas.

Não precisamos de muita coisa ano passado. Pouquíssimas vezes gastamos dinheiro ou coisas fora de cogitação. O que mais precisamos lá foi de disposição, compaixão, alegria, amor... Coisas que não se compram, coisas que Jesus nos dá através do Fruto do Espírito (Gl 5.22).

Um ano se passou. Dia 13 de julho de 2008. É. Passou e com ele voltam as saudades, mas uma coisa ficou. A VONTADE DE MUDAR. A VONTADE DE SER INSTRUMENTO PARA QUE PESSOAS VIREM SERES HUMANOS. PARA QUE EXISTAM CIDADÃOS. EXISTE ESPERANÇA. A ESPERANÇA É JESUS. ELE MORREU E RESSUSCITOU! FOI PARA QUE FOSSEMOS E CONTÁSSEMOS A TODOS. EXISTE ESPERANÇA.

E como diz o slogan do Projeto Rondon: Precisamos INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR! Que sejamos mais agentes sociais e menos, bem menos religiosos.

PS.: Tudo correu numa boa. Ida e volta. Devem ter sido umas 24 horas dentro do ônibus, somando os dois trajetos. Em meio às nossas estradas, vi o cuidado de Deus. Mais ainda sabendo que Ele cuidou de minha mãe, meu pai, meu irmão e meus amigos... É meu Pai Celestial! Fantástico!!!!

Dá-me almas

Essa canção é como uma "ilustração" da mensagem abaixo e da de cima também! Medite nessa letra!

DÁ-ME ALMAS
 chris duran - Dá-me almas


Qual seria o preço dessa multidão
Tudo o que eu tenho por uma alma só
Ouve-se um grito desesperador
O mundo em chamas clama por um pregador
Morrerias tu por elas abrindo mão dos teus desejos
Para viver grande colheita

(refrão)
Dá-me almas, dá-me vida
Dá-me águias, para encher o céu
Dá-me almas, dá-me vidas
Dá-me águias, para encher o céu

Qual seria o preço dessa multidão
Tudo o que eu tenho por uma alma só
Ouve-se um grito desesperador
O mundo em chamas clama por um pregador
Então como ouvirão se não há quem pregue almas
E o evangelho dos que anunciam a paz

Quem eles serão?

Esse texto foi publicado na edição junho/julho da revista Impacto World. É algo que tem me incomodado. Leia porque vale a pena!

“Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” Rm 10.14-15

Decepção. Essa é uma das coisas que tenho sentido constantemente quando o assunto é “igreja”. Não falo da Igreja, da Noiva de Jesus, não, mas falo da instituição humana. É de lá que ouço e vejo muitas vezes coisas que me deixa profundamente triste.

Discipulado. Essa é outra coisa que tenho recebido de Deus e tentado passar para frente. Não falo de evangelismo, mas de discipulado. Aprendi que isso é caminhar junto com os novos na fé, com quem ainda “não consegue andar sozinho”. Mas como isso causa decepção dentro da igreja. Não há discipulado. Não há entrega pelos novos na fé. Existe um “sente aí e ouça”, mas não existe um “vamos juntos”.

Me lembro de um jovem com quem tive a oportunidade de conviver. Naquela época, com 12 ou 13 anos, mais ou menos, na igreja. Mas ninguém chegou para ele e disse “vamos caminhar juntos”. Não vou julgar, mas fiquei grandemente frustrado com a igreja quando andando pelas ruas da minha região vi aquele jovem, aquele adolescente, FUMANDO. Não devia estar com mais de 16 anos, e fumando. E onde está a igreja? Cantando “hinos de prosperidade”. O mundo não precisa ouvir cânticos de prosperidade, precisa ver e sentir o amor que Deus tem por eles.

Faço a mesma pergunta que Paulo fez. Como esses adolescentes, ou até mesmo crianças verão, crerão? Não há ninguém que doe seu tempo. Os jovens, grandes discipuladores, preferem gastar seu tempo com o namoro. Nada contra o namoro, mas esse relacionamento não deve ser mais importante que vidas à beira do abismo. E aí, onde paramos?
Andando pelas ruas, veremos adolescentes e jovens fumando, se drogando. Quais? Aqueles que a igreja ignorou. Aqueles que a igreja trocou por música bonita. Aqueles que a igreja trocou por namoros. Aqueles que a igreja deixou. Ah, quem irá até esses?

Ah, e quantos órfãos espirituais estão dentro das igrejas! Mas onde estão aqueles que vão adotar esses? Onde está a nossa geração de pais espirituais? Quem vai viver com esses novos na fé? As crianças estão crescendo vendo uma coisa e ouvindo outra. O que elas serão? O que elas farão? Nossos pré-adolescentes não vão às igrejas querendo saber quem é Jesus. Vão por causa dos pais que obrigam, vão por que tem meninas ou meninos “gatinhos” e “gatinhas” por lá. Quem serão? O que farão?

Para assistir a isso é só abrirmos os olhos. Qual a geração que vai ser formada? Falta discipulado, falta aos que se julgam sãos na fé caminharem juntos com os novatos, com aqueles julgados como neófitos. É preciso conhecermos o lugar onde estamos. Abrindo os olhos, veremos crianças que são abusadas sexualmente, meninos de 10, 11 anos que “ficam”, meninas de 10 anos que já sabem tudo sobre sexo, adolescentes que fumam, bebem ou têm vida sexual ativa, jovens com vidas duplas... Vamos julgar? NÃO. Precisamos discipular. Caminhar junto. Eles estão nas igrejas, sabia? Ao nosso lado! Vamos ignorar e deixar com que caiam nas mãos de Satanás ou andar junto com eles? Mostrar como faz, não falar o que é certo somente, mas adotá-los espiritualmente.

Aquele menino que contei no início não precisava ouvir, precisava ver. E assim como ele, muitos outros dentro e aos arredores da igreja também precisam. Temo que a decepção que sinto, seja o mesmo sentimento que Deus tem. Vamos. Vamos alegrar o coração de Deus. Viver e viver o amor que Ele tem, que Jesus MOSTROU a TODOS!
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