sábado, 7 de agosto de 2010

Ela nos masturba

O texto abaixo não é meu, mas li, achei interessante, me identifiquei com algumas coisas e acho que mais gente vai gostar também!

Não precisamos ir longe no tempo para lembrar da época em que os adolescentes (e isso me inclui), disfarçadamente iam até uma banca de jornal e fingiam que estavam vendo uma revista de carro ou de notícia e ficavam olhando de lado as revistas eróticas da banca.

Lembro-me de negociar a preços absurdos revista de mulher pelada com amigos de escola para levar apenas por um dia para a casa e devolver no dia seguinte.

A curiosidade e a vontade quase irresistível de ver mulher pelada para mim, um adolescente na época, fazia eu deixar de lado os princípios que meus pais tinham me passado. Era muito tempo correndo atrás de uma revista, ou muito tempo esperando algum peitinho na TV para poucos segundos de prazer.

A masturbação estava muito mais no campo da fantasia, do que ouvíamos falar do que no campo visual, pois não era fácil adquirir um material erótico ou pornográfico.

Mas hoje não precisa mais correr atrás de nada, não precisa procurar algo na mídia para depois se masturbar, pois ela já faz isso para nós.

Somos bombardeados com tanto erotismo e pornografia da mídia, que a nossa mente já está sendo masturbada até mesmo de tarde, em novelas ou filmes. Esses dias peguei um ônibus interestadual e fiquei envergonhado com o filme que estava passando. Sem contar a internet, pois não passo um dia sem receber uns 15 e-mails sobre sites eróticos e Viagra. Não sou um cara legalista e fundamentalista, mas hoje nem precisa ser cristão para saber que a mídia já passou dos limites há muito tempo.

Hoje não é mais o adolescente que vai procurar algo na mídia para se masturbar, é a mídia que faz isso para ele. Ele só chega em casa e descarrega o que já fizeram na escola com conversas e capas de cadernos, outdoors, na internet e em casa na TV. A mídia sabe que se colocar mulheres seminuas dançando nos programas de TV, ou nos comerciais, aumenta a audiência.

Sempre achei a luta contra a masturbação difícil para os adolescentes, mas hoje ficou quase impossível, pois ele não precisa mais correr atrás, está cada vez mais difícil encontrar um lugar não erotizado pelos meios de comunicação.

Por isso não acredito que continuar apenas colocando pressão no indivíduo vai dar resultados, temos que agir coletivamente também. Não podemos apenas apagar o fogo, mas agir preventivamente antes que ele receba uma lavagem cerebral sexual.

Precisamos lutar contra o abuso da exibição sexual em nossas escolas, outdoors, TV, internet, revistas, sem cair no moralismo legalista, mas através de um movimento que mostre que o erotismo é importante, mas tem seu lugar: entre adultos no relacionamento a dois (casamento).

Por isso lutamos, o sexxxchuch, as missões como Jovens da Verdade, entre outras contra a banalização do sexo e da sexualidade humana. 

Li no blog do Marcos Botelho, gostei e publico aqui!

Crentes na Copa do Mundo...

Crente vuvuzela: tem a boca grande, mas depende do outro para se expressar.

Crente vuvuzela2: é insuportável, mas aceito nos grandes grupos.

Crente jabulani: traiçoeiro quando alguém lhe bate com força.

Crente Mick Jagger: lider de Banda, mas fora dela dá um azar danado.

Crente Felipe Melo: é luterano e vive declarando “Sola Scriptura, Sola Gratia; Sola Fide, Sola, Sola, Sola!"

Crente Dunga: só trabalha com evangélicos.

Crente Polvo Paul: vive de apontar vitórias; gesticula tanto que parece ter oito braços; é pegajoso e afirma que sua voz é a voz de Deus.

Crente Maradona: beija tudo que é irmão, pois sabe que um dia voltará ao pó.

Crente Ganso: tem muito talento, mas não tem chamado.

Crente Larissa Riquelme: tem peito prá crer no impossível. 

Vi no Verticontes e resolvi copiar aqui!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

De volta à blogosfera!!!

