sábado, 16 de janeiro de 2010

E no Haiti...

Fui surpreendido com a notícia do terremoto no Haiti. Eu nem tinha me dado conta total da tragédia, na quarta de manhã. (O fato aconteceu na noite de terça, horário de Brasília). Confesso que nesse início de ano tenho sido surpreendido até demais por fatos como esses. Digo isso até pelas tragédias na virada do ano em Juiz de Fora e no Brasil. Sem contar que nessa quarta um prédio caiu em JF. Situações que nos fazem parar e refletir, ou pelo menos deveriam.Quero falar mesmo sobre o Haiti. Me lembro bem de agosto de 2004. Naquele ano, enquanto eu fazia cursinho pré-vestibular, saí mais cedo da aula para ir para casa. O motivo era o amistoso entre a seleção brasileira e a seleção haitiana. Interessante era ver as reportagens sobre a esperança que aquele país tinha, e a felicidade de ver Ronaldinho Gaúcho (naquela época, “o cara”). Mas na quarta, me preparando para ir à reunião da Impacto World, ouço na TV que um terremoto atingiu o Haiti. Pensei que era apenas mais um de escala menor, mas... e agora? O que vemos do Haiti? Caos. Os repórteres que estão por lá veem isso. Vemos também quando ligamos a TV.Sinceramente me pergunto o porquê daquilo. Por que Deus permite que cerca de 50 mil pessoas morram em menos de três dias? Sinceramente sei também que estar afastado do Pai gera todo tipo de tragédia (o Haiti tem o vudu como religião predominante). Mas independente de fé ou religião, digo e sei que eles são humanos. São pessoas. Não vou julgar, nem tampouco dizer que é culpa de não serem cristãos. Ainda que seja, nossa obrigação é nos compadecermos deles. Já imaginou se fosse no Brasil? Hoje mesmo ouvi isso. Deus tenha misericórdia de nós. Mas aconteceu lá. Cheiro de morte pelas ruas. O que faremos? Veremos e veremos coisas na TV e nada faremos? Convido você que lê essa mensagem a orar e a pedir a Deus por aquele povo.É preciso muita coisa para acreditar que é possível haver reconstrução naquela situação. Me imagino lá e nem sei como ficaria. Apenas a fé de Deus e a graça dEle por nós podem nos fazer crer na restauração. Não sei o que será do Haiti, mas peço para que Deus abençoe, console e ajude aquele país. Não tenho dinheiro, não tenho poder, mas o que tenho os dou. Minha oração. E você?

Acompanhe a cobertura e outras fotos no link abaixo:

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz 2010

Ano novo, vida nova. Certo? Nem sempre. É um discurso muito bonito, mas na verdade nua e crua de muitos de nós, acabamos levando, como diz meu pastor, algumas “tranqueiras” para o novo ano. E é um fato. De certa forma, vejo que muitas dessas “tranqueiras” são coisas que permanecem contra a nossa vontade, como contas, por exemplo.
E quem me conhece percebe (ou deveria perceber) que, em muitos casos, prefiro coisas concretas, com fatos reais. E para 2010, tenho para mim que é tempo de mudar algumas coisas. É tempo de melhORAR. Isso mesmo. Precisamos melhorar. Existem pecados que ainda fazem parte da nossa vida. Existem coisas que devem ser deixadas, esquecidas.
A única coisa que pedi a Deus para esse novo ano foi para que Ele cumpra em mim Seus planos. Posso ter a certeza que são perfeitos. Cada um vai se completar no tempo certo.

O ano começou meio tenso em alguns lugares no Brasil. Não falo nem de Angra dos Reis, mas começo falando de Juiz de Fora. Alguns locais foram fortemente atingidos pela chuva que caiu durante todo o dia 31 de dezembro de 2009. Fim das contas e a iluminação inaugurada no segundo semestre do ano passado caiu. Não sei como começou, mas o fato é que um poste caiu e foi puxando os outros. O resultado foi uma “coisa” surpreendente e assustadora. Pegando carona nesses fatos, meu pastor pregou no último domingo sobre o texto lá de Filipenses 4. é por lá que fica o famoso “tudo posso naquele que me fortalece”. E ele colocou uma verdade. É muito fácil dizer isso quando tudo está bem, mas e quando um barranco cai no fundo da sua casa?
Quando acontecem fatos assim como os da virada do ano, vejo que muitas vezes não estamos preparados para viver o que Deus tem para nós. Ainda somos incrédulos demais. Será que podemos dizer como Jó e proclamar “pois eu sei que meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”? Sinceramente creio que na grande maioria dos casos, não. Perdemos nossa fé muito fácil. Perdemos a paciência muito fácil. Nos estressamos rápido demais. Ainda bem que a misericórdia de Deus se renova a cada manhã!!!
Isso faz parte do pacote para 2010. Quero ser mais filho de Deus. Menos religioso, menos “crente”, menos “evangélico”... e me render cada vez mais e mais e ser um Filho de Deus de verdade. Um dia chego lá, pela graça de Deus, para a honra Dele.

