quinta-feira, 23 de outubro de 2008

CACHOEIRAS... O QUE SERIA DELAS...

Li certa vez que a vida cristã é cheia de altos e baixos. Pensei, pensei e concordei. Isso tem uma certa lógica, até mesmo porque têm dias que estamos todos “espirituais”, porém dias em que estamos, como disse Paulo, carnais.


Pois bem, mas não deixo de ter em mente (e no coração) o que o mesmo Paulo disse: “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Está lá em Romanos 8.28 e está lá para ser lido e vivido. Não posso pensar que em momentos de baixa espiritual, Deus não está comigo, ou então que tudo vai de mal a pior. Também não posso acreditar que não tem nada a ver, ou indo para outro extremo, achar que o diabo está me possuindo. Como assim?! Temos que ir com calma.


É preciso lembrar que já estamos no chão, caídos, então porque lamentar? Já foi! Mas tem um detalhe: o diabo sabe que você (salvo e que crê no sangue de Jesus derramado por nós) já é mais que vencedor, portanto ele quer cegar e fazer-nos achar que não somos amados de Deus; assim nos levar para o extremo de que Deus não está conosco. Outra, achar que estamos possessos não pode ser encarado como uma total verdade. Acredito, de acordo com a Bíblia, que se Deus é por nós, quem será contra nós. Não posso pensar que estou possesso. É muito radical. Posso sim precisar de me santificar em tal área, dando brechas para o diabo me atacar, mas ele tomar posse do meu corpo é demais.


PS. Em casos de igrejas com crentes que esses manifestam demônios penso que esse ainda não se converteu de verdade, libertação é uma só, o processo é de santificação. Quando dizemos que somos livres todos os dias, na verdade, estamos tomando posse do que Jesus já conquistou. O problema é que muitas vezes nos esquecemos que o sacrifício de Jesus foi eficiente de uma vez só, que foi eficaz… Que possamos nos lembrar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Jo 8.36


Tudo bem, e pensando nisso, recebi um slide muito interessante. Sabe aquilo que você recebe quando mais precisa? Desses! E dizia sobre as cachoeiras... o que tem a ver? Bem… Vamos pensar... o que caracteriza a cachoeira é a queda d’água, certo? Mas a água bate em quê? Muito bem, nas pedras! Quando pensamos em pecado, baixa espiritual, temos a imagem de pedras no nosso caminho, não é mesmo? Mas o que seria da cachoeira sem as pedras? E vou mais além, quando falamos em Espírito Santo, temos a imagem de quê? Essa é mais difícil, mas podemos ter a concepção de água... águas que fluem em nosso interior... Não é o mesmo que acontece com a cachoeira?


Perfeito! Nossa vida não seria a mesma sem pedras no caminho. Sem quedas. Por incrível que pareça é bíblico. Salmos. Que livro bom de se ler, não é mesmo? Mas, por exemplo, um dos mais bonitos, o de número 51, Davi o escreveu depois de se arrepender de ter cometido o adultério com a Bate-Seba. (2 Sm 12.1-14) Foi uma pedra que nos deu uma bela cachoeira... Davi, um homem de Deus, mas que vacilou... Mas muitos (eu, por exemplo), já foram abençoados através do Salmo 51...


Pelo nosso bom senso pedras não deveriam existir ali na queda d’água, mas Deus faz coisas extraordinárias. Só damos valor às cachoeiras, por causa do impacto que a água tem quando bate na pedra... Muitos só verão a glória de Deus em nossas vidas, quando Seu Espírito Santo (água viva) impactar sobre nossas fraquezas (pedras).


Se queremos ser usados, precisamos ter no coração que “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” (Fp 2.13)...

COMO MANANCIAL...