Me mantive ausente por aqui desde janeiro (como você vê na postagem abaixo). Simplesmente não lembrava minha senha, a qual tinha trocado, rsrs. Mas em um momento sei lá como, relembrei! Deus é bom... justamente três dias depois da minha formatura! Isso mesmo, agora jornalista! Logo logo minhas postagens voltarão para esse espaço... por enquanto é isso!!!

E também tô vivendo na twittosfera: me sigam lá também: www.twitter.com/gab_nascimento

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Exemplos... o que seríamos sem eles?


A cada dia vou aprendendo mais e mais sobre algumas coisas. Graças a Deus olho para mim mesmo e vejo que amadureci em muita coisa. A forma de pensar, de agir, enfim, Deus tem me transformado, ainda que muita coisa precise de ajustes, sei que até aqui o Senhor tem me ajudado.

No sábado, mais uma lição. Exemplos. Em 2009, a Igreja que frequento passou por várias mudanças, sendo algumas muito dolorosas. E muitos desanimaram, outros ficaram na mesma e outros empolgaram mais. Acho que estou nesse último pacote. Exemplos. O que seria de nós sem eles? O que quero destacar é a importância das pessoas mais velhas na igreja. Tenho conversado muito com os mais velhos lá na igreja. E tenho aprendido muito. São cristãos de 30 anos de caminhada e por aí vai. Devem saber bem o que é ser crente. E me surpreendo quando ouço testemunhos sobre essa caminhada e como vivenciaram que Deus é maior que os problemas. Diante da saída de alguns membros de lá, algumas dessas pessoas com quem falo certos medos e opiniões que tenho me deixam tranquilo.

Exemplos. Sei muito bem que não são perfeitos. Tem uma senhora de 81 anos lá que ontem mesmo tive que dizer o que estava no meu coração. Fico feliz a cada domingo que vejo ela na igreja. Ela que nem tanta saúde para chegar ao prédio está lá todo dia. Acho que é por aí. Não vou avaliar a intimidade dela com Deus, nem bem nem mal, mas que exemplo. Acho que a Igreja evangélica brasileira precisa de exemplos. Exemplos imperfeitos, mas que são exemplos. Que nos mostram que é possível sim viver para Cristo, mesmo quando as coisas dizem que não.

O legal é quando a gente chega a um ponto de ser mais maduro que eles. Não sei quando vou chegar lá, mas enquanto isso vou tendo os exemplos a quem sigo. Oro por eles e agradeço a Deus por levantar pessoas assim na igreja e do meu convívio. Outro detalhe: estou numa fase muito interessante. Se por um lado vejo esses exemplos para mim, por outro sei que sou ou serei exemplo para os mais novos que eu. Oro e peço a Deus, que eu possa estar nesse pacote. Para que todos vejam, para todo olho veja que o Senhor é Deus. Que Jesus é Rei. Que é possível sim viver a cada dia intensamente a vida que Jesus conquistou para nós. Difícil? Sim, mas possível. Que Deus levante exemplos.

Não posso deixar de lembrar que o MAIOR exemplo que temos é Jesus. Nosso alvo, nossa razão. O motivo pelo qual podemos avaliar se a pessoa, se o ser humano é exemplo. Exemplo humano é aquele que tem Jesus como alvo, razão, motivo, motivação... Que o Senhor nos faça exemplos.

sábado, 16 de janeiro de 2010

E no Haiti...