Em 2010 a revista Impacto World completa cinco anos de vida. É em abril. Há quase meia década, eu, o Betinho e o João Victor, começávamos a “revistinha”... Quem diria... Bem, o Senhor diria. E avante que Deus será exaltado através da revista Impacto World. Aproveite e acesse o nosso blog. Está aqui do lado!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

Brinquedos para todos


por Lucy Oliveira e Jeyson Rodrigues

Ricardo tinha dez anos quando descreveu, numa brincadeira com amigos, o que era o céu. Ele é mais uma entre tantas crianças que moram na favela do Vale do Reginaldo (a maior da cidade de Maceió), e que crescem sofrendo as consequências da exclusão e injustiça sociais. Talvez esse seja seu maior privilégio teológico e sua maior tragédia social. Seus dramas e dilemas cotidianos lhe possibilitaram construir uma teologia fundamentada, não nas leituras clássicas, mas na perplexidade causada pela violência que sofre por não ter seus direitos básicos assegurados. Ricardo definiu que o céu é um lugar onde há “brinquedos para todos”. Ao invés de interpretar a vida através da leitura de uma teologia do céu, fez uma teologia da terra, que não minimiza a importância da imanência, mas onde o “aqui e agora” clama por transformação.
“Brinquedos para todos” é a pureza jovem de uma teologia que transcende a transcendência. Que é alma, e também estômago. Que é espírito, mas que não quer ser invisível. Que é esperança de eternidade, mas não só para anestesiar a dor de uma vida tão morrida. Esperança de salvação, não apenas de sua alma, mas de sua vida. Vida que abrange muitos outros aspectos, para os quais se apresentaram boas novas de um evangelho que nunca se propôs restaurar só uma parte do ser humano.
O discurso e a práxis cristãs podem e devem oferecer esperança de socorro integral a um drama que é integral. “Brinquedos para todos” é o entendimento de um reino prometido que se concretiza na eternidade, mas começa aqui na Terra.
Antes de tudo, Cristo nos deixou um exemplo de não aceitação da injustiça. Ele nos deu uma missão de transformar, não só a alma, mas a vida. E não há como falar de vida sem perceber que somos seres únicos, completos, integrais. Somos uma unidade que precisa ser pensada enquanto tal.
E a transformação pode vir pela ação política sim, pela cidadania, pela ocupação dos espaços públicos de decisão. Não falamos isso apenas referindo à vinculação político partidária, mas de uma dimensão política de nossas vidas que transcende o voto, a eleição. Ela se manifesta através da percepção de si e do outro como seres iguais, merecedores do mesmo tratamento. Não é essa a mensagem da salvação?
Há vários espaços se abrindo no país para a participação popular. A internet, por exemplo, é um espaço aberto à participação, com sites e fóruns que debatem os interesses públicos. Há também ONG’s, movimentos sociais, grupos religiosos que estão saindo do conforto do sofá ou do banco da igreja e modificando sua realidade.
Políticas públicas não são apenas responsabilidade ou atribuição do Estado. Jogar a culpa nos outros é um ótimo caminho para ser omisso. Se pensarmos que o evangelho que cremos nos deixa o desafio de transformar a nossa geração, veremos que isso tem tudo a ver com transformar a nossa sociedade.
Não sejamos como Pilatos, não lavemos as mãos, deixando a vida de tantos escorrerem por entre os nossos dedos. Jesus, o Cristo, pagou o preço necessário para que o céu fosse um lugar com “brinquedos para todos”.

• Lucy Oliveira, 26 anos, é jornalista e mestranda em sociologia na Universidade Federal de Alagoas.
• Jeyson Rodrigues, 28 anos, teólogo e mestrando em Ciências da Religião, leciona no Seminário Teológico Batista de Alagoas (SETBAL).
(via Ultimato.com.br)

sábado, 5 de setembro de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Projeto Rondon 2009

Quem me acompanha (não sei se tem quem faça isso, mas enfim rsrs) sabe que ano passado participei do Projeto Rondon e indo à Catuji, no norte de Minas trouxe vários aprendizados. Esse ano não pude ir, mas uma companheira da minha turma na faculdade foi, e coincidentemente, para Catuji. A experiência dela também rendeu um bom texto que ela produziu. E estou postando o depoimento dela aqui no Vivendo também porque passamos quase as mesmas coisas e aprendi muito com a experiência que ela conta no texto. Convido você a ler também... e comentar!