Muitas vezes diante da derrota aparente, nos vemos em uma sinuca com várias perguntas: “Por quê?”, “Mas eu fiz isso...” e assim vai. Em uma dessas situações refleti. “O Senhor sabe!” Só nisso consegui pensar. E depois fui ver por que. Às vezes, nossa vida vai ficando meio sem sal e Deus (por que Ele sabe) permite nossos deslizes para pensarmos que precisamos d’Ele. Realmente precisamos, mas nessas horas vemos que nosso lado é crítico. E sabe o que mais? Deus quer nos usar mais do que nós pensamos. Disso eu tenho certeza! Sei que existe algo para ser feito. Mas sabe qual é o problema? Nossa vida, nossos problemas, nossas ansiedades... Na verdade somos nós que muitas vezes barramos o fluir de Deus através de nós. É sério. Em algumas vezes, quando fui ao púlpito para pregar, eu pensava que não daria conta, que não poderia “empolgar” por vários motivos... e aí? A sensação, nessas vezes era de que eu não tinha conseguido deixar fluir. Sabia depois que tinha gente que fora abençoada pelas palavras, mas sabe aquele negócio de que Deus queria fazer mais? Pois é! Culpa minha. O problema é quando passamos a olhar para nós mesmos. Em Isaías 58.10 e 11 diz assim... “E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.” É como se acontecesse o contrário. Ao invés de secarmos por nos entregarmos e darmos o que temos, acontece o contrário, Deus nos faz como um manancial. É muito louco, mas acontece isso! Daí posso entender o motivo dos nossos pecados em meio à vida sem sal. Se vamos, cumprindo o Ide, o Senhor faz com que nossa escuridão seja como o meio-dia, mas se ficamos... olhando para nós mesmos, nossos problemas... dá nisso, pecamos e não sabemos por que. Mas se vamos, somos feitos como um manancial cujas águas jamais faltam. Não existe porque de entrarmos em crise. A chave para sermos cheios é nos esvaziarmos pelo outro. É fácil? Não, mas Deus nos ensina a cada dia como sermos filhos que vão. Se queremos ser como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam, que possamos deixar Deus cuidar inteiramente de nós, enquanto abençoamos outros. Fazendo assim, vamos nos surpreender!!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

OLÁ MUNDO!!!

EM BREVE VOLTO A POSTAR MENSAGENS AQUI NO BLOG...
DEUS TEM TRATADO MUITO COMIGO, ESTÁ SENDO ALGO MAIS PESSOAL, MAS ASSIM QUE EU ESCREVER VOU POSTAR NO VIVENDO...
ENQUANTO ISSO, LEIA AQUILO QUE VOCÊ AINDA NÃO LEU...
PS: Não clique em links que eu não tenha descrito para onde vai. Só acesse o que eu recomendar na postagem...