Fui surpreendido com a notícia do terremoto no Haiti. Eu nem tinha me dado conta total da tragédia, na quarta de manhã. (O fato aconteceu na noite de terça, horário de Brasília). Confesso que nesse início de ano tenho sido surpreendido até demais por fatos como esses. Digo isso até pelas tragédias na virada do ano em Juiz de Fora e no Brasil. Sem contar que nessa quarta um prédio caiu em JF. Situações que nos fazem parar e refletir, ou pelo menos deveriam.Quero falar mesmo sobre o Haiti. Me lembro bem de agosto de 2004. Naquele ano, enquanto eu fazia cursinho pré-vestibular, saí mais cedo da aula para ir para casa. O motivo era o amistoso entre a seleção brasileira e a seleção haitiana. Interessante era ver as reportagens sobre a esperança que aquele país tinha, e a felicidade de ver Ronaldinho Gaúcho (naquela época, “o cara”). Mas na quarta, me preparando para ir à reunião da Impacto World, ouço na TV que um terremoto atingiu o Haiti. Pensei que era apenas mais um de escala menor, mas... e agora? O que vemos do Haiti? Caos. Os repórteres que estão por lá veem isso. Vemos também quando ligamos a TV.Sinceramente me pergunto o porquê daquilo. Por que Deus permite que cerca de 50 mil pessoas morram em menos de três dias? Sinceramente sei também que estar afastado do Pai gera todo tipo de tragédia (o Haiti tem o vudu como religião predominante). Mas independente de fé ou religião, digo e sei que eles são humanos. São pessoas. Não vou julgar, nem tampouco dizer que é culpa de não serem cristãos. Ainda que seja, nossa obrigação é nos compadecermos deles. Já imaginou se fosse no Brasil? Hoje mesmo ouvi isso. Deus tenha misericórdia de nós. Mas aconteceu lá. Cheiro de morte pelas ruas. O que faremos? Veremos e veremos coisas na TV e nada faremos? Convido você que lê essa mensagem a orar e a pedir a Deus por aquele povo.É preciso muita coisa para acreditar que é possível haver reconstrução naquela situação. Me imagino lá e nem sei como ficaria. Apenas a fé de Deus e a graça dEle por nós podem nos fazer crer na restauração. Não sei o que será do Haiti, mas peço para que Deus abençoe, console e ajude aquele país. Não tenho dinheiro, não tenho poder, mas o que tenho os dou. Minha oração. E você?

Acompanhe a cobertura e outras fotos no link abaixo:

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz 2010

Ano novo, vida nova. Certo? Nem sempre. É um discurso muito bonito, mas na verdade nua e crua de muitos de nós, acabamos levando, como diz meu pastor, algumas “tranqueiras” para o novo ano. E é um fato. De certa forma, vejo que muitas dessas “tranqueiras” são coisas que permanecem contra a nossa vontade, como contas, por exemplo.
E quem me conhece percebe (ou deveria perceber) que, em muitos casos, prefiro coisas concretas, com fatos reais. E para 2010, tenho para mim que é tempo de mudar algumas coisas. É tempo de melhORAR. Isso mesmo. Precisamos melhorar. Existem pecados que ainda fazem parte da nossa vida. Existem coisas que devem ser deixadas, esquecidas.
A única coisa que pedi a Deus para esse novo ano foi para que Ele cumpra em mim Seus planos. Posso ter a certeza que são perfeitos. Cada um vai se completar no tempo certo.

O ano começou meio tenso em alguns lugares no Brasil. Não falo nem de Angra dos Reis, mas começo falando de Juiz de Fora. Alguns locais foram fortemente atingidos pela chuva que caiu durante todo o dia 31 de dezembro de 2009. Fim das contas e a iluminação inaugurada no segundo semestre do ano passado caiu. Não sei como começou, mas o fato é que um poste caiu e foi puxando os outros. O resultado foi uma “coisa” surpreendente e assustadora. Pegando carona nesses fatos, meu pastor pregou no último domingo sobre o texto lá de Filipenses 4. é por lá que fica o famoso “tudo posso naquele que me fortalece”. E ele colocou uma verdade. É muito fácil dizer isso quando tudo está bem, mas e quando um barranco cai no fundo da sua casa?
Quando acontecem fatos assim como os da virada do ano, vejo que muitas vezes não estamos preparados para viver o que Deus tem para nós. Ainda somos incrédulos demais. Será que podemos dizer como Jó e proclamar “pois eu sei que meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”? Sinceramente creio que na grande maioria dos casos, não. Perdemos nossa fé muito fácil. Perdemos a paciência muito fácil. Nos estressamos rápido demais. Ainda bem que a misericórdia de Deus se renova a cada manhã!!!
Isso faz parte do pacote para 2010. Quero ser mais filho de Deus. Menos religioso, menos “crente”, menos “evangélico”... e me render cada vez mais e mais e ser um Filho de Deus de verdade. Um dia chego lá, pela graça de Deus, para a honra Dele.