PROJETO RONDON. EM NOME DA ESPERANÇA
por Sulaine Reis

Sempre escutei que os olhos são o espelho da alma. Porém, nunca tinha prestado muita atenção no olhar dos outros. Quantas vezes olhamos e não enxergamos nada? Só percebemos aquilo que não nos fere e não atrapalha o nosso caminho calmo e sereno. Ignorar é uma das maiores “virtudes” dos seres humanos. Por isso, se não enxergamos o outro, como podemos perceber seu olhar, suas necessidades?
Foi preciso enfrentar mais de dezesseis horas de viagem até Catuji, no norte de Minas Gerais, para compreender essa sutileza da vida. Quantos olhares nós do Rondon despertamos? Olhares de admiração, desconfiança, carinho, medo. Olhares de pessoas acostumadas a não serem enxergadas e, por isso mesmo, algumas se escondiam e outras nos seguiam encantadas com tamanho movimento e disposição. Afinal, foram muitas pinguelas e cercas para atravessar.

No assentamento da Fumaça, zona rural da cidade, o pequeno Mateus venceu o receio inicial e nos conduziu pelas trilhas do local até a casa de seus primos. Cinco crianças, a mais velha com onze anos, cuidando uns dos outros enquanto os pais trabalhavam na cidade. Assim como Mateus, as crianças em idade escolar frequentam a escola da comunidade. Na verdade, a “escola” é uma sala cedida por um casal do local. Dezessete crianças, de diferentes idades, dividem-se entre seis carteiras, um sofá velho e o chão e tentam aprender.

Apesar de terrível, a situação nem de longe foi a pior vista na cidade. Às margens da BR116, crianças e adolescentes não esperavam nem o manto da noite para irem para o acostamento. Os caminhões, quase em fila, diminuíam a velocidade, paravam e “recolhiam” uma menina. Detalhe, o relógio ainda não marcava seis horas da noite.
Já a escuridão, dispensável para o exercício da “profissão mais antiga do mundo”, era companheira constante de uma família em Formoso, outro distrito de Catuji. Um casebre de dois cômodos é a moradia de sete pessoas: cinco crianças e dois adultos. Para iluminar o ambiente um fogão à lenha, que parecia expelir toda a fumaça do mundo, e uma lâmpada no centro da casa. Marretas abriram pequenos orifícios para a entrada de ar e mãos varreram, lavaram e limparam o local, tentando recuperar um pouco da dignidade humana perdida.

Quando achávamos que já tínhamos visto tudo, nos aparece Felipe. Nove anos de idade e muita responsabilidade. Seja no pasto, às cinco da manhã, ou nas ruas de Catuji vendendo picolé, o menino derrubou todas as nossas defesas. Ele chegou até nós no sábado. Vinha com a avó, pois soube que estávamos “distribuindo comida”. Na verdade, o que tínhamos era cachorro-quente e refrigerante, o lanche dado para as crianças na tarde de lazer organizada pela equipe do Rondon.
Ao visitar a casa dele, depois de andar mais de 3 km pela BR116, o quadro se tornou mais assustador. Duas crianças doentes com bronquite, outro fogão à lenha e sua fumaça e uma mãe que, por não ter relógio, não sabia quando deveria medicar a criança que ela tinha levado ao médico. A solução encontrada? Usar a programação da TV para definir os horários dos remédios.
Na cozinha, enquanto conversávamos, Felipe cuidava da comida dos irmãos. Na panela o menino cozinhava macarrão. Os adultos responsáveis? Uma senhora de sessenta anos, lavadeira de profissão, e uma moça de vinte e cinco anos, mãe de cinco filhos. O que fazer? O que falar? Da mãe conseguimos a promessa de levar o outro filho doente ao médico, arrumar a chaminé do fogão e ser a mãe dessa família. Já Felipe nos prometeu voltar a estudar, apesar das mais de cinquenta faltas.

Todos são iguais, é o que diz a lei. Todos têm direito à saúde, educação, habitações dignas. Relembrando as casas de taipa, as “escolas”, a BR116, rota de prostituição, independente da hora e da idade, e enxergando em cada rosto a felicidade de serem lembrados e respeitados, nem que seja por quinze dias, é difícil acreditar no que diz o papel. Os ideais de igualdade parecem, ainda, utopia, um sonho de pessoas alienadas que não conhecem a realidade do país. Porém, eu ainda acredito que é possível mudar. Num de nossos encontros com a comunidade de Catuji, pediram para falar sobre o projeto e de nossas “férias” na cidade. Eu resumi assim: “ estávamos ali em nome da esperança em um futuro melhor e o nosso objetivo era tentar diminuir a fome de informação que domina nossa sociedade, pois só assim as mazelas sociais poderiam ser diminuídas.”