sábado, 2 de agosto de 2008

PROJETO RONDON - 13º e último dia - Sábado... DESPEDIDAS E LÁGRIMAS

O grande detalhe seria: IRÍAMOS EMBORA! Só às oito da noite, mas iríamos! Acabamos passando quase o dia com o Tales e o Guilherme. O dia estava meio nublado. Pela manhã fomos (por causa de ficar em casa durante o baile) limpar o salão que teve o baile... Não foi um castigo, nós que escolhemos. O dia foi de arrumarmos as coisas. Depois fui com o pessoal (uma parte) entregar o dinheiro do baile e do bingo (tudo deu 425 reais) para o pastor da Igreja Batista que depositaria a grana. Isso já devia ser lá pelas 3, 4 da tarde. O restante do dia foi livre. De repente o pessoal foi resolver umas coisas e fiquei na praça com os meninos... lembro deles: o Tales, Guilherme, Marcos Júnior... e quem eu vejo? O Gabriel... Tiramos umas fotos de lembrança e depois eu precisava cumprir uma palavra: visitar a dona Terezinha. Lá fomos eu, Tales e Guilherme. Eles sabiam que eu era crente, mas acho que não imaginavam o que eu faria lá... Conversamos e depois eu orei... nós quatro. Eu, dona Terezinha, Tales e Guilherme. Orei por todos eles... Foi edificante. Voltando para casa lá pelas 6 da tarde já pintava aquele clima total de despedida... Eu na Internet conversava com a Nayara, de JF. Em Catuji, ao meu lado... Tales e Guilherme. Depois chegaram Elenízia, mãe do Tales, Darley e o pequeno Izaque. Foram momentos legais... mostrei fotos do meu orkut para eles... Acabou que afinei ainda mais os laços com eles. Pois bem... o tempo passou rápido e veio o ônibus... Queria destacar também que, enquanto eu conversava com o Izaque, eu perguntei se ele queria ir embora com a gente... A resposta? "se minha mãe deixasse eu iria..." Ele mora com a mãe e a prima. Pois bem... na hora de ir embora, conhecemos a mãe do Guilherme, a Lourdes... crente da "Deus é Amor"... (PS. Lembra da Bianca? Ela também ficou muito colada no Tales e no Guilherme, até chorou na hora de ir embora. Contei na sexta passada do bar e, que ela tinha me falado que sua mãe é crente da... Deus é Amor... Pois é, quando ela soube que a mãe do Guilherme era da mesma denominação que a mãe dela... lágrimas rolaram e penso que Deus tocou profundamente nela... que bom!) Tá! Hora de ir embora... Eu já estava com saudade. Mas segurava o choro. Fomos até a praça a pé... me despedi do Marcos, da Maessa e dos seus pais... na praça estavam nós. O Izaque era o único sem a mãe ali... Quando o ônibus veio... Suas lágrimas tomaram conta do rosto do pequenino grande homem de 8 anos... Ele não tinha demonstrado nenhum sentimento de frustração até aquele momento... Nós estávamos indo embora... E eu e a minha professora quase o adotamos, rsrs. Puxa... Dizia que oraria por ele. E dei um último recado para ele: estuda, hein! Talvez o que mais me tocou na hora da despedida foi isso... as lágrimas do Izaque. E mais... depois, quando já estávamos no ônibus, o Tales também começou a chorar, o Guilherme, estava com um rosto de saudade! Puxa... sinto saudades deles... às vezes nos sentimos tão inúteis... e Deus nos leva a lugares como esses!
Talvez a maior lembrança que trouxe para JF de lá foram aquelas lágrimas. Deixamos saudades. Eles deixaram saudades. Lembranças agora só pelas inúmeras fotos, mas algo que disse para o Izaque era que a maior lembrança fica no coração... Sonho em voltar lá um dia, e sei que Deus fará brotar...
Quando eu pensei que tinha acabado as lições com os "kids", em Itaipé, lugar que tinha ficado o grupo liderado pelo Hora, Deus me deu mais uma lição... O Hora tem um filho, o Robson (ou Robinho, Minutinho, rsrs) e qual não foi minha surpresa? Ele tinha ido (isso eu já sabia, oras) e na hora que chegaram lá, ele conheceu um menino de lá... parecia que virariam grandes amigos... Viraram! Eram lágrimas e mais lágrimas... de um menino de 8 anos. Saudades do amigo... eu dizia para ele que a maior lembrança estava no coração... e depois o Hora falou com ele, e ficou tudo numa boa... mas que lição!
Passamos em Novo Oriente de Minas. E pegamos a estrada! Destino: Teófilo Otoni, João Monlevade, Belo Horizonte. E assim foi. De BH, com parada em Barbacena e JF city... Minha mãe me esperava... que bom voltar para casa!
Muitas lições tiro do Rondon 2008... Entre elas, o viver em grupo é a que mais pesou. Lembranças? Me lembro das palavras que saíram de minha boca: a maior lembrança está no coração... Mas sempre que vejo as fotos, vem a saudade... mas Deus sabe... Ele sabe... Um dia, quem sabe... Lembra das lágrimas? Pois é...

PROJETO RONDON - 11º DIA - 5ª FEIRA.... CIDADANIA EM AÇÃO

Pela manhã, uma parte foi até a fábrica de iogurte... Fui e no final ganhamos iogurte de graça... Bom demais!!! Enquanto isso, parte do pessoal corria atrás de prêmios para o bingo beneficente da sexta e dos detalhes para plantação de mudas e os últimos preparativos para o baile, também beneficente. À tarde, ficamos preparando palestras para a noite. Eu e o Marcelo palestraríamos sobre Educação e Cidadania. Gostei do tema... Na hora da palestra (seria uma seqüência: Educação e Cidadania, Cultura, Meio Ambiente e Saúde.) enquanto eu falava, só saiam palavras de incentivo do tipo "eu posso mudar". Coisas que tenho aprendido com Deus. Cidadania é saber que somos parte de um todo, que somos responsáveis pelo todo. Feito tudo isso, fizemos um lanche e fomos dormir...