Em 2010 a revista Impacto World completa cinco anos de vida. É em abril. Há quase meia década, eu, o Betinho e o João Victor, começávamos a “revistinha”... Quem diria... Bem, o Senhor diria. E avante que Deus será exaltado através da revista Impacto World. Aproveite e acesse o nosso blog. Está aqui do lado!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

Brinquedos para todos


por Lucy Oliveira e Jeyson Rodrigues

Ricardo tinha dez anos quando descreveu, numa brincadeira com amigos, o que era o céu. Ele é mais uma entre tantas crianças que moram na favela do Vale do Reginaldo (a maior da cidade de Maceió), e que crescem sofrendo as consequências da exclusão e injustiça sociais. Talvez esse seja seu maior privilégio teológico e sua maior tragédia social. Seus dramas e dilemas cotidianos lhe possibilitaram construir uma teologia fundamentada, não nas leituras clássicas, mas na perplexidade causada pela violência que sofre por não ter seus direitos básicos assegurados. Ricardo definiu que o céu é um lugar onde há “brinquedos para todos”. Ao invés de interpretar a vida através da leitura de uma teologia do céu, fez uma teologia da terra, que não minimiza a importância da imanência, mas onde o “aqui e agora” clama por transformação.
“Brinquedos para todos” é a pureza jovem de uma teologia que transcende a transcendência. Que é alma, e também estômago. Que é espírito, mas que não quer ser invisível. Que é esperança de eternidade, mas não só para anestesiar a dor de uma vida tão morrida. Esperança de salvação, não apenas de sua alma, mas de sua vida. Vida que abrange muitos outros aspectos, para os quais se apresentaram boas novas de um evangelho que nunca se propôs restaurar só uma parte do ser humano.
O discurso e a práxis cristãs podem e devem oferecer esperança de socorro integral a um drama que é integral. “Brinquedos para todos” é o entendimento de um reino prometido que se concretiza na eternidade, mas começa aqui na Terra.
Antes de tudo, Cristo nos deixou um exemplo de não aceitação da injustiça. Ele nos deu uma missão de transformar, não só a alma, mas a vida. E não há como falar de vida sem perceber que somos seres únicos, completos, integrais. Somos uma unidade que precisa ser pensada enquanto tal.
E a transformação pode vir pela ação política sim, pela cidadania, pela ocupação dos espaços públicos de decisão. Não falamos isso apenas referindo à vinculação político partidária, mas de uma dimensão política de nossas vidas que transcende o voto, a eleição. Ela se manifesta através da percepção de si e do outro como seres iguais, merecedores do mesmo tratamento. Não é essa a mensagem da salvação?
Há vários espaços se abrindo no país para a participação popular. A internet, por exemplo, é um espaço aberto à participação, com sites e fóruns que debatem os interesses públicos. Há também ONG’s, movimentos sociais, grupos religiosos que estão saindo do conforto do sofá ou do banco da igreja e modificando sua realidade.
Políticas públicas não são apenas responsabilidade ou atribuição do Estado. Jogar a culpa nos outros é um ótimo caminho para ser omisso. Se pensarmos que o evangelho que cremos nos deixa o desafio de transformar a nossa geração, veremos que isso tem tudo a ver com transformar a nossa sociedade.
Não sejamos como Pilatos, não lavemos as mãos, deixando a vida de tantos escorrerem por entre os nossos dedos. Jesus, o Cristo, pagou o preço necessário para que o céu fosse um lugar com “brinquedos para todos”.

• Lucy Oliveira, 26 anos, é jornalista e mestranda em sociologia na Universidade Federal de Alagoas.
• Jeyson Rodrigues, 28 anos, teólogo e mestrando em Ciências da Religião, leciona no Seminário Teológico Batista de Alagoas (SETBAL).
(via Ultimato.com.br)
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