Educação de qualidade, esse é o caminho para a mudança. Andando e conversando com as pessoas percebemos que poucas conheciam seus direitos. Uma senhora até me questionou se “velhos tinham direitos?”. É claro que têm, mas se as pessoas não sabem quais são e a importância de lutar por eles, a troca de votos por telhas, que nunca chegaram, continuarão acontecendo, o problema social se agravando e vários Felipes crescerão ignorando o que é ser cidadão.


(texto também disponível no blog "Elas e a gente")

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu quero ser amigo... amigo de Deus!

Amigo. Palavra bonita, mas ao mesmo perdida em nossos tempos. É difícil termos amigos verdadeiros que nos amam sem pedir coisas em troca, que gostem da gente, mesmo a gente sendo que nós somos.



A expressão “amigo de Deus” usada em referência a Abraão traz um grande ensinamento. Será que temos sido amigos de Deus? Gosto de pensar em coisas que me façam refletir na grandeza de Deus, e nesses últimos dias tenho observado isso. Amigo. Deus quer ser nosso amigo. Jesus quer ser nosso amigo. O Espírito Santo quer ser nosso amigo. Um Deus Triúno quer ser nosso amigo, mesmo sendo tão grande! Como posso provar isso? Ele nos ama (Jo 3.16) e isso já basta. Até porque em falar de “basta”, é a GRAÇA DE DEUS que nos basta. Graça é um favor imerecido. Somente um amigo de verdade poderia fazer isso. E mais ainda porque esse NOSSO amigo sabe quem somos. Falhos, pecadores, ingratos... E ele mesmo assim nos amou e nos ama. E creio que sempre nos amará. Independente do que façamos ou deixemos de fazer, ele sempre vai nos amar.


Que bom é (ou tentar) reconhecer que grande amor Deus tem por nós. Amor de Pai, amor de amigo. Amigo que só pede um coração que saiba disso. Amigo de Deus. Que privilégio o nosso! O mais legal é que podemos conversar com esse nosso grande amigo qualquer hora, falar o que está em nosso coração. Alegres ou tristes podemos chegar perto, porque esse Deus Triúno entregou Jesus para que pudéssemos nos achegar... Aleluia!!!!


Que essa seja uma vontade e um anseio inesgotável em nosso coração: SERMOS AMIGOS DE DEUS! Filhos que são tão chegados que viram amigos, que mantém uma intimidade profunda com o Pai. Que sejamos assim, AMIGOS DE DEUS. O primeiro passo já foi dado. Deus já nos disse: “VINDE”.

Futebol e Deus combina sim!!!!!

Recebi essa notícia por e-mail e achei muito interessante. Creio que Deus tem usado coisas que o homem acha que Deus não usa ou que "não é de Deus" para alcançar pessoas marginalizadas. Nessa notícia lemos sobre crianças na Ásia! Muito legal!!!


O campo missionário de Missões Mundiais na Malásia, no Sudeste Asiático, possui uma escola para crianças especiais, onde a missionária Aline Romão, esposa do Pr. Roberto Romão, leciona duas vezes por semana. Uma outra escola, que pertence à igreja parceira do projeto no país, passou a contar recentemente com o auxílio da missionária. A obra de Deus na Malásia conta ainda com um grupo de estudos bíblicos entre os brasileiros que entregaram suas vidas para Jesus, além do Brazil Football Centre (Centro de Futebol Brasileiro), desenvolvido pelo PEM (Programa Esportivo Missionário).

Vários torneios de futebol acontecem neste semestre na Malásia. Por isso, o Pr. Romão intensificou os trabalhos, na esperança de deixar os times do Brazil Football Centre em condições de fazer bonito nas competições. O trabalho é feito com 16 alunos especiais que, apesar das dificuldades variadas, progridem dia após dia. Os treinos são feitos numa quadra de futebol de salão, cujo dono deixou de cobrar o aluguel do espaço após assistir a um dos treinos. Ele ainda parabenizou a excelência do trabalho desenvolvido junto a este grupo de crianças marginalizadas pela sociedade malaia.

Outro grupo especial que tem a oportunidade de ouvir sobre o Evangelho enquanto aprende o futebol-arte é o de meninos refugiados de Mianmar, país também localizado no Sudeste Asiático e de maioria budista (73,3%). São 20 meninos que se reúnem todas as terças-feiras com o Pr. Roberto Romão. Antes de cada treino, sem restrições, o pastor faz uma pequena reflexão sobre a Palavra de Deus usando a linguagem do esporte.

Muitas crianças e adolescentes do Sudeste Asiático têm sido alcançados pelo Evangelho através dos esportes.
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