PROJETO RONDON - 12º DIA - 6ª FEIRA... BINGO E.... O BAILE

Era o último dia de trabalho. Estava com saudade de casa. Mas se precisasse eu continuaria ali. Sempre que eu saía na rua e encontrava com alguma criança que tinha tido contato... conversávamos. Que legal. Na sexta, pela manhã, ficamos (parte) em casa arrumando os prêmios do bingo. O pessoal conseguiu juntar 3 sextas básicas, vinho, vale frango assado, cinto, perfume e coisas que eu pensei: "eu não daria conta". Mas fomos. À tarde, o destaque foi irmos vender cartelas de bingo... como assim? Só vendi duas... Meu negócio é folheto e oração, hehe... Mas aprendi muito. Ah, só vou destacar também o Darley, primo do Tales... 6 anos e foi meu guiazinho, enquanto eu vendia perto da casa dele. Uma das partes mais pobres que fui. Quando voltamos, fomos para o bingo. Era beneficente, porque em Catuji tinha uma menina (de 5 anos pelo que eu lembro) que tinha um problema de vista e precisava de uma operação... R$ 1.500 ou ficava cega. A família e a rádio da cidade já tinham um dinheiro, mas lá fomos nós... Me surpreendi com a quantidade e gente que foi... deu uns 200 reais de bingo, com cartelas a R$ 1,00 ou R$ 0,50. Que bênção. Comprei algumas, mas dei para os meninos preencherem. Quase que o Felipe ganhou uma. Só faltou uma pedra!!! Puxa vida! Depois do bingo viria o baile. Pois é! O baile! Sou crente e não podia negar minha vontade de não ir. Mas com a oportunidade de ver o que acontece no mundo e lançar sementes, estava eu naquela do "se possível passe de mim esse cálice, mas seja feita a vontade de Deus". Comprei o lanche do pessoal e quando cheguei na casa, o Alberto disse que não iria... Ufa! Se eu fosse o único seria mais complicado, mas acabei pegando carona e fiquei na casa. Na verdade pensava em ir na internet, orkut... que nada! Só deitei no colchão... Você sabe o que aconteceu depois, né???

PROJETO RONDON - 10º DIA - 4ª FEIRA.... RECREAÇÃO...

Pois bem, pela manhã, metade do grupo (incluindo o que vos escreve, hehe) foi para Formoso, outra comunidade da zona rural... Bem legal lá... acabou que fiquei (junto com Vanusa e Marcelo) brincando com as crianças na escola, enquanto tinha o bate-papo com a comunidade. Me lembro de alguns nomes, como o do Jonas (esse é demais, sabe muito!) e do Alessandro. Foi maneiro. Na segunda parte da comunidade, fizemos um novo bate-papo com a parte de lá e voltamos para o almoço. Nessa segunda parte, na única casa que fui (em Formoso, não fizemos os questionários, por causa do tempo), tinha um homem e seu filho de 13 anos era deficiente. Detalhe que a comunidade não via com bons olhos o homem e seu filho, por alguns motivos. Mas ele foi no bate-papo e foi muito 10. Á tarde, tinha a recreação. Minha vontade era fazer atividades com os pequeninos, mas como Deus faz umas coisas bem interessantes, eu acabei ficando na seção "seja como eles..." do tipo que brinquei junto, e ao mesmo tempo, era o tio para mediar as situações, enquanto o pessoal dirigia as atividades. Dessa vez, conheci mais um catujense mirim: o Guilherme (você vai ler mais dele)... Tinha vários... o Izaque (também vai aparecer mais), o Igor, o Felipe, a Gabriela, o Paulo, o Jônatas, o Joseph, o Luan, a Maessa e ainda meu brother Marcos. Foi uma tarde bem divertida... na metade da programação, o Gabriel também deu sinal de vida... que Gabriel? Lembra do domingo e do tombo do cavalo??? Pois bem... à noite tivemos o bate-papo final com o pessoal da zona urbana de Catuji, foi bem proveitoso, pelo menos do meu ponto de vista. Depois, pedi para ser liberado do jantar e fui para casa. Lá pelas nove e meia. Parte iria depois do jantar ver o jogo do Flamengo, até porque na Globo Minas, seria o jogo do Atlético... e qual foi minha surpresa? Era contra o Botafogo!!! Vi com alegria... no final 4 a 0 pro fogão... Depois fui dormir e só quinta....
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